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Uma das grandes ênfases na Igreja nos últimos anos tem sido: o despertar para o avivamento.
Todo cristão que se preze de alguma maneira já consegue discernir uma voz dizendo:
Prepare-se porque um grande avivamento está por vir. Um grande avivamento há de se manifestar na terra; e isso será logo!
 
Pessoalmente, consigo sentir que essa onda se aproxima, eu sei que está perto e sei que a nossa geração está incluída nos planos de Deus para esse avivamento.
 
Mas, por que esse avivamento é tão importante?
Que é esse avivamento? Como ele acontece? Porque temos de desejá-lo?
 
O avivamento é uma concentração da glória e da presença de Deus na terra.
A história nos mostra sobre alguns momentos históricos, em regiões específicas, que esta presença se manifestou e o avivamento aconteceu.
Sabemos que é um derramar pleno do Espírito Santo de Deus e de Sua unção sobre a Igreja. Há muito mais que o Senhor quer fazer na sua Igreja e através dela e temos vivido apenas uma porcentagem disso.
 
O avivamento precisa ser desejado porque ele traz a manifestação do Reino de Deus em sua plenitude. Quando o avivamento começa a acontecer há sinais, prodígios, maravilhas, cura, manifestação do sobrenatural, direção profética. O Espírito Santo encontra intimidade em corações que vão andar debaixo de Sua orientação. E quando há avivamento há também temor de Deus.
 
As pessoas começam a ter uma consciência maior do pecado porque a presença de Deus está muito forte e elas não conseguem andar e permanecer em pecado.
Como conseqüência do avivamento há santificação, um nível maior de santidade; como resultado há uma mudança de comportamento, de atitude, de valores, de mentalidade.
 
Um grande avivamento tem a capacidade de impactar e transformar, não apenas algumas vidas, bairros, mas uma cidade, estado e toda uma nação. E esse é o projeto de Senhor nosso Deus para o Brasil!
 
Quando há um avivamento, não há nem muita necessidade de evangelização pois as pessoas começam a ser atraídas pela presença de Deus; e vêm, não ao encontro de homens ou de uma doutrina, mas ao encontro de Deus e O encontram. Quando o avivamento se manifesta, a glória de Deus enche o templo. Vêm com sede e encontram água!
 
Se esse avivamento está por vir (escutamos falar há tantos anos), por que ainda não aconteceu? Que está faltando? Quanto tempo ainda nós vamos ter de esperar para ver cegos enxergando, coxos andando? Quanto tempo nós vamos ter de esperar para falar a alguém: não tenho ouro nem prata, mais o que tenho te dou: Levanta e anda em nome de Jesus! Que falta?
 
Para a semente germinar precisa de luz, calor, água, condições adequadas para que possa frutificar. E para o avivamento se manifestar quais são as condições ou o ambiente, que tipo de preparo a Igreja precisa ter?
A história dos avivamentos conta que o fogo de Deus sempre desceu onde encontrou madeira seca, pronta para ser queimada.
O fogo só desce onde encontra material inflamável, ou seja, Deus vem onde é desejado.
Que material inflamável é esse? O que antecede um avivamento?
 
Ele vem sobre uma geração quando Deus encontra nesta um DESESPERO, quando os homens chegam a um nível de desespero por Sua presença e o transforma em clamor. A glória vem!
 
Deus esperou que Israel estivesse desesperado quando estava escravo no Egito e isso durou 400 anos (o choro, a lamentação, o clamor daquele povo sobe e Deus escuta e transforma a história).
Um ciclo que sempre tem acontecido. O povo de Deus começa a ser abençoado, vai se esfriando, esquecendo do Pai e, por causa desse afastamento, acaba ficando escravo de novo; daí se desespera, chora e clama. Deus escuta o clamor, manda o avivamento, transforma a condição, começa a abençoar e quando o povo está abençoado, se esquece de Deus de novo.
 
Parece que em nossos dias as pessoas só se achegam a Deus quando precisam muito.
Ex 1: Mulher solteira faz a obra, ativa, ajuda em todos os ministérios. Quando Deus abençoa, não a encontra mais. Escolhe um ministério, mas já não ora e nem jejua. Mudou…
Ex 2: Ele chega quebrado, duplicatas, gerente do banco, falência e às 6 da manhã ora, é obediente, submisso, tem sede, oferta. O clamor sobe, Deus transforma, mas ele também muda: “Pai, obrigado; o Senhor é bom. Amém!”
EX 3: Igreja pequena (campanha, vigília, jejum). Deus tem misericórdia! Manda o fogo.
 
Parece que a bênção em vez de ajudar atrapalha!!!
Já não há mais a dependência. Onde está o fervor? A vontade?
Como vai viver a prosperidade que Deus quer dar sobre a terra, se com um pouquinho já se atrapalha?
 
