DSC00079

“Deus, obrigado pelo privilégio de conhecer aqui na terra, uma pessoa tão especial como o Max Lucado, o qual eu só imaginava conhecer um dia no céu”. Essa foi à única coisa que pensei após ter conhecido pessoalmente o Max Lucado neste final de semana.

Não estou aqui endeusando ninguém e muito menos tendo o meu momento fã-clube. Todos nós temos o desejo de um dia chegar ao céu e conhecer Abraão, Moisés, Paulo, Davi, Isaque, Jacó e cia; fazer diversas perguntas e bater altos papos com cada um deles. Eu também tenho esse desejo, mas falando de gente do meu tempo, da minha época, gente da gente, eu posso dizer que o Max Lucado estava na minha lista, afinal, eu imaginava conhecê-lo dia no céu como já disse.

Normalmente criamos barreiras e esse meu pensamento se deve pela distância física e geográfica que existia entre nós, entre AUTOR vs. LEITOR. Porém essa barreira foi quebrada neste último final de semana.  

Quem me conhece, sabe que gosto muito da maneira simples e ao mesmo tempo profunda que o Max Lucado consegue transmitir através das suas mensagens. Leio os seus livros e ouço Deus sussurrando com uma voz calma e serena em meus ouvidos. Muitas vezes lemos e relemos diversos versículos da Bíblia, mas não nos ligamos nos detalhes, que muitas das vezes, é o ponto principal. O Lucado consegue despertar/acender em nós, essa luz de alerta. 

Voltando ao assunto… No sábado a tarde, fui até a livraria Fnac no Barra Shopping (RJ) simplesmente para comprar o novo livro e ver o Max de perto, porém cheguei ao local aos 48 do segundo tempo e de presente, tive o privilégio de bater um papo rápido (ele fala muito bem o português, até porque, ele já morou no Brasil por 5 anos). Fiquei surpreso com o seu jeito simples, educado e atencioso. Conversamos sobre os eventos no Brasil e pedi para que autografasse um dos meus títulos prediletos (Derrubando Golias).

No dia seguinte, lá fui eu para a Quadra da Mangueira, pois precisava muito ouvi-lo falar especificamente sobre o novo livro: “Sem Medo de Viver”. Afinal, TODOS nos temos um medo dentro da nossa mente e coração, porém Jesus disse: “Não temas”.

Estava eu nos fundos da quadra, esperando o inicio do evento, quando de repente, vi o Max Lucado na janela (nos fundos do camarote) acenando para mim e dizendo: “Olá, tudo bem?”. Fiquei mais uma vez surpreso, afinal, não esperava por isso. Como a distância física desta vez era maior, mantive um pequeno e rápido papo com ele (inclusive sobre churrasco e feijoada. rs…).

Lucado, em seu bom português e de uma forma bem descontraída, contou a piado do peixe e comentou sobre algumas expressões que só usamos no Brasil (“matar saudade”, “desculpe qualquer coisa”, etc). Mais uma vez comentou que adora a culinária brasileira em especial a feijoada e churrasco.

Sobre o seu mais recente livro, ele disse que na Bíblia, encontramos mais de vinte e uma vezes citações de  Jesus falando sobre o medo, ter medo.

Deus criou o medo para ser uma espécie de termômetro para as nossas vidas. Quando temos medo de morrer devido a uma enfermidade, vamos ao médico. Quando temos medo da crise economia, economizamos dinheiro e por ai vai. Ter medo não é pecado, mas o medo pode te levar a pecar, afirma o autor.

“O medo vai bater em sua porta, simplesmente não o convide para entrar. Não deixe que o medo passe a noite em sua casa”, é a mensagem de Max Lucado para todos os cariocas e, claro, para todos os brasileiros.

Raphael Farias