Custa caro uma decisão errada, meu caro!

        “Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”.
         “Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã”. (Gn 12.1 e 4)
 Insuportável, assim estava o convívio entre Abrão, Ló, seus familiares e empregados, durante a viagem de procura ao lugar que Deus já havia preparado. (Gn 13.8)
        Para evitar o pior, Abrão coloca Ló diante de uma grande decisão dizendo:
        “Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda”. (Gn 13.9)
          Ló, sendo egoísta, escolheu o “melhor” lugar. Mesmo estando de carona, na viagem e na benção de seu tio  Abrão.
         Temos liberdade de tomarmos decisões, mas não de controlarmos as conseqüências.
          Ló ficou deslumbrado com o que viu, e escolheu todo o vale do Jordão (Ex. 13.11). Ele queria “garantir” seu futuro e até ser mais bem sucedido que seu tio.

Precipitação não é o melhor caminho quando temos diante de nós decisões tão importantes, pois se errarmos, as conseqüências serão tristes, dolorosas e caras.
Ló amargou as conseqüências de sua má decisão, pois foi morar nas cidades do vale e chegou a Sodoma, onde vivia gente má, que cometia pecados horríveis contra o Senhor (Gn 13.12-13).
         Ló foi feito prisioneiro, assistiu a invasão de sua casa, viu suas filhas serem expostas a homens maus,  roubaram-lhe tudo que tinha, sua mulher transformou-se numa estátua de sal, e só não queimou junto com Sodoma, graças à intervenção de Abrão, que o socorreu trazendo-o de volta. “Quando Deus arrasou as cidades da planície, lembrou-se de Abrão e tirou Ló do meio da catástrofe que destruiu as cidades onde Ló vivia.”  (Gn 19.29)

As decisões erradas nascem no coração egoísta, ingrato e inconseqüente.
• Egoísta porque pensa só em si e não nos outros.
• Ingrato porque esquece daqueles que o ajudaram.
• Inconseqüente porque acredita que pode administrar as conseqüências de decisões erradas.

Por ironia, depois de tudo o que aconteceu, Ló foi morar nas montanhas porque tinha medo de viver em Zoar (Gn 19.30).

Esse episódio nos ensina lições preciosas, práticas e inesquecíveis. Aprendamos com os erros de Ló para que nossa vida manifeste a humildade de Jesus,  e a dependência do Deus de Abrão.

Pr. Antônio Mendes Gonçales – PIB de Atibaia (SP)
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