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silencio

Mateus 15.21 – 28

Muitas vezes enfrentamos problemas que são maiores do que as nossas forças, como esta mulher Cananéia. A filha endemoninhada era um problema que estava acima da capacidade da mãe. Tem problemas que estão acima da nossa capacidade de resolver. Problemas físicos, nós conseguimos até tratar, mas problemas de âmbito natural, nós não conseguimos. Só Jesus consegue resolver problemas espirituais, e Ele nunca está longe. Ele pode solucionar o problema. A solução tem etapas:

1º – ADMINISTRAR O SILÊNCIO DE DEUS.

Quando Jesus ficou em silêncio, os discípulos deram uma sugestão, que está no versículo 23: “Despede-a, pois vem clamando atrás de nós.”

E Jesus responde: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.” Mas a sua resposta não foi direcionada para a mulher, e sim para os discípulos. Para os discípulos Jesus dá uma resposta, mas para a mulher não. Parecia que Jesus estava ignorando a mulher. Mas não estava. O silêncio de Deus é momentâneo. E este tempo de silêncio não é uma negativa de Deus ao nosso respeito. Este silêncio, é uma demonstração de amor, para nos tratar e nos fortalecer para ver até aonde vamos chegar.

O mesmo Senhor que fez este milagre, vai também operar em sua casa. Aquela mulher tinha ciência de que Jesus poderia fazer alguma coisa. E ela veio clamando atrás de Jesus. Entenda, ela veio clamando. Existem pessoas que desistiram de ir atrás de Jesus e clamá-lo. Você precisa continuar clamando, mesmo quando há o silêncio. Talvez ela poderia ter ficado em casa, tentando administrar o problema, mas ela era resignada. Ela veio atrás clamando.

O silêncio de Deus não significa que Ele perdeu o controle!

Tenha uma injeção de ânimo! Ele tem o controle de tudo o que acontece na frente, mas também atrás. O diabo quer mais que você fique prostrado em casa. A 1ª coisa que acontece com determinadas pessoas, quando vem a luta, é a prostração. Esteja indo atrás, ao encontro de Jesus, clamando. Isto não é desonra.

Até aonde você está disposto a caminhar clamando?

Aquela mulher era tão resoluta que ela não espera pelo seu marido. Ela arregaça as mangas e parte para resolver.

2º – ADMINISTRAR A INDIFERENÇA DO PRÓXIMO.

Aquela mulher não estava gritando atrás dos discípulos, mas quando eles vão falar dela para Jesus, eles dizem: “Despede-a, pois vem clamando atrás de nós.”  Ele estava focada em Jesus! Ela, além de, enfrentar o silêncio de Deus, teve que enfrentar a indiferença. Jó enfrentou também esta indiferença, quando seus amigos o questionavam sobre o seu relacionamento com Deus.  No meio da luta podemos entrar em crise, porque tem pessoas que vão estar indiferentes à sua dor. Não se importam com o seu clamor e lamento.

Aquela mulher, apesar do silêncio de Deus e da indiferença do próximo, consegue adorar a Jesus.  Jesus falou com ela depois da adoração. Ela focou toda a sua vida em Jesus. Ela superou a dor, o silêncio e a indiferença, e adorou ao Senhor! É assim que devemos agir! O silêncio de Deus é momentâneo, e se você adorar, Deus falará com você.

O milagre aconteceu depois da adoração!

Pr. Jayme Soares – Assembléia de Deus de Bonsucesso (RJ)

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As promessas do Senhor são confiáveis e infalíveis. Entretanto, muitas pessoas que enfrentam situações difíceis enquanto esperam que aquilo que Deus prometeu cumpra-se em sua vida, costumam perguntar: “Por que as promessas do Senhor não se realizam da maneira como desejamos, e no tempo que achamos ideal, propício?”. Elas não entendem porque às vezes as circunstâncias caminham na contramão das vitórias que Deus prometeu.

Quando você estiver passando por adversidades, lembre-se de que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados pelo seu decreto” (Romanos 8.28).

Mesmo que a vida delineie diante de você um panorama de adversidades, de contradições, de situações conflitantes e difíceis, mantenha-se firme na fé, jamais duvide das promessas e da fidelidade do Senhor.

