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As promessas do Senhor são confiáveis e infalíveis. Entretanto, muitas pessoas que enfrentam situações difíceis enquanto esperam que aquilo que Deus prometeu cumpra-se em sua vida, costumam perguntar: “Por que as promessas do Senhor não se realizam da maneira como desejamos, e no tempo que achamos ideal, propício?”. Elas não entendem porque às vezes as circunstâncias caminham na contramão das vitórias que Deus prometeu.

Quando você estiver passando por adversidades, lembre-se de que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados pelo seu decreto” (Romanos 8.28).

Mesmo que a vida delineie diante de você um panorama de adversidades, de contradições, de situações conflitantes e difíceis, mantenha-se firme na fé, jamais duvide das promessas e da fidelidade do Senhor.

Continue confiante no plano de Deus para sua vida, mesmo sentindo que uma forte ventania e uma grande tempestade o têm envolvido. De acordo com as promessas de Deus, era para estar soprando uma brisa suave. Mas não se deixe abalar. Se o vento é fortíssimo e atrapalha a sua caminhada, não se esqueça de que você tem promessas de Deus, e que Suas promessas não falham. Tudo o que está acontecendo agora é circunstancial, é momentâneo. As dificuldades cessarão.

Mesmo que você esteja debaixo da correção de Deus, não deve esquecer que o Senhor é bom, e que as suas misericórdias duram para sempre. O salmista Davi nos chamou a atenção para isto:

“Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30.5-6, ARA).

As promessas do Senhor são infalíveis. Espere com fé, pois Ele não se esqueceu de você. Em Isaías 55.8, o Senhor diz:

“Porque os meus pensamentos são mais altos do que os vossos pensamentos”. (Isaías 55.8)

As circunstâncias adversas que surgem antes que as promessas de Deus se cumpram têm que ser consideradas segundo a ótica de Deus, e não segundo a visão limitada do ser humano. Não sabemos nem temos a capacidade de pensar como Deus. Somente após uma entrega total de nossa vida a Jesus é que poderemos “ter a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Só então entenderemos porque a vontade de Deus prevalece acima das contradições da vida.

Pr. Silas Malafaia – Assembléia de Deus na Penha (RJ)

* Trecho da mensagem A vontade de Deus e as contradições da vida, pregada no 11º Congresso Pentecostal Brasileiro Fogo para o Brasil.

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Em que nos interessa a vida de Abraão?

 

Abraão é conhecido como pai da fé. Em Gl 3:6-9 lemos que ele creu em Deus, e isso lhe foi dado como justiça. Abrão viveu antes da lei, e é um protótipo da salvação pela fé que temos em Jesus.

Apesar disso podemos, ao examinar fatos de sua vida, perceber no próprio exemplo de Abraão o que pode atrapalhar a fé.

 

Lendo Gn 12 a 14 podemos conhecer os detalhes de suas experiências. Em Gn 12 está o chamado de Deus para ele. Deus mandou-o sair de sua terra e tomar posse de uma nova terra, e lhe fez uma promessa extraordinária: Ele seria pai de muitas nações.

 

Seu nome era Abrão (pai exaltado) e vai ser mudado para Abraão (pai de muitas nações).

Depois de já estar na terra, diz o texto (Gn 12:10) que houve fome ali, e ele desceu para viver no Egito. Ali, apesar de ter mentido sobre sua mulher, sai com acréscimo de bens, presente de faraó.

Em Gn 13:1-10 vemos que, após voltar, divide a terra com seu sobrinho Ló. Apesar de Ló ter escolhido a melhor região, Deus abençoou os rebanhos de Abrão e ele continuou a crescer. No capítulo 14, para salvar seu sobrinho, Abrão envolve-se numa luta contra os reis das circunvizinhanças, e sai vitorioso. Após essa vitória (Gn 14:17-10) ele tem um encontro com Melquisedeque, sacerdote, que o abençoa.

 

Todos esses fatos nos impressionam e diríamos: quem não gostaria de ser como Abraão, um homem vitorioso e cheio de fé?

No que a vida de Abraão nos interessa? Desejamos ser como ele e ter a fé que ele teve, mas julgamos isso impossível?

 

Mas Abrão era como nós!

 

Em Gn 15:1-7 (A aliança de Deus com Abraão) Deus começa se dirigindo a Abrão com as seguintes palavras: “Não tenha medo, Abrão!”

 

Por quê Abrão teria medo?

 

Onde há medo não há fé. O medo desqualifica a fé.

Deus fizera diversas coisas por Abrão: ele o defendera, multiplicara seus rebanhos, mostrara a ele a terra que prometera. Mas… a promessa de Deus ainda não se cumprira, Abrão ainda não tinha descendência… E tinha medo.

 

De onde viria esse medo?

 

Podemos observar que as mesmas experiências de vitória de Abrão foram as que demonstraram também suas fraquezas.

 

Quando houve fome, aparentemente Abrão não procurou socorro de Deus, mas foi para o Egito.

No Egito, escondeu que Sarai era sua esposa, para proteger sua vida, em vez de confiar que Deus o guardaria.

 

Abrão teve medo, pois lembrava de suas fraquezas, e talvez pensasse que não merecesse a promessa de Deus por causa delas. Quanto à sua descendência, talvez Deus não vá cumprir a promessa… “Só tenho um servo, Eliezer…” O Senhor ainda não me concedeu descendência, talvez por causa de meus fracassos.

 

Não temos nós também sentido esse mesmo tipo de medo que teve Abrão? Será que foi por causa de minhas fraquezas que Deus não fez? Será que minhas decisões erradas, pouca oração, infantilidade espiritual, enfim, minha humanidade não fez Deus mudar de idéia quanto a cumprir sua promessa?

 

As coisas do passado Deus já perdoou. Ele é fiel. Se tão somente nos arrependermos sinceramente e confiarmos em seu poder para mudar nossa vida, temos pleno perdão!

 

Nossa mente permanece ocupada pensando nas promessas que ainda não foram cumpridas. Deus demora a realizar. Talvez eu deva me contentar com menos do que isso… Talvez eu deva oferecer a Deus o meu Eliezer. Será que mereço o que Deus prometeu?

 

Abrão buscou respostas em sua própria sabedoria, mas a mão do homem não pode criar o que Deus quer fazer. Suas promessas são grandiosas e merecem apenas e tão somente a criatividade divina para realizá-las, talvez de maneira miraculosa, para que a glória seja dele e não nossa.

 

Abrão teme não merecer, e começa a diminuir sua expectativa sobre o que Deus prometeu.

 

No que nos parecemos com Abrão?

Buscamos respostas em nossa própria sabedoria para realizar as coisas que Deus quer fazer por nós. Ele demora, talvez tenha mudado de opinião em relação a mim. Mas a mão do homem não pode criar o que Deus quer fazer!

 

Achamos que perdemos a promessa (medo) por causa de nossas fraquezas e decidimos aceitar menos de Deus.

 

Não perguntamos a Deus, não queremos orar sobre as coisas. Achamos mais fácil pedir perdão depois do que pedir sua permissão antes.

 

Diminuimos nossa expectativa, pois a promessa de Deus parece ser demais, pensamos não merecer.