O DESAFIO É: MANTER A FIDELIDADE
MANTER O DESESPERO POR DEUS, independente da situação!
 
Como Paulo dizia: Eu sirvo a Deus! Eu amo a Deus! Eu me relaciono com Deus! Eu vivo para Deus!
No muito ou no pouco, com dinheiro ou sem dinheiro, tendo o que comer ou passando fome, tendo roupa ou estando nu, sendo elogiado ou perseguido, apanhando, com enfermidade estou aqui por Jesus, estou desesperado por Jesus, a minha vida está centrada nele.
 
Eu tenho sede e fome! Tua sede tem de ser igual.
Pregando para 5 ou para 5000 pessoas, tua fome tem de ser a mesma!
 
Apocalipse 3:14-22 (Carta a Laodicéia)
 
Essa é uma carta convite, onde Jesus convida a Igreja a quebrar esse ciclo, vocês não precisam se esquecer de mim no sucesso ou quando a bênção/ prosperidade chegam. Quebrem esse ciclo, pois vocês podem continuar em minha presença mesmo quando a minha bênção está sobre suas vidas!
Ele identifica uma Igreja que estava morna, mas não desviada ou em heresia. Não é uma Igreja pecaminosa, só estava morna.
 
Por quê? Porque estava bem abastada, já achava que não precisava de nada e por causa disso deixou de clamar, perdeu o amor, o desespero, a fome. Ela se relacionava com Deus, mas não era nem quente nem fria, era MORNA; e pela sua “mornidão” estava a ponto de ser rejeitada pelo Senhor. E Ele diz: “Vocês acham que estão bem, mas eu conheço as suas obras, vocês estão sendo abençoados e acham que a minha bênção significa que estão sendo aprovados”. E Ele dá uma notícia: “Vocês estão enganados, vocês são pobres, cegos, não enxergam mais nada, só estão vendo aquilo que querem ver, não o que Eu quero mostrar. Vocês estão nus, são uma vergonha. Venham, se arrependam, cubram sua nudez com minhas vestes. Usem meu colírio, pois ainda há tempo de mudar sua história. Usem o colírio para começar a enxergar o que eu preciso mostrar. Se arrependam e se voltem a mim, quebrem o ciclo!”
 
E traz a promessa de uma recompensa para aqueles que conseguem manter esse desespero e essa fidelidade:
“Aos vencedores entrarei em sua casa cearei com ele e ele comigo”, ou seja, receber uma alimento espiritual diferenciado, terão um maior nível de revelação da Palavra, receber o melhor daquilo que tem de melhor a humanidade.
“Dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono…”, ou seja, dará a esses, os fiéis, os desesperados, uma condição de maior autoridade espiritual, uma condição de maior poder espiritual.
 
O quanto há da glória de Deus, da presença dele na sua vida vai determinar o tamanho do impacto do seu ministério! Quanto maior o seu desespero, sua fome por Deus, maior será a sua porção!
 
O tamanho do meu vazio vai determinar o quanto eu posso ser cheio!
 
Texto que nos dá o mapa da mina:

Neemias 9
 
O povo de Deus havia sido liberto de um cativeiro, retomaram à sua cidade, reconstruíram o templo, as muralhas e Jerusalém; aí começa uma reforma espiritual, porque esse povo andava muito distante da vontade de Deus.
O Senhor levanta alguns líderes que serviram a esse povo como a Sua voz, agentes de exortação (Esdras, Neemias). Eles começam a chamar o povo para escutar a voz de Deus.
 
No capítulo 8, temos o registro de uma grande reunião no início do mês onde este povo começa a se reunir para ouvir a Deus, TODOS OS GRANDES AVIVAMENTOS COMEÇARAM COM A PALAVRA DE DEUS.
A leitura, a meditação na Palavra produz quebrantamento, arrependimento, sede e desejo da presença de Deus. Leva a um conserto e o resultado é a restauração; no caso deste texto, a restauração de uma nação.
 
No capitulo 9, o verso 1 diz que esse povo no dia 24 deste mês haviam terminado essa reunião, um culto que durou 24 dias, orando e buscando a Deus, se aplicando, jejuando, mergulhando na revelação de Deus.
 
