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Biblia

O tema da mensagem de hoje é a confiança em Deus. Na Bíblia Sagrada, lemos sobre a confiança no capítulo 3 do Livro de Provérbios: “Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos e ele endireitará as tuas veredas. Não seja sábio aos teus próprios olhos, mas teme ao Senhor e aparta-te do mal” (v. 5-7).

Esse texto traz-nos algo de especial porque nos ensina que a confiança é uma oportunidade diária. Todos os dias temos a chance de tomar decisões, baseados não apenas no que julgamos correto, mas consultando Deus para tanto. De fato, há situações que nos forçam a buscar a direção e o conselho divinos. Há circunstâncias nesta vida que literalmente nos “empurram” para encontros com o Senhor.

Talvez você possa estar passando por isso. Pode ser, por exemplo, que tenha aplicado todas as suas economias na bolsa de valores e uma virada econômica não o deixe dormir; ou pode ser que tenha investido tudo o que possuía em um relacionamento que chegou ao fim e, desesperado e sofrendo, não encontre mais sentido na vida.

Não perca a oportunidade! Qualquer que seja o seu caso, ele é sempre oportuno para ensiná-lo a confiar em Deus, para impeli-lo a dobrar os seus joelhos e pedir luz e entendimento ao Senhor, e a paciência para superar o que está atravessando.

De fato, Deus faz uso dessas circunstâncias para que você compreenda melhor o que passa no seu interior; e para que, por meio da sua fragilidade, Ele próprio possa se revelar a você.

Mas cabe a você a entrega. É a sua parte olhar para Deus e convidá-lo a participar da sua vida, entregar-lhe os seus caminhos, aprender a se aproximar dele e confiar nele. Que esta palavra fique no seu coração.

Fique na paz,

Ap. Rina – Igreja Evangélica Bola de Neve (SP)

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“A ti, ó Deus, confiança, e louvor em Sião!” (Salmo 65:1)

Assim Davi começa seu salmo de louvor a Deus. Um salmo de uma beleza arrebatadora que consegue em seus treze versículos resumir, de forma majestosa. toda a essência da mensagem bíblica.

Agora, não há como ler as palavras que Davi pronuncia diante de Deus, seja em oração ou em canção; e não ser remetido à história de sua própria vida.

Pense em alguém que passou anos e anos escondendo-se pelas cavernas do deserto. Alguém que teve que refugiar-se até mesmo na terra de seus próprios inimigos. Na verdade, houve um tempo, em que era mais seguro para ele, estar na terra de seus adversários declarados, do que na de seus falsos admiradores.

De algum modo, els sobreviveu aos seus desertos para reinar sobre uma nação. Sobreviveu ao seu momento para viver o seu destino. Passou por perigos, enfrentou privações, administrou crises, perseverou através de noites escuras; mas, chegou do outro lado, pela graça de Deus.

Não é à toa que ele começa seu salmo dizendo: “A ti, ó Deus. confiança e louvor em Sião!”. Se algo, Davi havia aprendido, havia sido a confiar em Deus. Em meio a todas as suas lutas e lágrimas, ele sabia que Deus era fiel às Suas promessas. Ele sabia que aquilo que Deus prometia, Ele cumpria. Na verdade, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Ele continua e diz: “ó Tu que escutas a oração, a Ti virão todos os homens”.

Será que podemos compreender que nenhum de nós ainda estaria aqui, não fosse a misericórdia de Deus? Ele é o Deus que escuta a oração. É o Deus que ouve o clamor do aflito. Ele é aquele que antes que clamemos, nos responde; e quando ainda estamos falando, nos ouve.

Isto não encoraja você a orar? Não incentiva você a derramar seu coração diante dEle, sabendo que Ele é digno de confiança e que Ele está ouvindo o seu clamor?

Mas, ele não para aí, mas continua discorrendo sobre a natureza do Deus em quem cremos.