Continue confiante no plano de Deus para sua vida, mesmo sentindo que uma forte ventania e uma grande tempestade o têm envolvido. De acordo com as promessas de Deus, era para estar soprando uma brisa suave. Mas não se deixe abalar. Se o vento é fortíssimo e atrapalha a sua caminhada, não se esqueça de que você tem promessas de Deus, e que Suas promessas não falham. Tudo o que está acontecendo agora é circunstancial, é momentâneo. As dificuldades cessarão.

Mesmo que você esteja debaixo da correção de Deus, não deve esquecer que o Senhor é bom, e que as suas misericórdias duram para sempre. O salmista Davi nos chamou a atenção para isto:

“Porque não passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira. Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30.5-6, ARA).

As promessas do Senhor são infalíveis. Espere com fé, pois Ele não se esqueceu de você. Em Isaías 55.8, o Senhor diz:

“Porque os meus pensamentos são mais altos do que os vossos pensamentos”. (Isaías 55.8)

As circunstâncias adversas que surgem antes que as promessas de Deus se cumpram têm que ser consideradas segundo a ótica de Deus, e não segundo a visão limitada do ser humano. Não sabemos nem temos a capacidade de pensar como Deus. Somente após uma entrega total de nossa vida a Jesus é que poderemos “ter a mente de Cristo” (1 Coríntios 2.16). Só então entenderemos porque a vontade de Deus prevalece acima das contradições da vida.

Pr. Silas Malafaia – Assembléia de Deus na Penha (RJ)

* Trecho da mensagem A vontade de Deus e as contradições da vida, pregada no 11º Congresso Pentecostal Brasileiro Fogo para o Brasil.

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O título é uma alusão ao que o Senhor Jesus certa vez disse aos discípulos. Eles não compreendiam os fatos. Eram-lhes obscuros. O Mestre cuidou de aquietar-lhes a alma e assegurar-lhes que, adiante, tudo ficaria claro.

Quantas vezes não é assim em nossa vida pessoal? Não conseguimos discernir o que acontece ao nosso redor ou conosco mesmo, e perdemo-nos em conjecturas extemporâneas, absurdas, sem saber aonde chegaremos ou quais serão os resultados.

Vemos as incompreensões, acompanhamos as injustiças, submetemo-nos aos julgamentos alheios precipitados e sem nenhum fundamento nos fatos, para, então, perguntarmos: “por que, Senhor?”

Por outro lado, há ocasiões em que Deus nos conduz pelo vale estreito sem que vislumbremos o que há depois da próxima curva. Parece que vamos cair no precipício. Ficamos inconformados com muitas coisas permitidas por Deus. Queremos respostas, mas não as temos. Foi o que Jó experimentou em sua vida pessoal. O que ouvia de Deus era o silêncio.

Mas assim como o patriarca atravessou o vale e então compreendeu a sua história, não será diferente conosco. Descansemos no Senhor. Esqueçamos as incompreensões. Não nos tornemos amargos com as injustiças. Amanhã saberemos por que temos passado por tudo isso.

O que faço agora, diz o Senhor, você entenderá depois.

Pr. Geremias Couto (Escritor, jornalista, conferencista, autor do livro “A Transparência da Vida Cristã”, um estudo teológico-devocional sobre o Sermão do Monte, comentarista da revista “Lições Bíblicas” para a Escola Dominical, publicada pela CPAD, pastor evangélico, presidente da Omega Mission Ministry, Inc, membro da Casa de Letras Emílio Conde, editor pela CPAD da Bíblia de Estudo Pentecostal, verbete do Dicionário do Movimento Pentecostal e Coordenador Nacional do projeto Minha Esperança, realizado no Brasil pela Associação Evangelística Billy Graham em parceria com as igrejas evangélicas, e Representante Nacional da mesma organização no Brasil).

sonhos

Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre” 

Salmos 23

Esta deve ser uma das frases mais doces já escritas. Ler este versículo é abrir uma caixa de jóias. Cada palavra cintila e implora implora para ser examinada diante de todas as dúvidas: bondade, misericórdia, todos os dias, habitar na casa do Senhor para sempre. Elas devastam nossas incertezas como uma equipe da SWAT faz com um terrorista.

