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Quando José e Maria saíram de Nazaré para Belém, por decreto de Tibério César, eles não encontraram lugar na estalagem, por isso, foram para uma manjedoura, onde Jesus nasceu. Não havia lugar para Jesus na concorrida cidade de Davi. Os espaços já haviam sido todos disputados e assim, o Cordeiro de Deus, nasceu num estábulo e não num berço de ouro. O criador do universo, o dono do mundo, foi rejeitado no seu nascimento e em sua morte. Ele foi desprezado e dele não fizeram caso.

Os anos se passaram e os homens continuam afobados, correndo de um lado para o outro, cuidando de muitas coisas e não se apercebem que também não têm lugar para Jesus. Suas estalagens estão abarrotadas, seus corações ocupados com muitos cuidados e por essa causa não dão lugar para Jesus.

Muitas pessoas ocupam hoje o lugar de Jesus na vida das pessoas: no mês de dezembro, quando se comemora o Natal, o bojudo Papai Noel torna-se o astro principal do Natal. O velho de barbas brancas, arquejado por um imenso saco de presentes nas costas, tornou-se um garoto propaganda, distorcendo a mensagem central do Natal. O comércio febril, o consumismo insaciável e o multicolorido das praças tolda o verdadeiro sentido do nascimento de Cristo.

Muitas coisas, outrossim, ocupam o lugar de Cristo. Vivemos numa sociedade secularizada. O homem pós-moderno empurrou Deus para os templos religiosos e pensa que ele não interfere nas demais áreas da vida. Assim, as pessoas tornam-se religiosas, até mesmo, se dizem evangélicas, mas não se colocam debaixo do senhorio de Cristo. Vivem segundo os valores de uma sociedade decadente e não segundo os absolutos da Palavra de Deus.

Não havia lugar para Jesus em Belém e não há lugar para Jesus nos corações hoje. Muitas vezes, o espaço que se abre é para o Jesus domesticado pelas conveniências humanas e pelos desvios doutrinários e não para o Jesus das Escrituras. Muitos segmentos religiosos pregam não o Jesus da Bíblia, mas o Jesus guru, o Jesus mestre iluminado, o Jesus milagreiro.

Precisamos resgatar a mensagem que os anjos anunciaram em Belém: “Eis que vos trago boa nova de grande alegria e que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.7).

Segundo Lucas 2.7, o nascimento de Jesus enfatiza três verdades fundamentais: Primeiro, Jesus é o Salvador do mundo. Não há outro caminho para Deus, outra porta para o céu, outro mediador entre Deus e os homens além de Jesus. Ele veio para salvar o seu povo. Ele veio para nos reconciliar com Deus.

Ele veio para remir-nos dos nossos pecados. Não há mensagem de Natal sem a proclamação da salvação no nome de Jesus. Segundo, Jesus é o Messias prometido. Ele nos foi dado desde a eternidade. Dele falaram os patriarcas e profetas. Para ele apontaram as profecias. Ele é a consumação da esperança do povo de Deus. Ele é o enviado de Deus, o ungido, o profeta, o sacerdote e o rei, aquele que veio buscar e salvar o perdido. Terceiro, Jesus é o Senhor. Diante dele todo o joelho se dobra no céu, na terra e debaixo da terra. Ele governa o universo, dirige as nações e reina sobre o seu povo. Ele tem toda autoridade no céu e na terra. Ele está assentado no trono e tem o livro da história em suas mãos. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas.

Há lugar na sua vida para o Jesus do Natal? Seu coração é dele? Ele é o amado da sua alma? Você já se refugiou nele e o recebeu como o seu salvador? Natal é mais do que troca de presentes e mesa farta. Natal é Jesus.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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Ser pai é um sublime privilégio, mas também uma imensa responsabilidade. Não basta gerar filhos, é preciso fazer grandes investimentos na vida deles para educá-los e prepará-los para a vida. Muitos homens tornam-se famosos e alcançam o apogeu do sucesso na carreira profissional, mas poucos têm êxito no recôndito do lar. A paternidade responsável é um grande desafio ainda hoje. Vamos observar, à luz da Palavra, alguns princípios importantes para os pais.

Em primeiro lugar, um pai que faz diferença é alguém que é um exemplo para os filhos. Antes de um pai ensinar os filhos, ele precisa viver o que ensina. O exemplo não é apenas uma forma de ensinar, mas a única eficaz. Antes de inculcar nos filhos a verdade, o pai precisa ter essa verdade no coração. O pai não pode apenas ensinar o caminho aos filhos, mas ensinar no caminho. O pai é um espelho. O espelho demonstra. Precisamos de pais que sejam modelo de honestidade, de piedade e vida cheia do Espírito.