 

Mas nosso Deus não quer que aceitemos um plano menor que o dele, ainda que pensemos que não merecemos. Ele não mede por nossos merecimentos. Não devemos diminuir nossa expectativa sobre o que Deus fará. Não temos porque duvidar de seu amor e seu poder: Ele é fiel e certamente cumprirá sua promessa.

 

Reflita:

Você tem medo?

Algo que Deus prometeu parece demorar?

Você tem procurado alternativas para as promessas de Deus?

Você tem pensado que não vê a operação de Deus porque não merece?

 

Faça deste momento de reflexão um novo ponto de partida para sua vida com Deus e seu ministério. Aprenda a receber de Deus, esperar e continuar a confiando no que Ele prometeu.

 

Sueli Cajeron, baseada em palestra do Pr. Jack Hayford

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O corredor está silencioso a não ser pelas rodas do carrinho de limpeza e do arrastar dos pés de um senhor.

 

Ambos soam cansados. Ambos conhecem esses pisos. Por quantas noites Hank os limpou? Sempre cuidadoso para limpar os cantos. Sempre atento para colocar sua placa de aviso amarela de cuidado em pisos molhados. Sempre rindo quietinho como é de seu costume. “Tenham todos cuidado,” ele ri para si mesmo, sabendo que não há ninguém por perto.

 

Não às 3 horas da manhã.

 

A saúde de Hank não é mais como era antes. A inflamação o mantém acordado. A artrite o faz mancar. Seus óculos são tão grossos que os seus globos oculares parecem duas vezes maiores. Ombros curvados. Mas ele faz seu trabalho. Jogando água com sabão em tapete de borracha. Esfregando as marcas de sapato deixadas pelos ricos advogados. Ele terminará uma hora antes de ir embora. Sempre acaba cedo. Tem acabado cedo por vinte anos.

 

Quando acaba, ele guarda seu carrinho e senta do lado de fora do escritório do sócio sênior e espera. Nunca sai mais cedo. Poderia. Ninguém saberia. Mas ele não sai.

 

Ele quebrou as regras uma vez. Nunca as quebrou de novo.

 

Algumas vezes, se a porta estiver aberta, ele entra no escritório. Não por muito tempo. Só para olhar. A sala é maior que seu apartamento. Ele passa seu dedo na mesa. Ele mexe no sofá macio de couro. Ele fica perto da janela e olha o céu cinzento tornar-se dourado. E ele se lembra.

 

Uma vez ele teve um escritório como esse.

 

Antigamente quando Hank era Henry. Antigamente quando o zelador era um executivo. Há muito tempo atrás. Antes do turno da noite. Antes do carrinho de limpeza. Antes do uniforme de manutenção. Antes do escândalo.

 

Hank não pensa muito sobre isso agora. Não tem razão para isso. Teve problemas, foi demitido, e saiu. Só isso. Não são muitas pessoas que sabem sobre isso. Melhor assim. Não há necessidade de contar a elas.

 

É seu segredo.

 

A história do Hank, a propósito, é verdadeira. Troquei o nome e um detalhe ou dois. Dei a ele um emprego diferente e o coloquei em um século diferente. Mas a história é real. Você a ouviu. Você a conhece. Quando eu der o nome verdadeiro, você se lembrará.

Mas mais do que uma história real, é uma história comum. É uma história de um sonho descarrilhado. É uma história de muitas expectativas chocando com realidades ásperas.

 

Acontece com todos os sonhadores. E como todos sonhamos, acontece com todos nós.

 

No caso do Hank, foi um erro que ele nunca consegue esquecer. Um erro grave. Hank matou uma pessoa. Ele encontrou um rufião espancando um homem inocente, e Hank perdeu o controle. Ele matou o assaltante. Assim que começou, Hank agiu.

 

Hank preferiu esconder-se a ir para a cadeia. Então ele correu. O executivo tornou-se um fugitivo.

 

História real. História comum. A maioria das histórias não é tão extrema quanto a de Hank. São poucos os que passam suas vidas fugindo da lei. Muitos, entretanto, vivem com remorsos.

 

“Eu poderia ter ido pra faculdade com bolsa de estudo por jogar golfe,” um rapaz me disse na semana passada na quarta base. “Tive um oferta assim que saí da escola. Mas entrei para uma banda de rock and roll. Acabou que nunca fui. Agora estou preso consertando portas de garagem.”

 

“Agora estou preso”. Epitáfio de um sonho descarrilhado.

 

Pegue um anuário de um colégio e leia a frase “O que eu quero fazer” sob cada foto. Você ficará atordoado de respirar o ar rarefeito de visões de pico de montanha:

 

“Entrar para uma faculdade que tenha prestígio”.

 

“Escrever livros e morar na Suíça”.

 

“Médico em um país de Terceiro Mundo.”

 

“Ensinar crianças carentes”.

 

Mas, leve o anuário para um encontro depois de vinte anos e leia o capítulo seguinte. Alguns sonhos se tornaram realidade, mas muitos não. Não que todos devessem, você pensa. Espero que o garoto miúdo que sonhava em tornar-se um lutador de sumô tenha caído em si. E espero que ele não tenha perdido sua paixão neste processo. Mudar de direção na vida não é trágico. Perder a paixão na vida é. Alguma coisa acontece conosco ao longo do caminho. As convicções para mudar o mundo se reduzem aos compromissos para pagar as contas. Antes de fazer diferença, pensamos em um salário. Antes de olhar adiante, olhamos para trás. Antes de olhar para fora, olhamos para dentro.

E não gostamos do que vemos.

 

Hank não gostou. Hank viu um homem que tinha se contentado com a mediocridade. Treinado nas melhores instituições do mundo, mas trabalhando no turno da noite por um salário mínimo para que ele não fosse visto durante o dia.

 

Mas tudo isso mudou quando ele ouviu a voz do carrinho de limpeza. (Mencionei que a história dele é real?)

 

No começo ele achou que a voz fosse uma piada. Alguns dos colegas do terceiro andar fazem esse tipo de brincadeira.

 

“Henry, Henry,” a voz chamou.

 

Hank se virou. Ninguém mais o chamava de Henry.

 

“Henry, Henry.”

 

Ele se virou em direção ao balde. Ele estava brilhando. Vermelho brilhante. Vermelho quente. Ele podia sentir o calor a 3 metros de distância. Ele chegou mais perto e olhou para dentro. A água não estava fervendo.

 

“Isto está estranho,” Hank balbuciou para si mesmo enquanto dava mais um passo para olhar mais de perto. Mas a voz o interrompeu.

 

“Não chegue mais perto. Tire seus sapatos. Você está em terra santa.”

 

De repente Hank soube quem estava falando. “Deus?”

 

Eu não estou inventando isso. Eu sei que você acha que estou. Sons malucos. Quase irreverentes. Deus falando de um carrinho de limpeza quente a um zelador chamado Hank? Isso seria acreditável se eu dissesse que Deus estava falando de uma sarça ardente a um pastor chamado Moisés?

Talvez com esta seja mais fácil de lidar – porque você já a ouviu antes. Mas só porque é Moisés e uma sarça ao invés de Hank e um carrinho de limpeza, não é menos espetacular.

 

Isso certamente impressionou Moisés. Nós queremos saber o que mais assombrou o velho amigo: Deus ter falado em uma sarça ou Deus ter falado.

 

Moisés, como Hank, cometeu um erro.