Olhe para a primeira palavra: certamente. Davi não disse “talvez”, ou “provavelmente”. Ele acreditava em um DEUS seguro, que faz promessas seguras e oferece uma base segura. Davi teria amado as palavras de um de seus descendentes, o apóstolo Tiago. Ele descreveu DEUS como AQUELE “em quem não há mudança, nem sombra de variação” Tg 1:17.

ELE é um DEUS seguro, e porque ELE é um DEUS seguro, podemos declarar confiantemente: “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida” E o que vem depois da palavra CERTAMENTE? “bondade e a misericórdia”. Não apenas bondade, porque somos pecadores necessitamos de misericórdia. Não apenas bondade, porque somos frágeis, necessitamos de bondade. Bondade para prover, misericórdia para perdoar.

Bondade e misericórdia, a escolta celestial do rebanho de DEUS. Se essa dupla não reforça a sua fé, tente esta frase: “todos os dias da minha vida”. Que imensa declaração. Bondade e misericórdia seguem os filhos de DEUS a cada dia, e todos os dias! Pense nos dias que ainda virão. O que você vê? Seja lá o que você prevê, bondade e misericórdia te seguirão.

E o que ELE fará durante estes dias? ELE irá SEGUIR com você. Que modo surpreendente de descrever DEUS! Estamos acostumados a um DEUS que permanece num lugar, um DEUS entronizado. Davi, no entanto, visiona um DEUS móvel e ativo. Um DEUS que nos persegue, que vem em nosso rastro com “bondade e misericórdia”.

DEUS é o DEUS que segue. Se assim é, livre-se das suas dúvidas. Não mais se sobrecarregue com elas. Você pode confiar em DEUS. Confie em sua fé, não em seus sentimentos. Você não se sente espiritual todos os dias? Claro que não. Mas, seus sentimentos não tem impacto sobre a presença de DEUS. Nos dias em que não se sentir perto de DEUS, fie-se na sua fé e no que ELE é.

Max Lucado – livro “ALIVIANDO A BAGAGEM”, Ed CPAD

bolafutebol

(1 Sm 17:1-51

Toda pessoa que torce por um time de futebol, lembra-se de uma daquelas vitórias inesquecíveis, de uma virada fantástica e muito emocionante nos últimos minutos, e que sempre gosta de lembrar como a grande virada do seu time do coração. 

Para nosso fortalecimento e encorajamento, foi relatada nas escrituras sagradas a grande virada envolvendo dois exércitos, duas nações, dois guerreiros. Sim, estamos falando do combate mais famoso da bíblia, envolvendo guerreiros que representavam suas nações, estamos falando de DAVI X GOLIAS

Vejo nessa história um exemplo clássico da guerra espiritual do crente que, diariamente, tem que enfrentar a satanás, representado pelo gigante filisteu. 

Antes de pensarmos na grande virada, pensemos na tática de guerra de Golias, para aprendermos como o diabo age contra o povo de Deus, o Seu exército nesse mundo. Os dois exércitos, dos filisteus e de Israel estavam acampados e preparados para a batalha, quando, inesperadamente, Golias, um gigante de 2,70 de altura se aproxima e desafia um guerreiro do exército de Israel, para uma batalha representativa: 

1. Ele quer intimidar com sua imagem gigantesca e assustadora (1-7) – Golias, um gigante fortemente armado, experiente nas batalhas, conhecido por suas vitórias esmagadoras sobre seus oponentes, apresenta-se e caminha até poder ser visto e ouvido por todos. Vejo aqui uma das artimanhas de satanás, querendo intimidar os soldados de Cristo, ele se apresenta como um gigante poderoso e assustador, com o objetivo de intimidar, e assim, tirar o guerreiro de Deus do combate.  

2. Ele quer afrontar os exércitos de Deus (8-10) – Eta sujeitinho folgado e arrogante esse Golias, o cara se acha demais da conta e, se sua aparência já era assustadora, imaginem quando, aos berros, ele levanta sua poderosa voz e começa a afrontar, não somente os soldados, como, também, o próprio Deus de Israel. Pois é assim que age satanás, ele usa de muitas maneiras para ofender, desafiar e humilhar os servos de Deus, e, consequentemente, o próprio Deus. 

3. Golias continua na ofensiva (16) – ele quer ganhar de goleada, por isso, durante 40 dias ele se levanta de manhã e à tarde, para afrontar os exércitos do Deus vivo. Vejam como o diabo faz, ele, enquanto permitem, vai avançando dia após dia e dominando o pedaço, e seu alvo é destruir a vida do servo de Deus, deixando-o sem coragem e sem forças para lutar, tirando-o permanentemente da batalha. 