Em segundo lugar, um pai que faz diferença é alguém que encontra tempo para os filhos. Quem ama prioriza. Quem ama encontra tempo para a pessoa amada. Um pai jamais pode sacrificar o importante no altar do urgente. Tudo à nossa volta tem o apelo do urgente. Mas, nem sempre o urgente é importante. Os filhos são importantes. Eles merecem o melhor do nosso tempo, da nossa agenda, da nossa atenção. Se um pai está tão ocupado a ponto de não ter tempo para os filhos, ele está ocupado demais. Na verdade, nenhum sucesso compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. A herança de Deus na vida dos pais não é o dinheiro, mas os filhos. Presentes jamais substituem presença. Os filhos precisam dos pais, mais do que de coisas.

Em terceiro lugar, um pai que faz diferença é alguém que equilibra correção e encorajamento. O rei Davi pecou contra seus filhos porque não gostava de contrariá-los. O sacerdote Eli é acusado de amar mais os filhos do que a Deus, porém, seu amor não era responsável, pois ele foi conivente com o erro de seus filhos e não teve pulso para corrigi-los. Deixar de corrigir os filhos é um grande perigo. Porém, a correção precisa ser equilibrada com o encorajamento. Os filhos precisam ser estimulados pelos pais. O elogio sincero e a apreciação são ferramentas importantes na formação emocional dos filhos. Os filhos precisam se sentir amados, protegidos, e orientados pelos pais. Correção sem encorajamento é castigo; encorajamento sem correção é bajulação. Ambas as atitudes estão fora do propósito de Deus.

Em quarto lugar, um pai que faz diferença é alguém que cuida da vida espiritual dos filhos. Não basta dar teto, comida, roupa, educação e segurança aos filhos. O pai precisa prioritariamente conduzir seus filhos pelos caminhos do Senhor. O pai deve gerar seus filhos não apenas biologicamente, mas também gerálos espiritualmente. Um pai que faz diferença é como o patriarca Jó que intercedia todas as madrugadas pelos seus filhos e os chamava para santificá-los. Precisamos de pais que aspirem não apenas o sucesso profissional dos filhos e invistam não apenas no êxito estudantil deles, mas busquem prioritariamente a salvação de seus filhos. Não bastater filhos brilhantes, precisamos ter filhos salvos. Não basta ter filhos bem sucedidos profissionalmente, precisamos ter filhos consagrados a Deus. Nossos filhos são mais filhos de Deus do que nossos. Eles devem ser criados para realizarem os sonhos de Deus mais do que os nossos. Eles devem viver para a glória de Deus mais do que para a nossa realização pessoal.

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

Feliz Dia dos Pais a todos os nossos leitores. Em especial ao meu GRANDE pai. Que foi, é e sempre será o meu exemplo de vida.

jovens

O Dr. John Mackay, presidente do Seminário de Princeton, em seu livro “O sentido da vida”, disse que não há relação mais espiritual e sublime que a amizade. A relação de amigos é mais elevada que a de irmãos, noivos ou esposos, pois há muitos irmãos, noivos e esposos que não são amigos. Vamos analisar três aspectos acerca do grande valor da amizade. Como podemos conhecer um amigo verdadeiro?

1. Um amigo é alguém que está do nosso lado ainda quando todos nos abandonam – A Bíblia diz: “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Um amigo é o primeiro a entrar, depois de todos terem abandonado a casa. Ele se aproxima não para tirar-lhe algo, mas para oferecer-lhe tudo, sua amizade. Há duas caricaturas de amizade, que não passam de uma falsa amizade. A primeira é a amizade tabernária. Nenhum liame existe entre os amigos “tabernários” além do desejo comum de matar o tempo, de tomar uns copos, de contar pilhérias um tanto escabrosas, de maldizer o próximo e fazer farra. Esses amigos dispersam-se na hora da angústia, como os amigos do Filho Pródigo fugiram, deixando-o faminto e necessitado. A segunda amizade falsa é a amizade utilitária. É a daqueles para quem todo “amigo” é uma conveniência, um meio atual ou potencial de facilitar-lhes os interesses. Essa amizade é uma espécie de pesca de favores, honras, posições e lucros. Essa espécie de amizade constitui-se numa ameaça para a moralidade pública. Distribuem-se os cargos não pelos méritos pessoais dos candidatos, mas pelo número de “amigos” que possuem. Mas, se há “amizade” falsa, existe também a amizade verdadeira. O amigo verdadeiro ama em todo tempo. O vendaval só conseguirá que os verdadeiros amigos deitem raízes mais profundas, entrelançando-se-lhes as radículas no solo do amor eterno.

2. Um amigo é alguém que não precisa usar máscaras para desfrutar de intimidade – A Bíblia diz: “… há amigo mais chegado do que um irmão” (Pv 18.24). Um amigo verdadeiro não precisa de formalidades e convencionalidades para se aproximar de nós. Ele nos conhece e nos ama não apenas por causa das nossas virtudes, mas também apesar dos nossos defeitos. O verdadeiro amigo é aquele que está perto nas horas de celebração e também nos tempos de choro. Ele é capaz de chorar conosco na dor e cantar conosco nos dias de festa. A verdadeira amizade derruba paredes e constrói corredores; nivela os vales e constrói pontes. A Bíblia destaca a amizade de Davi e Jônatas. Essa amizade foi santa, íntegra e fiel. Esses dois jovens buscavam o bem um do outro. Eles protegiam um ao outro. Um amigo verdadeiro não se nutre de suspeitas nem dá ouvidos à intriga. Não há amizade sem lealdade. A intriga é o verdugo da amizade. A amizade é edificada sobre o fundamento da verdade e cresce com o cultivo da intimidade.