 

Você lembra sua história. Adotado pela nobreza. Um israelita criado em um palácio egípcio. Seus compatriotas eram escravos, mas Moisés era privilegiado. Comia à mesa real. Foi educado nas melhores escolas.

 

Mas a professora que mais o influenciou não tinha título. Ela era sua mãe. Uma judia que foi contratada para ser sua babá. “Moisés,” você quase pode ouvi-la sussurrar ao seu filho, “Deus o colocou aqui intencionalmente. Um dia você libertará o seu povo. Nunca se esqueça, Moisés. Nunca se esqueça.”

 

Moisés não se esqueceu. A chama da justiça ficou mais quente até explodir. Moisés viu um egípcio bater em um escravo hebreu. Assim como Hank matou o assaltante, Moisés matou o egípcio.

 

No dia seguinte Moisés viu o hebreu. Você acharia que o hebreu agradeceria. Ele não agradeceu. Ao invés de expressar gratidão, ele expressou raiva. “Você me matará também?” ele perguntou (veja Êxodo 2:14).

 

Moisés sabia que estava com problemas. Ele fugiu do Egito e se escondeu no deserto. Chame isso de mudança de carreira. Ele saiu de jantares com os cabeças do Estado e foi contar cabeças de ovelhas.

 

Dificilmente uma promoção.

 

E então aconteceu que um hebreu promissor e brilhante começou a pastorear ovelhas nas colinas. De faculdade com prestígio para remendo de algodão. Do Salão Oval para um táxi. De balançar um taco de golfe a cavar uma vala.

 

Moisés pensou que a mudança fosse permanente. Não há indicação de que ele alguma vez tivesse pretendido voltar ao Egito. Na verdade, há todas as indicações de que ele queria ficar com suas ovelhas. Descalço diante da sarça, ele confessou, “Quem sou eu, para que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11).

 

Fico feliz por Moisés ter feito essa pergunta. É uma boa pergunta. Por que Moisés? Ou, mais especificamente, por que Moisés com oitenta anos de idade?

 

A versão com quarenta anos de idade era mais atraente. O Moisés que vimos no Egito era impetuoso e confiante. Mas o Moisés que encontramos quatro décadas mais tarde é relutante e resistente.

 

Se você ou eu tivéssemos visto Moisés no Egito, nós teríamos dito, “Este homem está pronto para a batalha”. Educado nos melhores sistemas do mundo. Treinado pelos soldados mais habilidosos. Acesso instantâneo ao centro de influência do Faraó. Moisés falou sua língua e sabia de seus hábitos. Ele era o homem perfeito para o trabalho.

 

Nós gostamos de Moisés com quarenta anos. Mas Moisés com oitenta? De jeito nenhum. Velho demais. Cansado demais. Cheira como pastor. Fala como um estrangeiro. Que impacto teria no Faraó? Ele é o homem errado para o trabalho.

 

E Moisés teria concordado. “Tentei isso antes”, ele diria. “Aquelas pessoas não querem ser ajudadas. Só me deixe aqui para cuidar das minhas ovelhas. Com elas é mais fácil de lidar”.

 

Moisés não teria ido. Você não o teria enviado. Eu não o teria enviado.

 

Mas Deus enviou. Como você entende? Sentado aos quarenta e levantado aos oitenta? Por quê? O que é que ele sabe agora que não sabia naquela época? O que é que ele aprendeu no deserto que não tivesse aprendido no Egito?

 

Primeiro, os caminhos do deserto. O Moisés de quarenta anos era um garoto da cidade. O Moisés octogenário sabe o nome de todas as cobras e a localização de todos os poços. Se ele irá liderar milhares de hebreus no deserto, é melhor que ele saiba o básico sobre a vida no deserto pessoalmente.

 

Outro, como funcionam as famílias. Se ele irá viajar com famílias por quarenta anos, pode ser que entender como elas funcionam ajude. Ele se casa com uma mulher de fé, a filha de um pastor midianita e estabelece sua própria família.

 

Mas mais do que os caminhos do deserto e das pessoas, Moisés precisa aprender algo sobre si mesmo.

 

Aparentemente ele aprendeu. Deus diz que Moisés está pronto.

 

E para convencê-lo, Deus fala através de uma sarça. (Precisava fazer algo dramático para atrair a atenção de Moisés).

 

“Para fora da escola,” Deus fala para ele. “Agora é hora de trabalhar”. Pobre Moisés. Ele nem sabia no que estava matriculado.

 

Mas ele estava. E, adivinhe o quê? Você também está. A voz que sai da sarça é a voz que sussurra para você. Ela o lembra que Deus não terminou com você ainda. Ah, você pode achar que Ele terminou. Você pode achar que você já está cansado. Você pode achar que Ele tem outra pessoa para fazer o trabalho.

 

Se acha, pense novamente.

 

“Deus começou uma boa obra em vocês, e estou certo de que irá continuá-la até que esteja terminada quando Jesus Cristo voltar”.

 

Você viu o que Deus está fazendo? Uma boa obra em você.

 

Você viu quando Ele irá terminá-la? Quando Jesus voltar.

 

Posso deixar a mensagem clara? Deus ainda não terminou com você.

 

O seu Pai quer que você saiba isso. E para convencê-lo, Ele pode surpreendê-lo. Ele pode falar através de uma sarça, um carrinho de limpeza, ou mais estranho ainda, Ele pode falar através deste texto.

 

Max Lucado – Igreja de Cristo Oak Hills em San Antonio, Texas – EUA

 

Notas:

Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida

Texto original extraído do site www.maxlucado.com

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Novos começos são bênçãos maravilhosas de Deus. Estão cheios de promessas, livres dos problemas e cheios de potencial.

 

Cada dia é uma nova oportunidade de fechar a porta do passado e experimentar um novo tipo de começo. Mesmo o fato que Deus dividiu os dias em segmentos de 24 horas é evidência que nós precisamos começar sobre uma base regular. Há sempre um novo dia, um novo mês e um novo ano. Mas para que nós façamos um bom uso desses novos começos, nós precisamos fazer a decisão de fazer assim. Que hora melhor para decidir do que o primeiro mês do Novo Ano.

 

Talvez você tenha se esforçado com a depressão, raiva ou amargura. Ou possivelmente você está como eu estava – você foi queimada pelos relacionamentos passados e circunstâncias, e você ainda está conduzindo em torno das cinzas. Estes são os machucados profundos de antigos ferimentos que jamais foram curados. Por anos eu acreditei na abundante vida que Deus me prometeu, mas eu não estava disposta a desistir das cinzas do meu passado em troca disto. Minhas cinzas consistiam de coisas como ódio, amargura e falta de perdão para pessoas que me machucaram, tão bem quanto uma atitude negativa, murmuração e dó de mim mesma. O que está na sua pilha de cinzas?

 

Você está batalhando com culpa e condenação? Você se sente mal sobre alguma coisa que você fez anos atrás ou algo que aconteceu ontem? Não importa quanto tempo se passou, o passado é ainda o passado. O que é feito é feito, e somente Deus pode cuidar disto agora. Nossa parte é admitir nosso erro, arrepender, receber o perdão de Deus, e seguir em frente. Em Lamentações 3:22, o profeta Jeremias nos encoraja com as novas de que a misericórdia de Deus é nova cada manhã. Estou tão feliz que Deus enviou uma nova fornada de misericórdia diária – nós podemos decidir a ter um novo começo cada dia!