Ele é um Deus perdoador, que nos satisfaz com a bondade da sua casa. Um Deus que nos responde com tremendos feitos em Sua justiça. Ele é o nosso Salvador e a esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos. Ele é o que consolida os montes, que aplaca o rugir dos montes e o tumulto das gentes. Ele é aquele que nos faz exultar de júbilo; aquele que visita a terra e a rega, o que a enriquece copiosamente. Ele é o que coroa o ano de Sua bondade e cujas pegadas destilam fartura.

Pode você pensar em quão grande e maravilhoso é o nosso Deus? Ele é um grande Deus. Não o Deus que a religião nos apresenta; mas alguém que nos amou até as últimas conseqüências. Na verdade, nós O amamos, porque Ele nos amou primeiro.

A história da minha caminhada com Ele não começou por iniciativa minha, mas dEle. Ele me buscou. Ele me achegou a Si. Ele me atraiu. Ele me escolheu. Ele se entregou por mim. Na verdade, o salmo diz: “feliz aquele a quem escolhes, e aproximas de ti, para que assista em teus átrios: ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa – o teu santo templo”.

Talvez, este seja um tempo difícil para você. Quem sabe você tem tido que viver um dia de cada vez, um dia por vez. Pode até ser que você nem mesma consiga compreender o que está acontecendo em sua vida; mas, nunca esqueça algo: Deus é por você! E se Deus é por nós, quem será contra nós?

Eu sei que você pode estar se sentindo enfraquecido, mas isto vai passar. Deus está no controle de todas as coisas. Ele ama você demais para deixá-lo neste momento. Na verdade, Ele nunca está tão perto do que nos momentos mais difíceis de nossa vida. Apenas, faça como Davi e olhe para Deus com confiança. Ele é poderoso para terminar a obra que começou em sua vida. Nada que Ele iniciou irá ficar inacabado. Deus mesmo vai cuidar de você.

Na hora da luta, nossa tendência é ver o tamanho de nossa dificuldade; pensar na demora para chegar o amanhecer; mas, se há algo que pode nos ajudar é lembrar a grandeza do nosso Deus.

Hoje, você pode estar chorando; mas você ainda vai voltar a sorrir e a celebrar como fez Davi. Na verdade, agora mesmo, no meio da luta, podemos levantar nossa voz e exaltá-lo, porque Ele ainda reina. Ele é um grande Deus.

Se Ele pode consolidar os montes, Ele pode fortalecer a minha vida. Se Ele pode aplacar o rugir dos mares, Ele pode aplacar o rugir das lutas que se levantam em meu caminho. Se Ele pode visitar a terra e regá-la, Ele pode regar a minha vida e fazê-la crescer para a Sua glória. Se Ele pode abençoar os campos, Ele pode abençoar a sua e a minha vida. E Ele o fará, por causa de Sua bondade e misericórdia.

Pr. Paulo Cardoso – Igreja Encontro com a Vida – Tijuca (RJ)

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Porque toda semente precisar morrer para gerar vida e frutificar

Todos nós, em algum tempo de nossa vida, já esperamos ou esperaremos por alguma coisa. Por um emprego, um amigo, uma cura, um casamento, um filho… Por mais que já tenhamos realizado inúmeros sonhos em nossa vida, muitos outros certamente virão. Sempre teremos a necessidade de algo novo, pois quanto mais temos, mais queremos. E nesse anseio, esperamos.

Esperar requer tempo – tempo este que nem sempre depende de nós e que muitas vezes não estamos dispostos a esperá-lo. Esperar requer fé, o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. Esperar requer, sobretudo, confiar em Deus que, muitas vezes, trabalha em silêncio.

Aqueles que entendem o propósito da espera são capazes de esperar com alegria a despeito do quão difícil isso seja, porque se fortalecem em Deus. Outros, no entanto, aprendem da maneira mais difícil, porque tentam “apressar Deus”, acreditam que podem ajudar Deus a agir, e o resultado é sempre desastroso.