3. Um amigo é alguém que prefere o desconforto do confronto à comodidade da omissão – A Bíblia diz: “Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo” (Pv 27.17). Uma amizade verdadeira não é construída sobre a cumplicidade no erro, mas sobre o confronto da verdade. As feridas feitas pelo amigo são melhores do que as lisonjas do bajulador. Uma amizade leal não se acovarda na hora do confronto. Há circunstâncias em que a maior prova de amizade está em aceitar o risco de perdê-la, em nome da própria amizade. A Bíblia nos ensina a falar a verdade em amor. A Bíblia nos orienta a servir de suporte uns para os outros. A Bíblia nos manda corrigir aos que são surpreendidos na prática de alguma falta, e isso, com espírito de brandura. Não existe amizade indolor. Não existe amizade omissa. Um amigo é alguém que tem liberdade, direito e responsabilidade de exortar, corrigir e orientar seu confrade quando vislumbra a chegada de um perigo ameaçador. Nesse mundo timbrado pela solidão e pelo isolamento, onde florescem as “amizades virtuais”, precisamos cultivar amizades verdadeiras, amizades que glorificam a Deus, edificam a igreja e abençoam a família!

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

faxina

O perdão é a cura das memórias, a assepsia do coração, a faxina da alma. O perdão é uma necessidade vital e uma condição indispensável para termos uma vida em paz com Deus, com nós mesmos e com o próximo. Uma vez que somos falhos e pecadores, estamos sujeitos a erros. Por essa razão, temos motivos de queixas uns contra os outros. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas.

É impossível termos uma vida cristã saudável sem o exercício do perdão. Quem não perdoa não pode adorar a Deus nem mesmo trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa tem suas orações interrompidas e nem mesmo pode receber o perdão de Deus. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos da consciência. O perdão, portanto, não é uma opção para o crente, mas uma necessidade imperativa.

O perdão é uma questão de bom senso. Quando nutrimos mágoa no coração, tornamo-nos escravos do ressentimento. A amargura alastra em nós suas raízes e produz dois frutos malditos: a perturbação e a contaminação. Uma pessoa magoada vive perturbada e ainda contamina as pessoas à sua volta. Quando guardamos algum ranço no coração e nutrimos mágoa por alguém, acabamos convivendo com essa pessoa de forma ininterrupta. Se vamos descansar, essa pessoa torna-se o nosso pesadelo. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se nosso propósito é sair de férias com a família, essa pessoa pega carona conosco e estraga as nossas férias. Por essa razão, perdoar não é apenas uma questão imperativa, mas, também, uma atitude de bom senso. O perdão alivia a bagagem, tira o fardo das costas e terapeutiza a alma.

Mas, o que é perdão? Perdão é alforriar o ofensor. Perdoar é não cobrar nem revidar a ofensa recebida. O perdão não exige justiça; exerce misericórdia. O perdão não faz registro das mágoas. Perdoar é lembrar sem sentir dor.

Até quando devemos perdoar? A Bíblia nos diz que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. Devemos perdoar de forma ilimitada e incondicional. Devemos perdoar não apenas até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Por que devemos perdoar? Porque fomos perdoados por Deus. Os perdoados precisam ser perdoadores. No céu só entra aqueles que foram perdoados; e se não perdoarmos, não poderemos ser perdoados. Logo, todo crente em Cristo precisa praticar o perdão.

Quem deve tomar iniciativa no ato do perdão? Jesus disse que se nos lembrarmos que nosso irmão tem alguma coisa contra nós, devemos ir a ele. Não importa se somos o ofensor ou o ofendido. Sempre devemos tomar a iniciativa, e isso com humildade e espírito de mansidão. Precisamos entender que o tempo nem o silêncio são evidências de perdão. É preciso o confronto em amor. Há muitas pessoas doentes emocionalmente porque não liberam perdão. Há muitas pessoas fracas espiritualmente porque não têm a humildade de pedir e conceder perdão. Precisamos quebrar esses grilhões, a fim de vivermos a plenitude da liberdade cristã.

O perdão é a manifestação da graça de Deus em nós. Se nos afastarmos de Deus, nosso coração torna-se insensível. Porém, se nos aproximarmos de Deus, ele mesmo nos move e nos capacita a perdoar assim como ele em Cristo nos perdoou.