 

Se forem feridas antigas, debatendo-se com culpa e condenação, ou somente áreas da sua vida que gostaria de ver mudanças, eu acredito que esta mensagem agitará uma expectativa em você para as boas coisas que Deus tem no horizonte da sua vida. Como 2009 está chegando, escolha esperar o melhor. Isaias 30:18 diz, E conseqüentemente o Senhor (seriamente) esperará, olhará e ansiará por ter misericórdia de você; e conseqüentemente Ele se levantará,  naquilo que Ele possivelmente tiver misericórdia em você e mostrar amor bondoso com você…

 

Por que não deixar este ser o ano em que você decidirá escalar para fora da dor e dos problemas do seu passado, e insistir no futuro brilhante que Deus planejou para você? Dê boas vindas a este Novo Ano com uma decisão de liberar sua fé para o presente de Deus de um novo começo, e focar nos Seus bons planos para o seu futuro. Se empolgue com o fresco começo que Deus tem para você!

 

Feliz Novos Começos!

 

Com amor,

 

Joyce Meyer

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Romanos 14:10-12 

 

Todos nós precisamos de motivos para nos manter fiéis a Deus.

O Apóstolo Paulo foi um dos maiores e mais fiel servo de Jesus e por traz dessa grande fé há três grandes motivações.

Essas três motivações deveriam ser o tripé de todo cristão.

 

1ª – Esperança

I Coríntios 15:19

“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”.

Paulo servia a Deus pela esperança que tinha na vida eterna.

Temos esperança na vida eterna.

 

2ª – Amor

O amor de Cristo nos constrange. O amor a Deus nos atrai, ele é implacável, é infalível. É impossível fingir que Deus não nos ama e isso nos constrange.

Todos os cristãos possuem essas duas motivações. Existe a terceira motivação e essa não são todas as pessoas que possuem, estamos falando do temor.

 

3ª – Temor

Um temor produzido pela certeza de que um dia seremos julgados.

Somente as pessoas que tem os olhos no dia do Senhor é que possuem esse temor.

Paulo andava assim, ele sabia que um dia Jesus iria julgar todos os seres humanos. Ele sabia que um dia seria julgado e viveu a sua vida em função desse julgamento.

O maior desejo de Paulo era servir de modelo para as pessoas que, como ele, tinha os olhos no dia do julgamento.

A realidade do juízo produz cristãos sérios, tementes e fiéis a Deus. São pessoas que sabem que um dia serão julgadas por Ele.

Um dia eu vou dar conta da minha vida a Deus.

A maioria das pessoas foge quando o assunto é morte e julgamento, porque não queremos as conseqüências.

Queremos aquilo que temos vontade de fazer, mas as conseqüências inevitavelmente virão, pois colhemos aquilo que plantamos. Isso é um princípio espiritual.

O ser humano raramente enfrenta as conseqüências como elas realmente são. Muitas pessoas acham que para tudo existe um “jeitinho”.

Vivemos atropelando tudo o que nos atrapalha porque não queremos sofrer.

 

Romanos 14:10-12

“Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.

De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.

 

Deus nesta Palavra está repreendendo aqueles que acham que foram chamados como juizes, lembrando que existem somente um que julga, e cada um de nós dará conta de si mesmo. Isso não pode ser mudado.

 

II Cor 5:10

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal”.

 

Você recebeu uma vida e um corpo e será julgado por aquilo que fez com eles.

Cada um de nós vai receber pelo bem ou pelo mal que tiver feito por meio do corpo.

Todos estarão reunidos no dia do juízo, sem exceção de ninguém.

Não existe razão mais séria para nos fortalecer naquilo que é bom, reto e bíblico.

Isso é suficiente para nos afastar do mal e viver o que a Bíblia ensina.

Essa razão nos leva a um caminho de retidão, de misericórdia, de justiça e verdade.

 

Tiago 5-9

“Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta”.

 

O juiz está à porta.

A pessoa que tem a esperança e o amor, mas não tem o temor, se torna num cristão frio, indiferente, inconseqüente e desinteressado.

Cada um de nós tem um livro, estamos escrevendo nossa história e os anjos estão a todo instante tomando nota de todo pensamento, palavra, obra, motivo e escolha que fazemos.

 

Apocalipse 20:11

“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.

E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras”.

 

Cada um está escrevendo um livro com a sua vida. Todos nós estaremos presentes no dia do julgamento, inclusive aqueles que não acreditam que ele irá acontecer.

 

Apocalipse 3:21

“Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

 

Os vencedores estarão assentados em Cristo.

Precisamos vencer o mundo, vencer a carne, vencer satanás, vencer as tentações.

Precisamos vencer a nós mesmos!

 

Esses conceitos de lei, de legislação nasceram no coração de Deus, a lei exercida pelos homens é uma extensão da justiça divina.

 

A justiça é um tema muito mais divino do que humano. Esses momentos de audiência com Deus é uma rotina nos céus.

Toda vez que oramos, chamamos nosso acusador para uma audiência diante de Deus. Jesus é nosso advogado.

Muitas pessoas nesse dia irão querer uma segunda chance, mas essa não virá para ninguém.

Podemos citar Hitler, médicos assassinos de bebês, mães que abortaram, assassinos.

O sangue derramado não fica sem punição.

Imagina a sensação de cada uma dessas pessoas diante do julgamento de Deus.

 

Muitas pessoas vivem como se esse dia não fosse chegar, como se suas obras não viessem à tona.

 

Salmo 1:5

“Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos”.

 

Imagina as pessoas que nunca tiveram tempo para Deus. Todos irão sentar no banco dos réus, e Deus irá chamar as testemunhas, e a primeira testemunha é a própria Palavra de Deus.

 

João 12:48

“Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia”.

 

Cada ser humano que escuta um versículo, que recebe um panfleto, que tem acesso a Bíblia, que escuta no rádio uma pregação, esses momentos irão depor contra essa vida naquele dia.

As pessoas irão prestar contas de todo sermão, de tudo que leram e ouviram da palavra de Deus.

 

Mateus 12:41-42

“Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração, e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas.

rainha do meio-dia se levantará no dia do juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis que está aqui quem é maior do que Salomão”.

 

Mateus 11:23

“E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje”.

 

As práticas do mundo de hoje são muito piores do que Sodoma e Gomorra. Eles não tinham Internet com acesso a prostituição, não tinham crack, cocaína e tantas outras armas que destroem a sociedade.

Os pastores serão chamados para testemunhar.

 

Mateus 24:14

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.

 

O pior caso nesse dia será o dos servos inúteis, são aquelas pessoas que Deus separou, mas que esconderam o talento, pessoas que não investiram tempo nos interesses de Deus, preocupadas somente com a religiosidade.

 

Mateus 25:26-30

“Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?

Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.

Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos.

Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado.

Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”.

 

Pessoas que irão ver que tinham todas as chances para estarem em Cristo, mas abriram mão de tudo porque não tinham vida com Deus, não tinham intimidade.

Pessoas que nunca buscaram uma revelação plena de quem é Jesus Cristo, que foram chamadas, mas desistiram.

 

Aqueles que se tornaram pedra de tropeço irão sofrer muito no dia o juízo. Pessoas que expulsam outras da presença de Deus, que fizeram comentários da Igreja e com isso muitos se perderam.