Aqui temos uma receita do bolo (atitudes de um cristão que deseja o avivamento):
 
1. Quebrantamento: Temos dificuldades, vaidades, dificuldades de lidar com o ego e começamos a achar que somos alguém e, de repente, estamos distantes, não estamos tão desesperados como antes.
A proposta é: “Se dispam de si mesmos, se despojem de tudo aquilo que vocês pensam ser e corram para os braços do Pai!”.
Quebrantamento começa com contrição (Coração contrito, espírito quebrantado).
Como? Com jejum e pano de saco. Perceberam que as satisfações nas coisas terrenas estavam impedindo que sua espiritualidade se desenvolvesse.
A festa (no capítulo 8): Aquela festa se transformou em jejum e oração, o riso se converteu em pranto, identificaram o quão longe estavam de Deus.
Estamos em pecado, distantes de Deus e festejando o quê? Vamos nos arrepender!
Panos de saco, jejum, Palavra; onde erramos? Quebram a rotina de satisfação imediata de seus prazeres e apetites e se voltam a Deus com panos de saco (arrependimento/ humilhação/ profundo quebrantamento). Reconheçam seus pecados!
 
1.1 Obediência: Se apartaram dos “estranhos” que não têm a mesma fé, não servem ao mesmo Deus, atrapalham. Se querem me servir, abandone os outros.
 
1.2 Santificação: Estuda a palavra e percebe que algumas coisas não convêm e você diz: isso fica; isso sai (Me atrapalha, emperra meu ministério).
 
1.3 Confissão de pecados: O relacionamento com Deus ia bem, mas algo mudou não o escuta com a mesma freqüência; dificuldade para preparar a pregação, não há mais revelação, apesar de estar na obra, distante de Deus. Não foi de repente: foi pecando, acumulou pecados, não confessou e isso feriu seu relacionamento com Deus. Você acha que está tudo bem, mas não está tudo bem.
 
1.4 Exemplo: Marido que tinha o carinho e o amor da esposa, então, ele começa a ofender, humilhar, gastar mais tempo com a TV, só a procura quando tem algum interesse. Ele percebe que a atitude dela mudou, já não tem mais o mesmo brilho nos olhos, o relacionamento esfriou, ela não se separa, pois é uma mulher de Deus e tem um compromisso com Ele e ela o ama; mas eles estão distantes e o marido acha que está tudo bem, mas não está. Eles precisam conversar, tem de haver um reconhecimento dos erros, mudança e acerto.
Aquele povo começa a confessar, até o pecado que não fizeram (dos pais), pecado por identificação, eu não quero nada com o inferno, não quero ter nada oculto. Queremos receber o perdão de Deus e começar do zero. Quem se quebranta, confessa!
 
1.5 Meditação da palavra e adoração: Quando você não lê Bíblia e não escuta a palavra consegue se sentir confortável no pecado. Quando a palavra começa a penetrar a tua alma, a discernir suas intenção e motivações, você cai na real: “Eu sirvo a um Deus poderoso, é impossível esconder alguma coisa dele, não tem nada em oculto, Ele sabe o que eu faço”. Quem se quebranta, adora!
Adoradores em Espírito e em verdade, sendo assim, há “ADORADORES” que adoram na carne e em mentira.
 
Eu me quebranto, me humilho; eu preciso da sua presença, visita-me.
Esse quebrantamento gera uma nova unção:
1.6 Clamor: Deus tem misericórdia de nós!
Quando Ele vê lágrimas escorrendo do seu rosto, não resiste. No verso 4 e 5 se puseram em pé e clamaram em alta voz. Não foi uma oração produzida por mente humana, mas palavras inspiradas pelo Espírito, que os ensinava a se aproximar do Pai, uma oração viva.
O rio começa a fluir, a chama começa a se acender; não mais um rito, mas um culto ao Deus da vida, unção.
 
1.7 Mantém viva a memória dos feitos de Deus (Neemias 9:4-15): Contem tudo o que Deus tem feito. Não se esqueçam do que Ele fez por nós, e a lembrança te mantém com os pés no chão.
Eu sei quem Ele é e eu sei quem eu sou, e estou pronto para receber o avivamento, ele não vai me atrapalhar, pois eu sei de onde Deus me tirou.
Quem tem isso em mente não se desvia e não esfria nunca!
Deus não está interessado na sua independência, ele quer que você dependa dele.
 
Lembre de onde você saiu!
A onda do avivamento está chegando!
A onda do Senhor nosso Deus vai invadir a Igreja, a cidade, a nação!
 
“É essa onda do avivamento que nós queremos pegar!”
“Eu quero ver a glória de Deus se manifestar na terra!”
“Eu quero ver os sinais, cura, quebrantamento, a nação se arrependendo, Jesus como o Senhor do Brasil, uma Igreja contrita e que busca a face de Deus, não só as bênçãos. Uma Igreja que não se corrompe, que se mantém fiel, uma IGREJA QUENTE, próxima, que vive na unção e na Promessa do Pai”.
“Uma Igreja que conhece o Pai”.
 
Deus abençoe
 
Ap. Rina – Igreja Evangélica Bola de Neve
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