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

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A mágoa é um sentimento avassalador. Muitas pessoas são destruídas pela mágoa e vivem soterradas debaixo dos escombros de seus ressentimentos. Há indivíduos que perdem a alegria de viver por nutrirem amargura no coração. Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom enfrentaram duras circunstâncias em Belém, a casa do pão (Rt 1.1-22). Faltou pão na casa do pão. Aquela família para fugir da crise econômica, mudou-se para Moabe. Ao buscar sobrevivência e segurança em Moabe encontraram a carranca da morte. Em Moabe Noemi perdeu o marido e seus dois filhos (Rt 1.3-5). Agora, estava velha, viúva, pobre e sozinha em terra estrangeira. As circunstâncias pareciam conspirar contra ela. Seu coração encheu-se de mágoa. Logo que Deus mudou a sorte de Belém, Noemi resolveu voltar para sua terra. Nessa volta, ela expressou sua mágoa; mas, também, nessa volta Deus a restaurou e lhe abriu a porta da esperança. Como vencer a mágoa?

1. Olhe para o alto e saiba que Deus está no controle da situação - Noemi lançou a culpa de suas perdas sobre Deus. Ela disse que Deus havia descarregado sobre ela a sua mão (Rt 1.13). Ela afirmou que o Todo-poderoso havia lhe dado grande amargura (Rt 1.20). Ela disse que havia partido ditosa de Belém, mas o Senhor a havia feito voltar a Belém pobre (Rt 1.21a). Ela acusou Deus de ter se manifestado contra ela e tê-la afligido (Rt 1.21b). Noemi olhou para Deus como o causador de sua dor. Ela entendeu que Deus era o protagonista e responsável por todo o seu sofrimento. Na sua leitura, Deus estava contra ela e não ao seu favor. A sua mágoa mais profunda não era por causa de suas perdas, mas porque Deus estava pesando a mão sobre ela. Noemi olhou para vida pelo lado avesso. Ela não discerniu o propósito soberano de Deus que se desenrolava na sua vida e através da sua vida. Deus estava escrevendo um dos capítulos mais emocionantes da história da humanidade através daquela pobre viúva, a fim de que ela fosse avó do grande rei Davi, tronco de onde nasceria o Messias, o Salvador do mundo.

2. Olhe ao seu redor e saiba que há pessoas que amam você verdadeiramente - Quando Noemi já velha, viúva, pobre e sozinha voltava para Belém, sua nora Rute, viúva de Malom, demonstra a ela, de forma eloqüente, um acendrado amor. As palavras de Rute a Noemi são relembradas com grande emoção ainda hoje nas cerimônias de casamento: “Aonde quer que tu fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti” (Rt 1.16,17). Quando estamos amargurados deixamos de perceber a beleza e a profundidade do amor que as pessoas nos dedicam. A vida nunca é um deserto quando somos consolados pelo bálsamo do amor. A amargura e o amor não podem co-existir. O amor transforma o vazio da solidão na plenitude da alegria.

3. Olhe para frente e saiba que Deus pode transformar suas tragédias em triunfo - Noemi pensou que o seu destino era sofrer. Ao chegar de volta em Belém resolveu trocar de nome (Rt 1.20).. Noemi significa “ditosa, feliz”. Ela pediu para ser chamada de Mara, “amargura”. Ela queria levantar um monumento definitivo para celebrar a sua dor. Ela estava olhando pela lente do retrovisor, só relembrando suas perdas e suas desventuras. Mas, Deus transformou suas tragédias em triunfo. Rute casou-se com Boaz, um parente rico e remidor (Rt 4.9,10). Desse casamento nasceu Obede, pai de Jessé, pai de Davi (Rt 4.17). Rute fez parte da árvore genealógica de Jesus, o Messias (Mt 1.5). Deus enxugou as lágrimas de Noemi, restaurou sua sorte e colocou em seus lábios um cântico de vitória. As mulheres de Belém disseram a Noemi: “Seja o Senhor bendito, que não deixou, hoje, de te dar um neto que será teu resgatador, e seja afamado em Israel o nome deste. Este será restaurador da tua vida e consolador da tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos” (Rt 4.14,15).

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

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INTRODUÇÃO
a) Deus escolheu Davi e o tirou do meio da manada de ovelhas e o ungiu para ser rei de Israel.
b) O Espírito de Deus passou a habitar em Davi e ele foi capacitado para enfrentar o gigante, a ganhar importantes batalhas contra os inimigos do povo de Deus.
c) A boa mão de Deus era com Davi e ele ganhou a confiança de todo o povo.
d) Embora, fosse ungido rei, Davi nunca conspirou contra Saul. Deus usou o Saul externo para tirar o Saul do coração de Davi, para que Davi não fosse um Saul II.
e) Deus deu a Davi o reino, o povo, e a vitória contra os seus inimigos.

1. Os favores de Deus a Davi

2. Os descuidos de Davi
a) As vitórias de ontem não servem para hoje. Os grandes homens também caem. É preciso vigilência constante. Davi multiplicou mulheres e os reis não deviam fazer isso.
b) Davi não ministrava às suas mulheres.
c) Davi tinha 23 filhos. Seus filhos eram seus ministros, mas Davi não dialogava com eles.