A Palavra do Senhor nos revela, no Salmos 103.14, que ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Somos tão frágeis! Você já viu como o dicionário define a palavra “pó”? Como “uma finíssima partícula de terra seca; qualquer coisa sólida que foi submetida a moagem, a trituração”. Assim somos nós: terra seca, sedenta de água, moídos e triturados.

Nessa nossa fragilidade, somos desafiados a esperar o tão sonhado emprego, o tão sonhado casamento, o tão sonhado filho. É por isso que há uma promessa maravilhosa nos Salmos 126 dizendo que quando o Senhor nos trouxe do cativeiro de volta a Sião ficamos como quem sonha, porque nossa língua se encheu de cantos de alegria e assim os povos diziam “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”.

Nossa vida de espera, está debaixo da lei espiritual que diz que tudo aquilo que o homem semear, isto também ceifará (Gl 6.7). É uma questão de escolha. Se esperamos no Senhor, do Senhor receberemos. Se esperamos do mundo, do mundo receberemos. No entanto, Deus quer vivamos a promessa do Salmos 126, que diz: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (Salmos 126.5-6).

Temos que ser como sementes que, para brotarem, têm que morrer. Para brotar, a semente precisa crescer e se tornar uma árvore; precisa ser bem cuidada, necessita de água, de calor, de oxigênio, de elementos que darão a vida para que ela sobreviva, cresça e dê muitos frutos. Assim como a semente depende de alguém que cuide dela a fim de que ela cresça, assim também nós dependemos do Senhor – da sua luz, do seu calor, do seu sopro para crescermos e darmos frutos no tempo devido. Tudo é uma questão de tempo. A diferença entre nós e uma simples semente é que ela não tem vontade própria, ou seja, ela não tem como dizer ao seu Criador: “Não quero que você cuide de mim”. Nós, porém, temos esse poder de decisão. Quando esperamos algo de Deus, dizemos a ele: “Está demorando demais. Não quero que cuide de mim, posso me virar sozinho”. Nós buscamos isso, e isso é o que vamos colher.

Quais são as nossas condições hoje para recebermos a promessa? Será que estamos prontos para recebermos aquilo que Deus já reservou para nós? Você está preparado para colher os frutos da promessa? O que você fará depois com eles?

Muitos quando recebem uma bênção, se esquecem de Deus, de continuar buscando a presença dele, de forma intensa, quando o faziam no período de espera. Será que podemos dizer: “Senhor, muito obrigado por esta bênção. Continuo confiando em ti. Agradeço por continuar a confiar em mim!”?

É preciso morrer como a semente. Morrer para si mesmo e ter a esperança de colher os frutos no tempo devido. Morrer para o mundo, se ver como pó; crer e esperar que a bênção de Deus enriquece e não acrescenta dores.

Quem há de morrer para a própria vontade a fim de que se manifeste a glória e o poder de Deus?

Jaqueline Santos – Ministra de Louvor da Igreja Batista Ministerial da Família (SP)

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“A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho”. Salmos 119:105

Arthur Hays Sulzberger era o editor do New York Times durante a Segunda Guerra Mundial. Por causa do conflito no mundo, ele achava quase impossível dormir. Ele nunca conseguia tirar as preocupações de sua mente até que adotou como seu moto estas cinco palavras – “um passo suficiente para mim” – do hino “Lead, Kindly Light”.

Deus também não permitirá que você veja a situação à frente. Então você também terá que parar de antecipá-la. Ele promete uma lâmpada para seus pés, não uma bola de cristal para o futuro. Nós não precisamos saber o que acontecerá amanhã.

Deus o está conduzindo. Deixe os problemas de amanhã para amanhã.

Max Lucado

Notas:

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

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Em que nos interessa a vida de Abraão?

 

Abraão é conhecido como pai da fé. Em Gl 3:6-9 lemos que ele creu em Deus, e isso lhe foi dado como justiça. Abrão viveu antes da lei, e é um protótipo da salvação pela fé que temos em Jesus.

Apesar disso podemos, ao examinar fatos de sua vida, perceber no próprio exemplo de Abraão o que pode atrapalhar a fé.