 

Suas escolhas e decisões, seu testemunho, pode atrair ou afastar pessoas de Deus.

Não seja uma pedra de tropeço, um motivo de escândalo.

 

E para os vitoriosos, você tem que vencer, não tem opção.

 

Mateus 25:32-34

“E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;

E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;”

 

Os que venceram são as ovelhas e serão separados a destra do Pai.

Os vitoriosos não vão ter o que temer no dia do juízo.

 

I João 2:28

“E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda”.

 

Os que confiam no Senhor, os vencedores não precisam temer esse dia. Somos amigos do juiz.

Existe um treinamento que nos prepara para o dia do juízo.

 

I Cor 11:31

“Porque, se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados”.

 

Aquele que se julga não pode ser julgado.

Será que seu trabalho, seu ministério, suas posses se tornaram mais importantes para você do que os interesses de Deus?

Será que você tem negligenciado a sua família, a sua chamada, será que você é amigo de Deus e do mundo ao mesmo tempo?

Todos nós passaremos pelo julgamento de Deus e se formos vitoriosos seremos julgados só para saber o quanto receberemos de galardão, já estaremos salvos.

Olhe para você e coloque o temor a Deus dentro do coração e seja um vencedor.

 

Deus Abençoe,

 

Ap. Rina – Igreja Evangélica Bola de Neve

confianca-arvore

Jó teve muitas perdas em sua vida, mas, ao longo de sua trajetória e sofrimento, descobriu que Deus está no controle. Ele era um homem que temia a Deus e foi provado ao extremo, tanto que ficou a ponto de total lamentação. Dentro do possível, procurava-se manter animado.

Isso acontece com a gente também, quando o desânimo toma conta, ele nos deixa confusos e a nossa fé passa a ser abalada.

Fazemos perguntas do tipo: mas como assim?

Desta maneira, Jó começa a acusar a Deus pela falta de coerência devido à fidelidade dele, lembrando-se das coisas boas passadas e de como os perversos prosperavam sem castigo.

Assim, começa um diálogo entre Deus e Jó, onde o primeiro pergunta: “… onde estavas tu, quando Eu estava fazendo os fundamentos do mundo…” (Jó 38:4), “…dava limite às ondas do mar (vs 11)…”. O Senhor acaba com a discussão em apenas uma frase (Jó 41:11) e Jó entende. Ele somente creu e Deus o honrou!

Ele está no controle! Você querendo ou não, gostando ou não, achando bom ou não, Ele dá e Ele mesmo retém. Deus está no controle!

A incredulidade é um ídolo muito perigoso, pois consegue nos deixar sem forças. Se ela não for destruída, se infiltra na mente e abre a porta para a apostasia e, assim, começamos a confiar nos homens e naquilo que os nossos olhos vêem, ou seja, naquilo que é palpável, e não no nosso Deus.

O inferno tem conseguido afastar pessoas dos caminhos do Senhor com seus enganos e, com isso, preocupamo-nos com os pecados que aparecem, mas nos esquecemos do que está oculto: a incredulidade que vem do coração “fere” a Ele, é maldição para nossas vidas, precisa de ser identificada e repreendida. É como deixarmos de crer nas promessas de Deus, logo, nele próprio.

Mas, Deus te traz entendimento ao ler esse texto, pois Ele quer mudar essas coisas na vida. Ele quer derramar uma unção em nós que é capaz de alcançar muitas outras vidas. Se murmuramos e ficarmos com medo, deixamos de acreditar e não rompemos com essa maldição e acabamos nos prostrando diante do altar de satanás. Deus quer mudar sua vida hoje! Não seja incrédulo. Diga não a voz da incredulidade.

Em Deus, teremos muita vida, alegria e paz!!!

Na hora que ouvir essa voz da incredulidade, diga bem alto: eu creio e vou continuar crendo!!!

Ande por aquilo em que você crê e não por aquilo que vê.

Fique com Deus.

Ap. Rina – Bola de Neve – Igreja Evangélica Bola de Neve

paisagem

I SAMUEL 2:1-18

“O Senhor é aquele que dá a vida e aquele que toma a vida”. (Jó 1:21)
O Senhor é aquele que pega a pessoa lá do monturo e o faz assentar-se entre príncipes.

Duas coisas me encantam aqui:

A primeira coisa queridos é que nós não podemos conformar com aquele tipo de oração que decreta as coisas para Deus: “Eu determino, eu decreto, eu ordeno, eu proíbo”, como se Deus estivesse no estrado dos nossos pés e nós assentados num trono e Deus tivesse que obedecer as nossas ordens. Não, isto não é verdade de Deus!

A verdade de Deus, é que Ele é quem faz todas as coisas do seu jeito, e do seu estilo. Deus é o que dá vida, e o que tira a vida, Deus é o que dá vitória. Deus é que é o Senhor da história e o dono da história, é o que conduz a história, Ele é o oleiro e eu sou o barro. Ele que tem direito de pegar a minha vida e molda-la para seus propósitos, para atingir os seus objetivos que são bons, que são sábios, que são cheios de amor, mas as vezes não conseguimos entender com clareza este texto, por exemplo: quando você ora por um doente, e você deve orar mesmo, e Deus o cura, você se alegra e você tem que se alegrar mesmo e você diz: “Louvado seja o Senhor”. E quando você ora por um doente e Deus não o levanta, você fica como? Mas Deus é quem dá a vida e quem tira a vida. Paulo entendeu isto, dizendo: “Se vivemos, com o Senhor vivemos, se morremos com o Senhor morremos. Quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor”. (Romanos 14:8)

Ana tinha um sonho, o sonho de ter um filho. O que Deus está dizendo para ela é o seguinte: Eu posso atender o seu desejo, eu posso realizar o seu sonho, mas eu também posso realizar o meu sonho na sua vida.

A segunda coisa que quero destacar aqui neste texto, é o seguinte: quando Deus faz, ninguém pode impedi-lo. Porque Ele é quem dá a vida, e quando Ele dá a vida, não tem ninguém que vá fazer o contrário. Quando Deus quer pegar alguém, lá da sarjeta, lá do monturo, e o levantar e colocar na cadeira do príncipe, não tem ninguém que possa impedi-Lo. Deus é soberano, para Deus não há impossíveis, para Deus não tem causa perdida, para Deus não tem sonho morto, para Deus todas as coisas são possíveis.

Eu queria agora pensar com você o outro lado desta mensagem. Primeiro estou perguntando por que Deus adia a realização dos sonhos? Segundo aspecto é o que eu faço enquanto Deus está adiando a realização dos meus sonhos?
E a primeira coisa que você tem de fazer é matar alguns assassinos de sonhos que estão perto de você. Você tem que lutar contra eles! Vejamos agora os 4 assassinos dos sonhos de Ana.

Primeiro: PENINA. (v. 6)
Ela não era uma mulher espiritual, pois azucrinava a vida de Ana. Tentava desanima-la falando para ela desistir de orar, de chorar, de ir à igreja. Dizia: Eu não oro, não vou à igreja, estou com 6 filhos, e você está aí, gastando sua vida com Deus, pare com isso! Largue disso!
Tem gente como Penina do seu lado, tentando desanimá-lo, falando para você se conformar com a sua derrota, com a sua infelicidade, com o seu fracasso, com o seu sonho não realizado.