4. Golias cresce e o exército de Deus diminui – Esse é o resultado, o gigante parece cada vez mais poderoso e imbatível, nessa altura do jogo, ele está sendo louvado e engrandecido por todos. Quando satanás consegue enfraquecer o exército de Deus, ele é, de certa forma, louvado e engrandecido. Esse é seu principal objetivo, impedir a adoração a Deus, e assim, ser ele adorado. 

PLACAR PARCIAL NO ESTÁDIO DO VALE DE ELÁ:

GOLIAS 80 X ISRAEL 0

Continua abaixo…

Pense:

Nessa batalha sua contra o gigante filisteu, quem está vencendo? Se for ele, não seria essa a hora da grande virada em sua vida?

Tuta Moraes

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(Leia o artigo anterior “A grande virada”). 

(1 Sm 17:1-51

Ele não estava relacionado, nem para o banco de reservas, pois ainda não tinha idade para ser soldado oficial. Ele ainda era amador, do time da base, mas era uma promessa, alguém que, mais cedo ou mais tarde, seria o matador do time. Mas ele tinha uma coisa que nenhum dos soldados oficiais, nem o próprio rei Saul tinham, ele tinha “um coração segundo o coração de Deus”, na linguagem do futebol, lá estava um jogador diferenciado, algo com que o timinho de Golias não contava. 

Fico imaginando a arquibancada do inferno lotada, e toda capetaiada uniformizada dando gritos de vitória, balançando freneticamente suas bandeiras e gritando o nome, não do Golias, mas do diabo que estava por trás dele, quando Golias, o grandalhão abobalhado que estava ganhando de goleada volta a desafiar o Deus de Davi. Só que ele não sabia que uma revelação do time estava sendo treinado pelo próprio SENHOR DOS EXÉRCITOS e que estava prestes a entrar em campo e dizer – basta, é hora de virar o jogoÉ hora de por as coisas nos seus devidos lugares! Ôoo glória!  

Quando olho para as nossas igrejas tímidas, formalistas, acanhadas, acomodadas, negando o grande poder do Espírito Santo, negando até as artimanhas do diabo, não podendo louvar a Deus com liberdade de espírito, não pregando o evangelho que salva, que liberta e que transforma vidas, vejo o Golias crescendo pra cima de nós e ganhando de goleada pra vergonha nossa e tristeza do nosso Deus. 

Onde estão os Davis? Onde estão os verdadeiros gigantes da fé que ousam enfrentar qualquer diabo que apareça para afrontar o nome do nosso Deus? Mas espera lá, Davi só se apresentou para enfrentar o Golias, por que: 

1. Ele ficou indignado com a ousadia do Golias – Ele não aceitou a afronta diante do seu Deus, ele não podia engolir isso. Doía no peito ver o seu Deus ser envergonhado. 

2. Ele pediu pra entrar – Nessa altura do campeonato, ninguém queria entrar, e os que estavam dentro queriam mais era sair. Mas ele se apresentou pro jogo. 

3. Ele estava bem preparado – Notem que ele estava bem treinado, sua comunhão com o Pai era diária, ele se levantava antes do sol para buscar o Pai, para meditar na Sua palavra, para orar e clamar pelo Sua presença e socorro, ele louvava ao seu Deus o tempo todo. Ele já tinha matado um leão, um urso, e sabe mais o que, sua pré temporada tinha sido excelente! Sim, ele estava pronto pra fazer história.  

4. Ele era humilde – Ele não sabia usar as armas dos soldados, e não tinha vergonha de dizer isso, ele sabia usar a sua arma de um pastor de ovelhas, e pronto! Por isso, uma pedra bastou para liquidar o jogo – Deus usou sua habilidade! 

5. Ele tinha uma fé verdadeira – Todo crente que conheço diz que tem fé, mas a fé verdadeira faz com que nos apropriemos das promessas, faz com que paremos de olhar para o tamanho do inimigo, e comecemos a olhar para a grandeza do nosso Deus, e saber que DELE vem a vitória! 