 

Lendo Gn 12 a 14 podemos conhecer os detalhes de suas experiências. Em Gn 12 está o chamado de Deus para ele. Deus mandou-o sair de sua terra e tomar posse de uma nova terra, e lhe fez uma promessa extraordinária: Ele seria pai de muitas nações.

 

Seu nome era Abrão (pai exaltado) e vai ser mudado para Abraão (pai de muitas nações).

Depois de já estar na terra, diz o texto (Gn 12:10) que houve fome ali, e ele desceu para viver no Egito. Ali, apesar de ter mentido sobre sua mulher, sai com acréscimo de bens, presente de faraó.

Em Gn 13:1-10 vemos que, após voltar, divide a terra com seu sobrinho Ló. Apesar de Ló ter escolhido a melhor região, Deus abençoou os rebanhos de Abrão e ele continuou a crescer. No capítulo 14, para salvar seu sobrinho, Abrão envolve-se numa luta contra os reis das circunvizinhanças, e sai vitorioso. Após essa vitória (Gn 14:17-10) ele tem um encontro com Melquisedeque, sacerdote, que o abençoa.

 

Todos esses fatos nos impressionam e diríamos: quem não gostaria de ser como Abraão, um homem vitorioso e cheio de fé?

No que a vida de Abraão nos interessa? Desejamos ser como ele e ter a fé que ele teve, mas julgamos isso impossível?

 

Mas Abrão era como nós!

 

Em Gn 15:1-7 (A aliança de Deus com Abraão) Deus começa se dirigindo a Abrão com as seguintes palavras: “Não tenha medo, Abrão!”

 

Por quê Abrão teria medo?

 

Onde há medo não há fé. O medo desqualifica a fé.

Deus fizera diversas coisas por Abrão: ele o defendera, multiplicara seus rebanhos, mostrara a ele a terra que prometera. Mas… a promessa de Deus ainda não se cumprira, Abrão ainda não tinha descendência… E tinha medo.

 

De onde viria esse medo?

 

Podemos observar que as mesmas experiências de vitória de Abrão foram as que demonstraram também suas fraquezas.

 

Quando houve fome, aparentemente Abrão não procurou socorro de Deus, mas foi para o Egito.

No Egito, escondeu que Sarai era sua esposa, para proteger sua vida, em vez de confiar que Deus o guardaria.

 

Abrão teve medo, pois lembrava de suas fraquezas, e talvez pensasse que não merecesse a promessa de Deus por causa delas. Quanto à sua descendência, talvez Deus não vá cumprir a promessa… “Só tenho um servo, Eliezer…” O Senhor ainda não me concedeu descendência, talvez por causa de meus fracassos.

 

Não temos nós também sentido esse mesmo tipo de medo que teve Abrão? Será que foi por causa de minhas fraquezas que Deus não fez? Será que minhas decisões erradas, pouca oração, infantilidade espiritual, enfim, minha humanidade não fez Deus mudar de idéia quanto a cumprir sua promessa?

 

As coisas do passado Deus já perdoou. Ele é fiel. Se tão somente nos arrependermos sinceramente e confiarmos em seu poder para mudar nossa vida, temos pleno perdão!

 

Nossa mente permanece ocupada pensando nas promessas que ainda não foram cumpridas. Deus demora a realizar. Talvez eu deva me contentar com menos do que isso… Talvez eu deva oferecer a Deus o meu Eliezer. Será que mereço o que Deus prometeu?

 

Abrão buscou respostas em sua própria sabedoria, mas a mão do homem não pode criar o que Deus quer fazer. Suas promessas são grandiosas e merecem apenas e tão somente a criatividade divina para realizá-las, talvez de maneira miraculosa, para que a glória seja dele e não nossa.

 

Abrão teme não merecer, e começa a diminuir sua expectativa sobre o que Deus prometeu.

 

No que nos parecemos com Abrão?