Segundo: O SACERDOTE ELI. (v.12 e 13)
Ana todo ano ia orar e buscar a Deus, e Eli nunca falara nada a ela, nem se importava com o problema dela, mas quando abriu a boca pela primeira vez, para falar com Ana foi injusto, pisou em Ana, fazendo um juízo equivocado acerca dela, chamando-a de bêbada, de descontrolada emocionalmente. Ana não devolve o troco, Ana não reage na mesma altura, não deixa que uma palavra equivocada, errada, atravessada, entre em seu coração levando veneno da amargura.
As vezes você sofre injustiça, as vezes você é pisado, as vezes você é mal interpretado, as vezes até mesmo dentro da Igreja você não é compreendido, vai à igreja e volta da igreja chorando, triste e não tem ninguém para olhar para você, não tem ninguém para perguntar qual é o teu nome, não tem ninguém que se interesse pela sua vida, pelo seu problema. Mas nós temos de enfrentar as decepções aqui dentro da igreja, às vezes os nossos assassinos de sonhos estão dentro dela, podem ser até seus líderes.

Terceiro: O MARIDO DE ANA (ELCANA). (v. 8)
Ele era um maridão, mas dizia a ela: Você é doente, você sabe! Nós temos ainda um diagnóstico dos médicos de Ramá. Você sabe que esterilidade não tem cura, então minha filha por que você fica triste? Para quê ficar chorando? Para que você fica deprimida? Pare de chorar Ana! Olha, você tem aqui um maridão do seu lado, “pense em mim, chore por mim, liga pra mim, não, não liga pra eles”.
Tem muita gente que poderá estar levando você ao conformismo! As vezes até seu amigo, gente que é solidária a você, conselheiro teu, mas são gente como Elcana, que não crêem que Deus faça milagres, gente que acha que os problemas não têm solução, são assassinos de sonhos, dentro de sua casa.

Quarto: O DESÂNIMO.
Dentro da casa tem uma mulher que azucrina a vida dela, vai para a igreja tentar aliviar o coração e o pastor a chama de bêbada, sai da igreja volta para casa, encontra o marido, que a chama de doente, fala para ela se conformar, pois nunca iria ser curada. Para todo lado que Ana fosse, tinha alguém para dar a ela uma palavra negativa, para dizer que não tem jeito, que não tem saída, que não tem remédio, que não tem solução, que não tem respostas, que não tem alternativa, que o melhor era se conformar com o problema, mas Ana em momento algum se dobrou ao desânimo.

Ana então buscou a Deus e creu que Deus podia fazer um milagre, pois sabia que a responsabilidade era dela de pedir e de insistir com Deus, ela cria num milagre, e sabia que Deus podia realizá-lo ou não, mas mesmo assim não desistiu.

O Pastor Norman Vincent, escreveu seu primeiro livro chamado: “O Poder do Pensamento Positivo”, e foi a várias editoras procurando alguém para editá-lo e não conseguiu ninguém. Desanimado, o pastor joga as suas anotações num caixote e diz: “Aí irá ficar os meus sonhos!” Sua mulher dona Rute, mais crente, mais otimista que ele, como via de regra as mulheres são, disse: “Eu acredito nos seus sonhos e vou lutar por ele!” Então a mulher pegou os rascunhos do caixote, e voltou novamente a bater de porta em porta e conseguiu uma editora e na primeira edição deste livro, foram vendidos 10 milhões de exemplares. Por isso eu digo: Não desista do seu sonho!

Na saga da política americana, um homem que me marca muito, Frank Roosvelt. Este homem tinha um sonho, ele queria ser presidente dos Estados Unidos, mas aos 36 anos de idade ele ficou doente, paraplégico, numa cadeira de rodas e alguém disse a ele: “Desista do seu sonho!” Ele respondeu: “Jamais, eu não posso desistir!”

Não apenas este homem foi curado, mas foi o único presidente dos Estados Unidos eleito e reeleito consecutivamente 4 vezes. Não desista de seus sonhos, não abra mão dos seus sonhos!

Ana acreditou e tomou posse das bênçãos de Deus, de Suas promessas. Pois quando Eli falou uma bobagem para ela, ela não levou a sério, mas de repente aquele homem que acabara de falar uma bobagem abre a boca e diz: “Vai em paz para a sua casa, e o Deus de Israel lhe conceda a petição que fizera.” (v. 17)

Esta palavra é boa, é de Deus e Ana a acolhe e esta palavra cura sua alma.
Então Ana: (v. 18)
1. Voltou a comer – acabou com a depressão.

2. O seu semblante mudou – foi curada emocionalmente.
3. Voltou para casa e se deitou com seu marido – foi curada conjugalmente.

O texto, diz: “Lembrando-se dela o Senhor, ela concebeu e deu a luz a um filho”.
Em Siló, aconteceu a cura emocional de Ana, aqui em Ramá, aconteceu a cura física de Ana.

Primeiro Ana tomou posse da vitória, pela fé, depois se concretizou historicamente o milagre na vida dela. Primeiro ela foi curada existencialmente e emocionalmente, depois ela foi curada fisicamente. Primeiro Deus curou o seu coração, depois o seu ventre. Primeiro ela crê, depois ela vê. Jesus disse: “Se creres verás a glória de Deus”.

Você não pode ter seus sonhos realizados sem primeiro se alimentar das promessas de Deus. O mundo ao seu redor tem sempre palavras de desânimo, mas a Palavra de Deus tem promessas de vida para você.

O QUE FAZER QUANDO NOSSOS SONHOS SÃO ADIADOS?

Volte à trincheira da luta! Ana então, a partir da palavra do profeta, deixou os quartos escuros, parou de chorar, parou de murmurar, parou de reclamar, parou de ficar deprimida e voltou à trincheira da luta.

Eu desafio você a lutar de cabeça erguida, a vencer, a não entregar os pontos, a não jogar a toalha, a não desanimar, a não aceitar passivamente a derrota.
Um estadista americano disse: “Viver é como andar de bicicleta, só cai, quem para de pedalar!”

Se você deixar de sonhar, você começará a morrer! Você tem que ter expectativas de vida, ideais de vida, sonhos de vida, projetos do seu coração e você tem que continuar pedalando, para você ir rompendo as dificuldades.

A viúva de Sarepta (I Reis 17:8 a 16), tinha mil razões para ficar deprimida, chorando, pois não tinha comida, havia fome em Israel, mas mesmo assim esta mulher saiu e foi buscar gravetos para esquentar o fogo para fazer o último bolo, por que ainda acreditava que Deus podia fazer um milagre na sua vida e fez.

Se você tem um pouquinho de azeite, um pouquinho de farinha, passe a acreditar num milagre. Há potencial para um milagre e se você não tiver nada, Deus pode fazer jorrar azeite aonde não tem nada.

Quando você for ler um jornal de preferência o de sua cidade, comece pelas páginas do obituário, leia tudo, pense: “Quantas pessoas mortas, tantas pessoas desta lista dariam tudo para estar no meu lugar, mas estão mortas!” Se você está vivo, um milagre pode estar a caminho!

Não desista de seus sonhos! Você é fruto do sonho de Deus!

Mas lembre-se: muito mais importante que realizar um sonho pessoal é realizar um sonho do coração de Deus! Por isso não abra mão dos seus sonhos e que ele seja sonhos do coração de Deus!