6. Ele tinha ousadia e coragem, pois estava firmado na palavra – O Golias se aproximou dele fortemente armado, e aos berros o humilhou, mas ele olhou firme nos olhos vesgos daquele nó cego, e disse com firmeza – “Você vem contra mim com espada e com lança, mas eu vou contra ti em o nome do SENHOR DOS EXÉRCITOS, a Quem tens afrontado.”  

Em minha opinião, ele liquidou o Golias com essas palavras, pois gigantes como esse, não são derrotados por força humana, mas pelo poder da Palavra de Deus. Acho que Golias tremeu diante do verdadeiro gigante da história, e o que aconteceu depois? Ele não ficou acordado pra ver a grande virada!

Pense:

É mais fácil deixar como está, mas para um servo diferenciado que ama a Deus como você, as coisas não podem ficar como estão, estou certo? Vire o jogo meu irmão! Não deixe a seu Deus ser envergonhado e afrontado. Sujeite-se a Deus, e o diabo vai correr, ele vai fugir!

Tuta Moraes

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Porque toda semente precisar morrer para gerar vida e frutificar

Todos nós, em algum tempo de nossa vida, já esperamos ou esperaremos por alguma coisa. Por um emprego, um amigo, uma cura, um casamento, um filho… Por mais que já tenhamos realizado inúmeros sonhos em nossa vida, muitos outros certamente virão. Sempre teremos a necessidade de algo novo, pois quanto mais temos, mais queremos. E nesse anseio, esperamos.

Esperar requer tempo – tempo este que nem sempre depende de nós e que muitas vezes não estamos dispostos a esperá-lo. Esperar requer fé, o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. Esperar requer, sobretudo, confiar em Deus que, muitas vezes, trabalha em silêncio.

Aqueles que entendem o propósito da espera são capazes de esperar com alegria a despeito do quão difícil isso seja, porque se fortalecem em Deus. Outros, no entanto, aprendem da maneira mais difícil, porque tentam “apressar Deus”, acreditam que podem ajudar Deus a agir, e o resultado é sempre desastroso.

A Palavra do Senhor nos revela, no Salmos 103.14, que ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Somos tão frágeis! Você já viu como o dicionário define a palavra “pó”? Como “uma finíssima partícula de terra seca; qualquer coisa sólida que foi submetida a moagem, a trituração”. Assim somos nós: terra seca, sedenta de água, moídos e triturados.

Nessa nossa fragilidade, somos desafiados a esperar o tão sonhado emprego, o tão sonhado casamento, o tão sonhado filho. É por isso que há uma promessa maravilhosa nos Salmos 126 dizendo que quando o Senhor nos trouxe do cativeiro de volta a Sião ficamos como quem sonha, porque nossa língua se encheu de cantos de alegria e assim os povos diziam “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”.

Nossa vida de espera, está debaixo da lei espiritual que diz que tudo aquilo que o homem semear, isto também ceifará (Gl 6.7). É uma questão de escolha. Se esperamos no Senhor, do Senhor receberemos. Se esperamos do mundo, do mundo receberemos. No entanto, Deus quer vivamos a promessa do Salmos 126, que diz: “Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (Salmos 126.5-6).

Temos que ser como sementes que, para brotarem, têm que morrer. Para brotar, a semente precisa crescer e se tornar uma árvore; precisa ser bem cuidada, necessita de água, de calor, de oxigênio, de elementos que darão a vida para que ela sobreviva, cresça e dê muitos frutos. Assim como a semente depende de alguém que cuide dela a fim de que ela cresça, assim também nós dependemos do Senhor – da sua luz, do seu calor, do seu sopro para crescermos e darmos frutos no tempo devido. Tudo é uma questão de tempo. A diferença entre nós e uma simples semente é que ela não tem vontade própria, ou seja, ela não tem como dizer ao seu Criador: “Não quero que você cuide de mim”. Nós, porém, temos esse poder de decisão. Quando esperamos algo de Deus, dizemos a ele: “Está demorando demais. Não quero que cuide de mim, posso me virar sozinho”. Nós buscamos isso, e isso é o que vamos colher.

Quais são as nossas condições hoje para recebermos a promessa? Será que estamos prontos para recebermos aquilo que Deus já reservou para nós? Você está preparado para colher os frutos da promessa? O que você fará depois com eles?