3. A exaustação de Davi
a)
O pecado nos deixa estressados. O pecado traz solidão, angústia, estresse.
b) Davi está aqui fugindo de Absalão, seu filho. E nessa fuga, Davi está exausto à beira do Jordão. Vejamos quais foram as causas daquela exaustão?

• Hoje há pais exaustos. Há cônjuges exaustos. Vejamos 10 passos que levaram Davi à exaustão:

I.DAVI E A SUA INFIDELIDADE CONJUGAL – 1 Sm 11:1-5

• Davi estava no lugar errado, na hora errada, fazendo a coisa errada, vendo a pessoa errada, desejando uma experiência errada.
• Homens gostam de olhar, e mulheres gostam de ser olhadas.
• O mito da grama mais verde do outro lado da cerca.
Vejamos os passos: 1) Solidão; 2) Alimentar a sensualidade; 3) Tapar os ouvidos às advertências de Deus; 4) Consumar o desejo lascivo; 5) Tentar esconder o pecado; 6) Matar o marido da sua amante; 7) Casar-se com a viúva.
• Davi tinha 23 filhos que assistiram o show da sua vida adulterando e matando o marido daquela mulher.
• O
pecado vai levar você mais longe do que quer ir; O pecado vai reter você mais tempo do que quer ficar; O pecado vai lhe custar mais caro do que você quer pagar.

II. DAVI TENTA ESCONDER O SEU PECADO

• Pv 18:13: “O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará, mas aquele que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.
• Salmo 32: “Enquanto eu calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos, pelo meu constante gemido dia e noite. A tua mão pesou sobre mim e o meu vigor tornou-se em sequidão de estio”.
• Há muitas pessoas hoje sem poder, sem autoridade, sem alegria, sem liberdade por causa do pecado.
O diabo amorçará você enquanto você não romper com o pecado.
• Moçada: cuidado para não ficar. Mantenha o seu namoro santo. Você está encobrindo alguma coisa no seu namoro? Cônjuge você é fiel ao seu companheiro da sua aliança?

III. DEUS CONFRONTA O PECADO DE DAVI ATRAVÉS DE NATÃ

• Davi ficou um ano afastado de Deus, tentando manter as aparências. Havia uma tonelada de culpa sobre a sua cabeça. O que ele fizera tinha sido mal aos olhos do Senhor.
• A parábola de Natã.
• Feliz o homem cujo pecado é coberta e cuja iniquidade é perdoada.
• Quando você se entrega a uma paixão, a uma aventura fora do casamento, você envolve toda a sua família.
• Deus disse para Davi por intermédio de Natã: “Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher” (2 Sm 12:20).
• Deus disse, ainda: “Deste motivo a que blasfemassem os inimigos do Senhor, também o filho que te nasceu morrerá” (2 Sm 12:14).

IV. A MORTE DO SEU FILHO

• Não brinque com o pecado. Quem zomba do pecado é louco. Contra essas coisas Deus é o vingador.
• Davi coabitou com Bateseba e justamente naquele dia a mulher ficou grávida.
• O menino morre por causa do pecado de Davi.
• Sete dias de choro e jejum, mas ele sofreu as consequências do seu pecado.

V. O ESTUPRO E INCESTO NA CASA DE DAVI

• Amnon nutre um sentimento doentio por Tamar.
• Amnon desonra Tamar.
• Tamar é envergonhada e fica desolada.
• 13:20 – Absalã se angustia.
• 13:21 – Davi só ficou irado, mas não confrontou seu filho. Por que? Porque não tinha cara nem autoridade.
Quando o pai não tem vida, perde a autoridade para corrigir os filhos.
• 13:22,23 – 2 anos sem nada se resolver na casa de Davi. Sabe quem é culpado? Davi! Por não ter cuidado da sua casa. Se nós não confrontarmos os pecados dos nossos filhos, pagaremos um alto preço pela nossa negligência.

VI. O ÓDEIO DE ABSALÃO POR AMNON

• 13:22 Absalão nutriu um sentimento de ódio por Amnon dois anos por ter este forçada a Tamar, sua irmã.
• 13:32 – Jonadabe, o mesmo homem que era uma víbora no ninho dos filhos do rei e deu o perverso conselho a Amnon, agora diz para Davi: “Não pense o meu Senhor que mataram a todos os jovens, filhos do rei, porque só morreu Amnon; pois assim já o revelavam as afeições de Absalão, desde o dia em que sua irmã Tamar foi forçada por Amnon”.
• Davi não fez nada para resolver esse problema, para estabelecer perdão na sua casa.