Buscamos respostas em nossa própria sabedoria para realizar as coisas que Deus quer fazer por nós. Ele demora, talvez tenha mudado de opinião em relação a mim. Mas a mão do homem não pode criar o que Deus quer fazer!

 

Achamos que perdemos a promessa (medo) por causa de nossas fraquezas e decidimos aceitar menos de Deus.

 

Não perguntamos a Deus, não queremos orar sobre as coisas. Achamos mais fácil pedir perdão depois do que pedir sua permissão antes.

 

Diminuimos nossa expectativa, pois a promessa de Deus parece ser demais, pensamos não merecer.

 

Mas nosso Deus não quer que aceitemos um plano menor que o dele, ainda que pensemos que não merecemos. Ele não mede por nossos merecimentos. Não devemos diminuir nossa expectativa sobre o que Deus fará. Não temos porque duvidar de seu amor e seu poder: Ele é fiel e certamente cumprirá sua promessa.

 

Reflita:

Você tem medo?

Algo que Deus prometeu parece demorar?

Você tem procurado alternativas para as promessas de Deus?

Você tem pensado que não vê a operação de Deus porque não merece?

 

Faça deste momento de reflexão um novo ponto de partida para sua vida com Deus e seu ministério. Aprenda a receber de Deus, esperar e continuar a confiando no que Ele prometeu.

 

Sueli Cajeron, baseada em palestra do Pr. Jack Hayford

esta-consumado

A cruz é o centro da fé. A cruz é a graça inaugurada.
A cruz deve ser o centro de nossa vida, se queremos que a graça nos seja suficiente.
Há um hino que afirma: “Eu amo a mensagem da cruz”. E que mensagem é esta?

1. A cruz nos mostra que nosso pecado nos separa de Deus.
Isaías disse aos seus contemporâneos: “as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá” (Isaías 59.2).
Na verdade, esta era a situação da humanidade até Jesus fincar no Calvário a cruz e morrer nela. Aprendemos na Bíblia que o nosso pecado original nos separa totalmente de Deus, até que nos arrependamos. Também aprendemos que o nosso pecado atual nos separa de Deus, até que o confessamos e somos perdoados.

2. A morte de Jesus na cruz foi uma necessidade, para pôr fim à ira de Deus, que alcançou plenamente seu objetivo: o de nos permitir a paz com Deus.
Com isto, a “ira de Deus” (a rejeição divina ao pecado humano) foi aplacada (tornada sem efeito, pela própria vontade e providência de Deus). Por isto, “quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (João 3.36). Na cruz, “Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus” (Efésios 5.2). Desde então, “tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1).

3. Na cruz Deus se identifica conosco.
O Pai se torna humano e sofre a nossa dor. A morte do Filho foi algo real e não uma representação.
Jesus no jardim Getsêmani, orando, é Deus se identificando conosco. Choramos? Jesus chorou. Tememos? Jesus temeu. Sentimo-nos abandonados? Jesus se sentiu abandonado. Somos atacados, açoitados, magoados? Jesus foi atacado, açoitado, magoado.
O Deus que se inclina, como aprendemos no Antigo Testamento (Daniel 9.18), se identifica com a nossa dor. A explicação para o sofrimento humano, como o experimentado por Jesus e por todos os seres humanos, não é uma explicação: é uma vivência divina. Deus viveu o nosso drama. Ter um Deus que sofre conosco é a mensagem da cruz.

4. Devemos morrer em Jesus, aceitando o seu sacrifício por nós.
Na cruz, “Deus ofereceu [Jesus Cristo] como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça” (Romanos 3.25a).
Aceitamos seu sacrifício quando confessamos o nome de Jesus como nosso Salvador (renúncia) e Senhor (compromisso). O que devemos é, “por meio de Jesus”, oferecer “continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13.15).

5. Devemos nos santificar permanentemente.
“Fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas”. Por isto, “se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão-somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus” (Hebreus 10.10, 26-27).

6. Devemos dizer que está doendo quando está doendo.
Diante da história de cruz, devemos ter a mesma atitude de Jesus diante do sofrimento. Ele, que pediu “passe-me” e disse que estava pronto, enfrentou o sofrimento, experimentando-o e gritando que doía.