Muitos quando recebem uma bênção, se esquecem de Deus, de continuar buscando a presença dele, de forma intensa, quando o faziam no período de espera. Será que podemos dizer: “Senhor, muito obrigado por esta bênção. Continuo confiando em ti. Agradeço por continuar a confiar em mim!”?

É preciso morrer como a semente. Morrer para si mesmo e ter a esperança de colher os frutos no tempo devido. Morrer para o mundo, se ver como pó; crer e esperar que a bênção de Deus enriquece e não acrescenta dores.

Quem há de morrer para a própria vontade a fim de que se manifeste a glória e o poder de Deus?

Jaqueline Santos – Ministra de Louvor da Igreja Batista Ministerial da Família (SP)

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Se há algo que me consola é saber que os homens e mulheres de Deus, através de toda história, eram, exatamente, como você e eu.

Talvez, porque ao observar o que eles realizaram, em nome do Senhor, fiquemos iludidos, pensando, que, de alguma forma, eles eram diferentes de nós. Talvez, fossem construídos de um material mais resistente, quem sabe à prova de choque ou à prova de tribulação.

Mas, quando eu leio os Salmos, eu mergulho na alma desses personagens e os encontro questionando os mesmos questionamentos que eu me questiono; chorando as mesmas lágrimas que eu choro; se angustiando com as mesmas angústias com as quais eu me angustio. Por motivos diferentes, em circunstâncias diferentes, em tempos diferentes; mas, ao mesmo tempo, extremamente, semelhantes.

Não foi à toa que Tiago, escrevendo sua carta, fez questão de frisar que Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos; mas orou e Deus respondeu o seu clamor.

Não é lindo que Deus escolheu usar gente fraca e pequena como você e eu? Não é fantástico que Ele escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, e as que não são para confundir as que se julgam ser alguma coisa?

Fico pensando em Asafe, quando no Salmo 77, diz: “Quando estou angustiado, busco o Senhor”. Você já experimentou fazer isso? De verdade?

A alma dele estava inconsolável, diz o texto, ou em outras palavras; a alma dele recusava ser consolada. Ele diz que estava tão inquieto, tão agitado, tão angustiado que nem mesmo conseguia falar. Tudo que ele conseguia pensar era em quem ele já tinha sido, mas não conseguia ser mais; em tudo que ele já havia feito, mas não conseguia fazer mais. Ou seja, ele estava vivendo da nostalgia; vivendo de folhear e refolhear o álbum de recordações.

Só que ele estava recordando as coisas partindo do pensamento errado. Ele pensava: Será que Deus nunca mais vai falar comigo como já falou um dia? Será que eu nunca mais vou sentir prazer em Deus como um dia já senti? Será que Deus nunca mais vai me mostrar Seu favor e bondade?

Ele achava que Deus não agia mais. Mas, a questão é que todas aquelas recordações já eram mais que uma prova que Deus agia em sua vida.

Quando a angústia chega, quando a depressão tenta se instalar na alma, quando a inquietação começa a se assenhorar do coração, a melhor coisa a fazer é trazer à memória os feitos do Senhor.

Tire os olhos de si mesmo e coloque a mente em Deus. Pense em quem Ele é. Pense em como Ele é grande. Lembre de como Ele já te ajudou tantas e tantas outras vezes. Lembre que você já caminhou por muitos outros vales, antes, e Ele te conduziu como um Pastor às suas ovelhas. Pense em como Ele te ama. Lembre que você não está sozinho nisso.

Há momentos na nossa caminhada com Deus que marcam a nossa vida. Talvez, a nossa conversão. Quem sabe, uma direção que recebemos de Deus, num momento crítico. Ou, talvez, um livramento. De algum modo, eu preciso trazer à minha mente os feitos do Senhor. Porque é assim que eu me encorajo nEle.

Já percebeu que toda vez que os salmistas sentiam-se abandonados por Deus, a cena do Mar Vermelho sendo aberto, volta à tona? Isso porque aquele foi um momento que marcou para sempre a vida daquele povo.

Gerações se passaram, mas eles tinham uma história. Nossos pais confiaram em Ti e Tu os livraste. O nosso Deus fez a Sua vereda pelo meio do mar; o Seu caminho pelas águas poderosas, e ninguém viu as Suas pegadas.

É um Deus que não precisa assinar Suas obras. Ele age por pura graça; por pura misericórdia e compaixão. É o Deus que nos socorre na hora da angústia.