VII. ABSALÃO MATA AMNON

• Absalão disse para Tamar: Fica quieta minha irmã, porque eu vou acabar com ele.
• Absalão durante dois anos tramou e planejou a morte de seu irmão.
• Absalão, ainda procura Davi para ir à festa fatídica. Davi se nega a ir e Absalão, então, lhe roga para mandar Amnon. Davi: ou era um pai alienado ou um pai omisso, deixando de conversar com Absalão sobre o problema.
• A espada não se apartou da casa de Davi.
• O pecado dos pais desencadeia tragédias na vida dos filhos.

VIII. ABSALÃO FOGE – 13:34,37

• Absalão fugiu para a casa do pai de Bate-seba.
• Lá Absalão ficou 3 anos e Davi o procurava para persegui-lo. Quanto a Amnon apenas ficou irado, mas nenhuma conversa. Nenhum consolo a Tamar. Agora nenhuma palavra com Absalão, apenas perseguição.
• 14:28 – Agora mais 2 anos em Jerusalém sem ver a face do Pai. Ou seja, 5 anos sem ver o rosto do pai. Ele não encontra mais espaço para se reconciliar com o pai. Davi não quis perdoar o filho. Davi era contraditório. Ele amava Absalão, mas não o perdoava. Ele amava a Absalão, mas só foi verbalizar depois que ele morreu.
• Davi, nem isso você pode acertar? Pai você não pode imaginar o impacto negativo na vida de um filho, quando o agride em palavras.
• 14:29 – Absalão quer reconciliação.
• 14:32 – Absalão está arrependido. Temos que ter discernimento. Não podemos jogar fora essas horas. Davi perdeu a oportunidade.
• 14:32 – Absalão mandou um recado para seu pai: eu prefiro que o senhor me mate, mas fale comigo! Absalão disse: “Eu não aguento mais a ausência do meu pai!”
• Chega de orgulho, agora seu filho precisa de você! Pai e mãe, qual foi a última vez que você chorou com os seus filhos?
• 14:33 – Davi só beija, mas não fica só com seu filho. Não conversa, não confronta,não abraça, não fala com ele depois de 5 anos. Era hora de Davi confessar seu pecado para Absalão e dizer-lhe que o seu pecado tinha trazido tragédia na sua vida. Então, Absalão teria pedido perdão ao pai de matar seu irmão e fugir.

IX. A QUEBRA DE RELACIONAMENTO COM SEU FILHO

• 15:1 – Absalão por não ter perdão, conspira contra seu pai e passar a ter ódio de seu pai.
• Absalão trai Davi, rouba o coração do povo e agora quer matar o pai e tomar-lhe o trono.
• Agora Davi precisa fugir do próprio filho para salvar sua vida. Seu filho agora é seu inimigo.
• Que coisa triste é quando a família se transforma num campo de guerra.

X. ABSALÃO TOMA O TRONO DE SEU PAI TEMPORARIAMENTE E MORRE

• Agora temos 16:14 – Davi e todos estão exaustos! Infelidade, desobediência, esconder, morte, estupro, assassinato, separação, conspiração, a fuga e muitos outros sentimentos trouxeram Davi a uma exaustão emocional e física!
• Por providência divina Davi não morre nas mãos de seu próprio filho. Por providência divina seu trono não é usurpado. Mas a morte de Absalão não é vitória que pode ser celebrada por Davi. Absalão morre e Davi chora.
• Davi confessa seu pecado na hora errada, à pessoa errada. Ele teve todo tempo do mundo para dizer para seu filho que o amava, mas só disse no dia que ele morreu. Há pessoas que passam a vida toda sem demonstrar amor aos pais e aos filhos, mas no dia que morre, manda uma coroa de flores.

CONCLUSÃO

• Cuidado para você não perder os seus filhos enquanto busca sucesso.
• Cuidado para não destruir sua casa, entregando-se ao pecado.
• Cuidado para que o diálogo não morra dentro da sua casa.
• Deus na sua infinita graça, restaurou Davi e o fez um homem segundo o seu coração. Hoje há esperança para você! O maior tesouro que Deus lhe deu são seus filhos! O maior presente que você pode dar aos seus filhos é um casamento abençoado!

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

ovelha

O Salmo 23 é mundialmente conhecido. Milhões de pessoas o sabem de cor. Sua mensagem tem sido bálsamo para os aflitos, consolo para os tristes e encorajamento para os que estão desalentados. Jesus Cristo é o bom Pastor que morreu pelas ovelhas (Salmo 22). Jesus Cristo é o grande Pastor que vive pelas ovelhas (Salmo 23). Jesus Cristo é o supremo Pastor que voltará para as ovelhas (Salmo 24). Quais são os privilégios de ser ovelha do bom, grande e supremo Pastor? O Salmo 23 nos fala sobre três importantes verdades. Vamos, aqui, considerá-las:

                          

1. O Pastor das ovelhas (Salmo 23.1) – “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará”. Duas verdades são aqui destacadas: A primeira é que o nosso pastor é divino. Ele é o Deus auto-existente, onipotente, onisciente e onipresente. Ele é o Deus da aliança, o Deus de toda a graça, o nosso criador, sustentador e salvador. Nele nos movemos e existimos. A segunda verdade é que o nosso pastor é pessoal. Ele é o meu pastor. Ele tem conosco uma relação pessoal. Ele nos conhece e nos chama pelo nome. Ele vela por nós, cuida de nós e supre todas as nossas necessidades.                            