7. O Deus que abandonou Jesus não nos abandona; logo, podemos confiar nEle, buscar por Ele, esperar nEle.  
Por um instante, Deus abandonou Jesus por causa do nosso pecado, mas aquele abandono se tornou vicário e não somos mais abandonados. Depois, Deus providenciou o cuidado pleno para Jesus, com seu corpo sendo perfumado, até ter ressuscitado e levado ao céu, onde está exaltado à direita de Deus, intercedendo por nós.
Então, tudo podemos em Jesus (Filipenses 4.13).

Pr. Israel Belo de Azevedo – Igreja Batista de Itacuruçá, Tijuca (RJ)

 

Mateus 14:22-27 

Jesus havia acabado de operar um milagre. Enquanto esteve na Terra, Ele realizou muitos milagres: curou, libertou, paralítico andou, cego enxergou… Ele também tinha o dom de maravilha.

Jesus enviou os discípulos num barco. O mundo inteiro gostaria de estar no lugar deles. Estavam felizes e contentes, relembrando o milagre que Jesus fez ao alimentar a multidão.

Opa!!! Não foi Jesus Cristo que enviou seus discípulos? Ele enviou seus discípulos para uma tempestade? Sim, Ele preparou uma experiência diferente para eles. Foi Jesus quem permitiu que o vento soprasse.

Se Jesus te enviou, Ele não vai deixar seu barquinho afundar, mesmo que você seja marinheiro de primeira viagem.

Deus te envia e o mar está calmo, depois começa a ficar turbulento.

Tudo está calmo até que chega uma notícia, um fato, uma conversa. Aí o vento calmo vira uma tempestade e aquela confiança que você tinha no Senhor fica abalada e sua vida começa a balançar como um barco.

Onde estava Jesus Cristo nessa hora? No momento em que os seus discípulos mais precisavam Dele? Essa é a hora que você começa a duvidar de Deus. Não seja um “cristão 333”, ou seja, meio besta!

Tem hora que nós procuramos Jesus e não O achamos, parece que as nossas orações não estão sendo ouvidas e no nosso interior nos perguntamos, por quê?

No versículo 23, Jesus estava orando enquanto eles estavam no barco. Ele estava intercedendo enquanto estavam no barco e, hoje, Ele continua intercedendo por nós à destra de Deus. Ele intercede enquanto estamos na tempestade.

O que podemos aprender com uma tempestade?

Nenhuma luta e nenhuma tempestade é sem propósito. Jesus está no controle, Ele tem propósito até nas tempestades.

Jesus opera milagres, ama os pecadores, dá a salvação para nós, tem poder, provê tudo àquilo que precisamos e tem as Palavras de vida eterna. Nós o conhecemos assim.

Os discípulos O conheciam como mestre, só que eles não O conheciam na tempestade como nós O conhecemos. É muito fácil conhecer Jesus nos milagres, é fácil confiar em Jesus para a salvação, mas e quando chega à tempestade?

Nós não conseguimos entender que aprendemos com as tempestades.

Quando uma tempestade acontece na vida de alguém todo mundo acha que a pessoa já esta em pecado e chegam até a dizer: “Isso não é uma brecha, é uma avenida! Isso é coisa do diabo… É retaliação!”

Os discípulos começaram a ver fantasmas. Isso acontece quando não confiamos em Deus nas tempestades. Se Deus tivesse que nos dar o que merecemos, nosso barco teria afundado faz tempo.

Não conseguimos ver Jesus nas tempestades, só os “fantasmas”. Se nós temos “fantasmas”, vamos dar cabo deles!

A maior lição que Jesus ensinou aos discípulos foi tirá-los do ambiente dos milagres e colocá-los em um barquinho e agitar bastante para eles entenderem que Deus era com eles.

Conserve o seu ânimo, mantenha-se fiel, seja perseverante por maior que sejam as ondas e os ventos, permaneça firme.