Rev. Hernandes Dias Lopes – Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória/ES
(Resumo de sua mensagem no Encontro de Solteiros em Vitória – 1999).

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Hoje pode ser o seu dia!

 

Não importa quão desesperançado você esteja. Tenho, por certo, que seu problema não chega aos pés do que Jairo enfrentou (Mc 5:22-43). Aquele homem perdeu a sua filha, mas ouviu de JESUS o consolo: “Não temas, crê somente. Não desista, apenas creia!” Quantas palavras de encorajamento!

 

Jairo deve ter ficado radiante quando viu vida retornando ao corpo de sua filha. Momentos antes seu coração estava cheio de aflição, cheio de incertezas, entretanto, quando JESUS entrou na tormenta emocional de Jairo, disse: “Não desista. Ainda não é o fim. Estou ao teu lado, vai dar tudo certo.”

 

Você também não deve desistir, pois, JESUS obteve a vitória a teu favor.

 

Bem, você dirá: “Você não entende. Você nem imagina o que estou enfrentando.”

Se Jairo estivesse face a face com você, ele te diria: “Não desista! Na hora mais difícil, não desanime, pois, nada resiste ao poder de JESUS.”

 

Observe que a Bíblia não menciona sobre o que aconteceu com aqueles que riram de JESUS quando ELE afirmou que a menina não havia morrido. Se não fala nada, é porque, provavelmente, não tem importância. O que deve ser ressaltado é a firmeza de Jairo em não desistir. Ele foi determinado, não desistiu mesmo com medo, mesmo aflito, mesmo angustiado, ele não desistiu, foi devido à sua insistência em crer em JESUS que o milagre aconteceu.

 

Faça o mesmo que Jairo fez, revista-se com esta coragem em meio a dor e ao desespero e você verá o dia do teu milagre chegar.

Pode ser hoje!

 

Benny Hinn, em “NÃO DESISTA”, Editora Atos.

 

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maos-do-senhor

O senhor idoso na esquina não o viu. A mulher vendendo figos também não. Jesus o descreveu para os escribas no portão e para as crianças no quintal. “Ele tem mais ou menos esta altura. Com roupas esfarrapadas. Barba saliente.”

Ninguém tinha uma pista.

Na maior parte do dia, Jesus estava o procurando para cima e para baixo nas ruas de Jerusalém. Ele não parou para almoçar. Ele não parou para descansar. O único momento em que seus pés não estavam se movendo era quando Ele perguntava: “Com licença, você viu o rapaz que costumava mendigar na esquina?”

Finalmente, um menino dá uma dica. Jesus vai até uma rua afastada em direção ao templo e vê o homem sentado em um toco entre dois burros. Cristo se aproxima por trás e coloca a mão em seu ombro. “Te encontrei! Estava te procurando.” O rapaz vira e, pela primeira vez, vê Aquele que fez com que ele enxergasse. E o que ele fez em seguida, você vai achar difícil de acreditar.

João nos apresenta esse homem com as seguintes palavras: “E passando Jesus, viu um homem cego de nascença.” (Jo 9:1). Esse homem nunca viu um nascer do sol. Não sabia diferenciar roxo de rosa. Os discípulos culparam a árvore genealógica. “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (v.2).

Nenhum dos dois, o Deus-homem responde. Essa condição vem do céu. A razão pela qual esse homem nasceu cego? “Foi para que nele se manifestem as obras de Deus.” (v.3).

Escolhido para sofrer. Que papel ingrato. Alguns cantam para a glória de Deus. Outros ensinam para a glória de Deus. Quem quer ser cego para a glória de Deus? O que é pior – a situação ou descobrir que foi idéia de Deus?

Jesus cospe no chão

A cura provou ser tão surpreendente como a causa. “Jesus cuspiu no chão e com a saliva fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego” (v.6).

O mundo é rico em pinturas do Deus-homem. Nas braços de Maria, no Jardim do Getsêmani, no cenáculo, no túmulo escuro. Jesus tocando. Jesus chorando, rindo, ensinando… mas eu nunca vi um quadro de Jesus cuspindo.

Cristo lambendo seus lábios uma ou duas vezes, juntando saliva na boca, fazendo um montinho de baba e cuspindo. Direto na lama. (Crianças, da próxima vez que sua mãe te disser para não cuspir, mostre a ela esta passagem). Então Ele agacha, faz uma poça de… não sei, do que você chamaria aquilo?

Betume santo? Terapia de cuspe? Solução de saliva? Qualquer que seja o nome, Ele coloca um dedo na palma de sua mão, e então, tão calmamente quanto um pintor coloca massa em um buraco na parede, Jesus faz um milagre com lodo nos olhos do homem. “Vai, lava-te no tanque de Siloé” (v.7).

O mendigo foi até o tanque, esguichou água em seu rosto enlameado, e tirou a argila. O resultado é o primeiro capítulo de Gênesis, somente para ele. Luz onde havia escuridão. Foco de olhos virgens, figuras distorcidas tornam-se seres humanos, e João recebe uma declaração da recompensa da Bíblia quando escreve: “e voltou vendo.” (v.7).

Ora, João! Está com falta de verbos? Que tal “ele enxergando voltou correndo”? “Ele enxergando voltou dançando”? “Ele voltou fazendo algazarra, gritando e beijando tudo que podia ver pela primeira vez”? O moço devia estar agitado.

Nós amaríamos deixá-lo daquele jeito, mas a vida deste homem vai do melhor pro pior, ele foi do filé mignon para brotos fervidos. Olhe a reação dos vizinhos. “Não é aquele que costumava mendigar?” “Uns diziam: é ele. E outros: não é, mas se parece com ele. Ele dizia: sou eu.” (v.9).

Esses caras não celebravam, eles discutiam! Eles assistiam esse homem andar às apalpadelas e tropeçar desde que era criança e você acha que eles regozijariam. Mas não. Eles o levaram para a igreja para testá-lo. Quando os fariseus pedem uma explicação, o mendigo que era cego diz: “Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo.” (v.15).

De novo paramos para ouvir o aplauso, mas ele não vem. Sem reconhecimento. Sem celebração. Aparentemente Jesus falhou na consulta ao manual de cura. “Ora, era sábado o dia em que Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos… por isso alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus; pois não guarda o sábado.” (vv.14,16).

Ninguém vai se alegrar com este homem? Os vizinhos não. Os pregadores não. Espere, aí vêm os pais. Mas a reação dos pais do ex-cego foi ainda pior.

Chamaram os pais daquele que havia recebido a visão, “e lhes perguntaram: ‘É este o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora?’.”

“Seus pais responderam: ‘Sabemos que este é o nosso filho, e que nasceu cego; mas como agora vê, não sabemos; ou quem lhe abriu os olhos, nós não sabemos; perguntai a ele mesmo; tem idade; ele falará por si mesmo.’ Isso disseram seus pais, porque temiam os judeus, porquanto já tinham estes combinado que se alguém confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga.” (vv.19-22).

Como podem fazer isso? Na verdade, ser expulso da sinagoga é sério. Mas se recusar a ajudar seu filho não é mais sério?

Ninguém o via

Quem estava realmente cego naquele dia? Os vizinhos não enxergavam o homem, viam uma novidade. Os líderes da igreja não enxergavam o homem, viam um assunto técnico. Os pais não enxergavam seu filho, viam um problema social. No final, ninguém o via. “E expulsaram-no.” (v.34).