2. A provisão das ovelhas (Salmo 23.2-5) –
A ovelha é um animal indefeso, míope e incapaz de cuidar de si mesma. Ela necessita do cuidado do pastor. O texto em tela nos fala sobre quatro provisões que a ovelha recebe do pastor. A primeira provisão é o descanso (v. 2). O Senhor nos faz repousar em pastos verdejantes e nos leva para as águas de descanso. Ele não apenas nos provê alimento e água, mas também nos dá paz no vale. Ele não apenas nos dá o que necessitamos, mas ele mesmo nos conduz à suas fontes de provisão, fazendo-nos descansar. A segunda provisão é a direção (v. 3). O nosso Pastor nos guia pelas veredas da justiça. Se fôssemos abandonados à nossa própria sorte, entraríamos pelos atalhos perigosos e escorregadios do engano. Se seguíssemos as inclinações do nosso coração, certamente, caminharíamos por trilhas sinuosas que desembocariam em lugares de morte. Mas, o nosso Pastor nos guia pelas veredas da justiça. A terceira provisão é a consolação (v. 4). Na jornada da vida há muitos perigos. A vida cristã não é uma colônia de férias. Cruzamos desertos inóspitos e vales escuros. Atravessamos rios caudalosos e precisamos andar sobre pinguelas estreitas. Porém, mesmo que andemos pelo vale da sombra da morte não precisamos temer mal algum, porque o nosso Pastor está conosco. Sua presença é o antídoto para o nosso medo. A quarta provisão é a vitória (v. 5). O nosso Pastor não apenas caminha conosco diante das dificuldades, mas nos dá vitória contra os inimigos. Ele prepara uma mesa para nós diante dos nossos inimigos. Ele nos honra, ungindo nossa cabeça com óleo e nos dá alegria abundante, fazendo o nosso cálice transbordar.

 

3. O futuro das ovelhas (Salmo 23.6) – A ovelha de Jesus tem um “passado” passado a limpo. Somos lavados em seu sangue e remidos por sua morte vicária. A ovelha de Jesus tem um presente seguro, uma vez que bondade e misericórdia são como duas escoltas que nos ladeiam todos os dias da nossa vida. Bondade é o que Deus nos dá e não merecemos. Misericórdia é o que Deus não nos dá e nós merecemos. Ele nos dá graça quando merecíamos juízo. Ele suspende o castigo e nos abençoa quando merecíamos ser punidos. A ovelha de Jesus tem, também, um futuro glorioso, pois, depois que a sua jornada terminar neste mundo, irá habitar na Casa do Senhor para sempre. A morte não pode nos separar do nosso Pastor. Ele preparou-nos um lugar, uma casa, um lar, uma pátria. O céu é nosso destino. Estaremos para sempre com ele. Reinaremos com ele. Desfrutaremos de sua bendita companhia para sempre e sempre num lugar onde não haverá choro, nem
pranto nem dor. Oh! Quão felizes são as ovelhas do Bom, Grande e Supremo Pastor!

Rev. Hernandes Dias Lopes (1ª Igreja Presbiteriana de Vitória – ES)

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O melhor de Deus está por vir. As melhores coisas não ficaram para trás, mas estão à nossa frente. O cristão não caminha para o ocaso, mas para o alvorecer da história. Quando a cortina da nossa vida fechar, não desceremos para um túmulo frio, mas voaremos para a presença de Deus, entraremos em nosso lar e receberemos a coroa da vida. Nosso corpo que veio do pó voltará ao pó, mas nossa alma voltará para Deus e entrará no gozo do Senhor.

Agora, enquanto cruzamos os vales da vida, atravessando desertos inóspitos, subindo ladeiras íngremes e descendo encostas escarpadas, divisamos muitos perigos. Ladeiam nossa estrada muitos e aleivosos perigos. Inimigos, os mais ardilosos nos espreitam e tentam nos atacar. Mas, por mais adversas que sejam as intempéries, por mais sombrias que sejam as circunstâncias, não ficaremos prostrados no meio do caminho. A Bíblia diz que vamos de força em força, de fé em fé, marchando resolutos rumo ao nosso destino final.