Jesus disse: tende bom ânimo, sou Eu!

Não deixe nenhuma luta ou tempestade te enfraquecer, acabar com a tua fé, não tenha medo!

Jesus é aquele que te pega pela mão e diz não tema porque eu sou contigo por onde andares! A história da tua vida é minha! O barco não vai afundar, não pule dele!

No versículo 32, quando Jesus entrou no barco o vento cessou, os discípulos disseram: verdadeiramente esse é JESUS CRISTO!

Deixe Jesus tomar o leme do teu barco!

Deus Abençoe,

 

Ap. Rina – Igreja Evangélica Bola de Neve

 

ATOS 9:26-30
 
Vamos conhecer um lugar onde nenhum cristão gosta de ficar.
A sala de espera de Deus existe você gostando ou não, você querendo ou não.
E em algum momento da sua vida você terá de estar lá. Ela existe para aprendermos a confiar e esperar Nele.
Hoje estão nessa sala pessoas que já estiveram na linha de frente, que fizeram sacrifícios, que trabalharam duro, mas foram para a prateleira e estão esperando algo acontecer.
É difícil não desanimar diante dessa situação, nos sentimos num quarto escuro sem nenhuma lanterna, você se sente estagnado e quanto mais o tempo passa com menos vontade de esperar ficamos.
Você começa a acreditar que por algum motivo Deus te esqueceu. Por quê?
Por que Deus não se lembra mais de mim? Por que estou passando por tanta luta e Deus não escuta minhas orações?
 
Saiba que Deus não se esqueceu de você.
A espera é um instrumento de Deus, é um método que o Senhor usa para preparar pessoas especiais para grandes projetos.
A sala de espera acaba se tornando algo muito complicado, pois não é o que idealizamos.
Pois queremos mudança com velocidade, e muitas vezes nossas orações são assim.
Se esperar é tão contra a natureza humana, porque esperamos? Porque Deus no tempo de espera nos prepara.
Quando Deus deseja te preparar, Ele te faz esperar.
Na sala de espera, debaixo da sombra de Deus nos somos moldados para os anos em que Ele nos usará. Deus vai te usar.
Ao contrário de espera, a pressa está em nosso vocabulário muito mais do que no de Deus.
 
Observando a palavra de Deus, notamos que existem muitos versículos que nos ensinam a esperar em Deus:
 
Salmo 27:14
Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.
 
Salmo 37:7
Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
 
Isaias 49:23
E os reis serão os teus aios, e as suas rainhas as tuas amas; diante de ti se inclinarão com o rosto em terra, e lamberão o pó dos teus pés; e saberás que eu sou o SENHOR, que os que confiam em mim não serão confundidos.
 
Oséias 12:6
Tu, pois, converte-te a teu Deus; guarda a benevolência e o juízo, e em teu Deus espera sempre.
 
Atos 9:26-30 
Após sua conversão, Paulo chega a Jerusalém, mas todos o temem, pois não acreditam que ele é discípulo, então Barnabé o apresenta aos apóstolos.
Barnabé relata todas as experiências de Paulo e como em Damasco ele falava com ousadia no Nome de Jesus (vs.27)
Paulo tem um encontro com Deus, sai pregando o evangelho e tem sede de salvar vidas e por isso os Judeus procuravam matá-lo.
 
Os apóstolos sabendo disso enviam Paulo para a cidade de Tarso.
Paulo esta na sala de espera de Deus. Enquanto isso uma grande perseguição é desencadeada devido a morte de Estevão e os cristãos se dispersam, esse fato gera um grande mover missionário na Igreja de Jesus Cristo.
 
Barnabé era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé, através da vida dele muitas pessoas vieram para Jesus.
Em meio a esse mover o evangelho chega a Antioquia onde a Igreja cresce rapidamente e Barnabé vê a necessidade de ter ao seu lado alguém maduro e preparado para ajudá-lo na difícil tarefa de cuidar da Igreja.
 