E agora, aqui está ele, em uma rua afastada em Jerusalém. O rapaz devia estar confuso. Nasceu cego apenas para ser curado. Curado apenas para ser expulso. Expulso apenas para ser deixado só. O pico do Evereste e o calor do Saara, tudo em um dia de descanso. Agora não pode mais nem mendigar. Qual seria a sensação?

Você pode saber tudo muito bem. Eu conheço um homem que era responsável por quatro crianças. Uma mãe solteira em nossa igreja que criou dois filhos autistas. Éramos responsáveis por uma vizinha que o câncer levou a problemas cardíacos e teve pneumonia. Seu registro de saúde era tão grosso quanto uma lista telefônica. Algumas pessoas não parecem ter uma grande cota de azar?

Se é assim, Jesus sabe. Ele sabe como se sentem e onde elas estão. “Soube Jesus que o haviam expulsado, foi e achou-o” (v.35).

Caso o estábulo do nascimento não tenha sido suficiente. Se três décadas de andança pela Terra e milagres não são suficientes. Se há qualquer dúvida a respeito da consagração a Deus, Ele faz coisas como esta. Ele vai atrás de um pobre problemático.

O mendigo levanta seus olhos para olhar no rosto daquele que começou isso tudo. Ele irá criticar Cristo? Reclamar para Cristo? Você não pode culpá-lo de fazer os dois. Afinal, ele não se voluntariou para a doença ou a libertação. Mas ele não faz nem um nem outro. Não, “ele o adorou.” (v.38).

E quando você vê-lo, vai adorá-lo também.

Assim como Ele foi até o homem cego, Jesus está vindo para você. A mão que tocou o ombro do cego vai tocar a sua face. Aquele que mudou a vida daquele homem vai mudar também a sua.

Max Lucado

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Notas: Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
           Texto original extraído do site www.maxlucado.com

amanhecer

Há algumas dores que são incompartilháveis. Por mais que tentemos descrevê-las às pessoas, ao nosso redor, é muito difícil. Porque elas estão misturadas a tudo que vivemos, sentimos, entendemos e cremos como verdade para nós.

Daí que não se ajuda quem está sofrendo com pressões, acusações ou cobranças. Só se ajuda oferecendo um ombro e um ouvido amigo e a certeza das nossas orações.

Quem está se sentindo no fosso da existência está precisando de esperança. Esperança de que vai conseguir sair dali. Esperança de que aquilo tudo vai passar. Esperança de que vai voltar a ver a luz do sol e se alegrar com ela.

É aí que só sabe quem sente. Só sabe quem já sentiu. Só sabe quem está sentindo.

É por isso que não há como negar o amor de Deus; porque Ele foi capaz de se fazer como um de nós e sentir todas as nossas dores em toda a sua intensidade. Ele não tinha que fazer isso; Ele escolheu fazê-lo, unicamente, por nos amar.

E é por isso que Ele pode nos compreender e nos socorrer em nossa angústia; porque Ele “sabe o que é padecer”. Na verdade, o profeta Isaías chega a chamá-lo de Varão de dores, Servo sofredor.

O Deus da Bíblia não é um Ser distante e alheio à dor humana. Ele é alguém que se angustia em toda a nossa angústia e que atravessa todos os nossos vales junto conosco.

Lembra de Elias na caverna? Em nenhum momento Deus o condenou ou julgou por estar ali. Apenas, perguntou: “Que fazes aqui, Elias?”.

Ed Rene Kivitz, em uma de suas pregações, disse que Deus não perguntou: “Que fazes aí, Elias?”, mas, “Que fazes aqui, Elias?”, porque Deus estava na caverna junto com ele.

Quem sabe hoje está sendo um daqueles dias difíceis de atravessar. Você está ansioso, preocupada, sentindo-se mal e insegura. Mas, Deus está com você.

Eu sei que o sol parece ter ido embora; mas são só as nuvens que o estão encobrindo. O sol ainda está brilhando. E da mesma forma, Deus ainda está agindo em sua vida.

Nunca julgue o homem ou a mulher de Deus quando eles estão no interior de uma caverna existencial ou no alto de uma cruz. Porque Deus está com eles, ali onde eles estão. Ore por eles. Saiba que o ouro mais puro é forjado nas mais altas temperaturas.

Não há um só homem ou mulher na Bíblia que tenha sido grandemente usado por Deus para fazer diferença na vida de pessoas, em sua geração, que não tenha atravessado seus momentos de perplexidade, fraqueza, angústia e limitação.

Foi Paulo quem confessou ter orado a Deus, três vezes, para que lhe afastasse o que ele chamou de “espinho na carne”, até que Deus lhe respondeu que o Seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Houve uma ocasião em que Charles Spurgeon, o “Príncipe dos Pregadores” do século 19, estava tão angustiado, que ele pregou sobre um texto que diz: “o Todo Poderoso tem me angustiado a alma”. Ele escreveu, depois, que achava que tinha pregado, apenas, para si mesmo. Não viu nenhuma reação na congregação para quem pregou a mensagem. Anos depois, ele foi procurado por uma pessoa que lhe disse que naquele dia estava tão angustiada, que pensava em dar cabo da própria vida, e ouvindo sua pregação, compreendeu o amor de Deus por ela.

O que permanece em nossa vida é forjado em nosso coração, através de momentos que nem sempre são tão fáceis de atravessar. Mas, quando chegamos do outro lado, fomos amadurecidos, enternecidos e fortalecidos pela graça maravilhosa de Deus.

NInguém aprende a compaixão nos picos das montanhas; e, sim, no declive dos vales. Ninguém aprende a chorar com os que choram, se nunca soube o que é chorar diante de Deus suas próprias lágrimas.

Pra você que sente-se afundando em sua tristeza, ouça, um companheiro de lutas gritar para você: Coragem! Deus está com você! Você vai sair disso! A luz vai voltar a brilhar com toda a sua intensidade.

A vida é assim, tem suas luzes e sombras. O importante é aprender a administrar seus momentos. O importante é aprender a chorar e a sorrir. Hà tempo para todas as coisas debaixo do céu. Mas, o meu momento não é o meu destino. Não acabou aí. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

A Bíblia diz que Jesus é fiel sumo-sacerdote, vivendo para interceder por nós. Pare e pense! Jesus está intercedendo por você! Ele está orando por você, para que a sua fé não desfaleça!

Sentindo-se no chão? Sem ânimo para nada? Com vontade de enterrar a cabeça no travesseiro e esquecer o mundo? Ei, há um Deus que ama você. Há uma vida para você viver. Deus tem muita coisa bonita para você provar, experimentar, fazer e viver.

Levante-se. Dê uma caminhada. Olhe para a natureza. Vá dar uma olhada no mar, ouvir o canto dos passarinhos, sentir a brisa suave do vento. Deus está com você.

Hoje é um novo dia e Deus vai ajudá-lo a atravessá-lo. A Bíblia diz que “assim como os teus dias, assim será a tua força”.

Só sabe quem sente! É verdade! Mas, sabe de uma coisa? Deus sabe, porque Ele sentiu por nós.

Coragem, amigo! Vai amanhecer.

Pr. Paulo Cardoso – Encontro com a Vida