Nessa jornada há desencontros. Muitas vezes esperamos uma coisa e acontece outra; oramos por uma causa e a situação tornase pior; pedimos a Deus uma providência e as circunstâncias parecem conspirar ainda mais contra nós. Marta e Maria enviaram uma mensagem para Jesus: “Está enfermo aquele a quem amas.” Em vez de Jesus ir ao encontro delas e socorrê-las, mandou apenas um recado. Quando Jesus chegou, Lázaro já estava morto e sepultado. Marta ficou desalentada e chegou mesmo a interferir no propósito de Jesus, dizendo interferir no lhe que sua ação era tardia. Mas, a demora de Deus é pedagógica. O Senhor nunca atrasa. Ele sempre age no tempo certo. Ele jamais perde o controle da situação. Ele ressuscitou Lázaro, muitos creram nele e a glória de Deus foi manifestada. Quando Deus parece atrasar em suas providências é porque ele está preparando algo melhor e maior para nossa vida. O melhor sempre está por vir.

Mesmo quando Deus nos livra através da morte em vez de nos livrar da morte, o melhor ainda está por vir. O céu é melhor. A bem-aventurança eterna não pode ser comparada com as coisas mais excelentes desta vida. Caminhamos não para um anticlímax, mas para o apogeu. Aqui habitamos numa tenda frágil, lá habitaremos numa mansão, casa não feita por mãos. Aqui, somos peregrinos e estrangeiros, lá habitaremos em nossa verdadeira pátria. Aqui, somos esmagados por medos e angústias, lá descansaremos das nossas fadigas. Aqui, somos surrados pelas doenças e esmagados debaixo do peso de nossas fraquezas, mas lá teremos um corpo incorruptível e glorioso. Aqui, temos riquezas que os ladrões roubam e a traça corrói, mas lá tomaremos posse de uma herança gloriosa e imarcescível.

As glórias da nossa vida futura são infinitamente mais belas e mais excelentes que o melhor das riquezas desta vida. Na verdade, aqui temos apenas o penhor, lá teremos a posse completa da nossa herança. Permanece a verdade insofismável: O melhor de Deus para nós está por vir!

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

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A Bíblia diz que Deus perdoa os nossos pecados e deles não mais se lembra. Diz ainda, que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O que significa perdoar e não mais se lembrar? Significa, porventura, amnésia? Absolutamente não! Deus não tem amnésia. Deus sabe tudo e jamais fato algum é apagado da sua memória. Mas, então, o que a Bíblia quer dizer que Deus perdoa e esquece? Significa que Deus nunca mais cobra outra vez aquilo que ele perdoou. Deus nunca mais lança em nosso rosto aquilo que confessamos e abandonamos. Assim, também, quando a Bíblia diz que devemos perdoar como Deus e esquecer, não significa que os fatos que nos machucaram serão apagados da nossa memória. Isso é impossível e nem mesmo depende de nós. As coisas vêm à nossa memória querendo nós ou não. Perdoar e esquecer significa lembrar sem sentir dor; significa nunca mais cobrar da pessoa perdoada a mesma dívida.

O perdão é uma necessidade fundamental da vida. É impossível ter uma vida saudável emocional, física e espiritualmente sem o exercício do perdão. Quem não  perdoa não pode orar. Quem não perdoa não pode trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa não pode ser perdoado. Quem não perdoa adoece fisicamente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos e flageladores da consciência. O perdão é até  mesmo uma questão de bom senso. Quando guardamos mágoa de alguém, acabamos  nos tornando prisioneiros dessa pessoa. Ela nos escraviza e nos mantém em cativeiro. Quando nutrimos mágoa de alguém, esse alguém nos perturba continuamente. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se vamos sair de férias, essa pessoa pega carona conosco. Perdoar é a única maneira de quebrar essas correntes e ficarmos livres.
Rev. Hernandes Dias Lopes – 1º Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

O perdão deve ser ilimitado. Jesus nos ensina a perdoar até setenta vezes sete. Essa cifra não é literal. Ela aponta setenta vezes o número sete, o número da perfeição. O perdão é ilimitado, pois é dessa forma que Deus nos perdoa. Jesus deixou esse fato claro na sua parábola do credor incompassivo. Aquele servo que recebeu um perdão de dez mil talentos não perdoou seu conservo de uma pequena dívida de cem denários. Dez mil talentos é seiscentas mil vezes mais que cem denários. Aquele que havia recebido um perdão seiscentas mil vezes maior negou-se a perdoar alguém que lhe devia uma dívida seiscentas mil vezes menor. O rei, então, lhe entregou aos verdugos até que ele “pagasse” a dívida impagável. Um homem precisaria trabalhar cento e cinqüenta mil anos para adquirir dez mil talentos recebendo o salário de um denário por dia. A nossa dívida com Deus é impagável. Por isso, o perdão de Deus é ilimitado. E Jesus foi enfático em afirmar que se não perdoarmos, não seremos perdoados: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mt 18.35).

O perdão é o caminho da cura das feridas. É a ponte de reconciliação das relações quebradas. O perdão é o remédio divino para os relacionamentos enfermos. O perdão é o bálsamo do céu para aqueles que andam machucados e feridos pela mágoa. Hoje é tempo de perdoar. Hoje é tempo de pedir perdão. Hoje é tempo de restaurar relacionamentos dentro da nossa casa e da igreja, a fim de vivermos uma vida plena, maiúscula e abundante.

 

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