Paulo está em Tarso, em total anonimato e obscuridade. Ninguém lembrava de Paulo.
Imagine como foi difícil para Paulo passar por esses momentos. Ele não ficou na sala de espera por um, dois ou três dias, ele permaneceu nela por 6 anos.
Quando estava na fase mais produtiva da sua vida, Deus o tira de cena.
 
Mas o que Paulo fazia na sala de espera de Deus?
Ele estava crescendo, aprendendo e sendo formado por Deus.
 
O que eu faço enquanto estou na sala de espera  de Deus?
Devemos ser pacientes e assimilar o trabalho Dele, pois a paciência é uma virtude.
A paciência é essencial na vida do cristão.
 
O impaciente sempre age por ímpeto, deixa de viver as promessas porque atropela o tempo de Deus. Eles sempre deixam de lado os propósitos de Deus.
Se você sai da sala de espera e volta é pior, porque você volta para o final da fila.
Se você quer viver a promessa de Deus precisa ser paciente porque a sua vez vai chegar.
 
Lembre-se só se cultiva a paciência com longos períodos de espera.
Se formos pacientes toda essa espera vai fazer sentido.
Nesse tempo Deus vai polir suas habilidades, vai te adestrar, porque se Ele prometeu há de cumprir.
 
Nesse tempo de espera devemos nos aprofundar nas coisas de Deus. É um tempo para crescer como cristão, como homem.
 
É um tempo também para se dedicar a oração, buscar a presença de Deus, ouvir a direção que Ele tem para você.
Nesse tempo se deixe treinar, se aperfeiçoar.
 
Em Tarso enquanto estava na sala de espera de Deus, Paulo vive o sobrenatural.
 
2 Cor 12:2-4
Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.
E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe).
Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.
 
Esse é um tempo de busca, de andar com Deus, de se encher de sabedoria e de dons, pois se você se deixar moldar, Deus vai além.
Ele quebra suas vontades, Ele faz você lembrar quem realmente é, assim como fez com Paulo, colocando um espinho em sua carne. (2 Cor 12:7)
Na sala de espera aprendemos a ser humildes e administrar as revelações proféticas e apostólicas que Ele nos dá.
 
Deus resiste à soberba. Você acha que Deus vai te resistir?
Nesse período Deus estava usando Pedro e Barnabé. Paulo, porém esperou a vez de Deus na sua vida. Ele não quer ver ninguém caído.
 
Nesse tempo de espera você vai se tornar uma pessoa mais profunda. A superficialidade é o grande mal dessa geração. As pessoas estão deixando de se aprofundar.
Precisamos hoje não de pessoas mais ousadas ou dispostas, precisamos de pessoas mais profundas.
Pessoas superficiais não causam impacto algum, elas não têm essência e acabam banalizando o que é santo. Esse tipo de pessoa não cria raiz em nada.
Pessoas profundas agregam valor à sociedade, elas sempre têm uma palavra, nunca se deixam paralisar pelo inferno porque sabem que são de Deus.
 
Se você quiser ser usado por Deus terá de ser uma pessoa mais profunda.
 
Deus nos aprofunda por meio do tempo que passamos esperando Nele.
Deus não chamou seus filhos para viverem na sala de espera.
O tempo de Deus é perfeito e logo vai chegar sua vez.
O Senhor te aguarda.
 
Paulo no tempo de Deus foi chamado para produzir para o reino.
 
Romanos 8:25
Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.
 
2 Cor 12:10
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
Os ensinamentos de Paulo foram os mais profundos, ele teve visões do reino, que fizeram a diferença. Longe da agitação ele recebeu novas revelações sobre a Igreja, sobre a graça de Deus.
 
Sua vez vai chegar, não abandone a sala de espera.
Na sala de espera não dá para se rebelar. Ou você senta e espera ou nunca verá o que Deus tem para a sua vida.
 
Fique firme, sua hora vai chegar e você viverá o plano de Deus para a sua vida.
 
Deus abençoe!
Ap. Rina – Igreja Evangélica Bola de Neve