Talvez, o problema continue aí, mas Deus tem um caminho para você atravessá-lo. Tem um jeito. Você pode não estar enxergando, mas Ele vai atravessar isso junto com você.

Quando nada parece estar acontecendo e os céus parecem mudos, não se desespere. É só impressão nossa. É a nossa alma nos pregando uma peça. Usando as palavras daquele hino antigo: Deus está aqui, tão certo quanto o ar que eu respiro; tão certo quanto o amanhã que se levanta; tão certo como eu te escrevo e podes me ler.

Eu sei que, às vezes, nós mergulhamos na nostalgia. Fazemos, exatamente, como Asafe, que disse: “fico a pensar nos dias que se foram, nos anos há muito passados; de noite recordo minhas canções. O meu coração medita e o meu espírito pergunta”. É normal. Faz parte do ser gente. Acontece com todo mundo.

Mas, o importante é lembrar que nada mudou. Deus ainda é o mesmo. E Ele está cuidando de você e de mim. Mesmo quando tudo parece parado e nada parece estar acontecendo. São as pequenas pausas da vida. Mas, a sinfonia não acabou aí. A pausa faz parte dela. É para embelezá-la. Só quer dizer que vai começar algo novo.

Lembre-se que quem está regendo a sinfonia da sua vida é o Maestro por excelência. E essa vai ser uma linda sinfonia, porque é Deus quem a está compondo.

Que essas palavras confortem o seu coração.

Pr. Paulo Cardoso – Igreja Encontro com a Vida – Tijuca (RJ)

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Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. (Isaias 40.31)

 

Você nasceu para ser águia e não galinha do mato. Você precisa voar alto, afinal, a águia é o passaro que voa mais alto. Deus nos criou para voar muito mais alto.

 

  1. PÁSSAROS QUEBRAM ASAS

Deus prefere pássaros de asas quebradas.

Você pode ter quebrado as suas asas em alguma área da sua vida.

 

     2. ASAS QUE JÁ FORAM QUEBRADAS, NÃO IMPEDEM NOVOS VÔOS.

Ossos quebrados ficam mais fortes do que antes quando sarados.

Pássaros quebram asas, porém asas que já foram quebradas, não impedem novos vôos.

 

     3. DEUS TEM PREFERÊNCIA POR PÁSSAROS DE ASAS QUEBRADAS:

Asas quebradas, normalmente são conseqüências dos pecados cometidos, porém nem sempre estamos impedidos de voar por causa de uma asa que já foi quebrada.

Não é só o pecado que quebra asas, existem outras questões também:

 

JOSÉ foi traído por sua família;

José foi injustiçado na casa de Potifá;

José foi esquecido na cadeia.

Mesmo em meio de toda essa catástrofe, Deus fez José voltar a voar e ir muito mais alto.

 

teve diversas perdas em sua casa

Há perdas que quebram as nossas asas e chegamos a pensar que não há conserto, porém Deus restituiu tudo e muito mais na vida de Jó.

 

DAVI chorou profundamente pela morte do seu filho, porém tempo depois chegou Salomão.

A vida com Deus não anda para trás.

 

ABRAÃO, perdeu todos os motivos para sonhar na vida, porém Deus mandou conta às estrelas (voltar a sonhar)

Precisamos sair da tenda do pessimismo, incredulidade, medo, fobia e etc.

 

Outros porém, quebraram as asas por causa do pecado, um exemplo foi Jacó que  enganou o pai, vendeu a primogenitude e tudo mais.

 

O Espírito Santo quer te ajudar a voar alto

Pensar lógica, te desespera

Pensar teológica, te trás benção.

 

Deus não mente. O que Ele prometeu Ele vai cumprir.

Deus não perde;

Deus não falha;

Deus não muda.

 

Davi teve sua asa quebrada quando seqüestraram sua família e queriam matá-lo.

O pecado quebrou a asa de muita gente. Não se deixe se prender pela sujeira do pecado. Não troque as bênçãos de Deus pelas sujeiras do mundo.

 

Não é hora de descanso. É hora de continuar lutando (orando, jejuando, trabalhando e buscando cada vez mais a Deus). Deus vai realizar os seus sonhos. Deus vai curar as suas asas quebradas e te fazer voar muito mais alto.

 

Pr. José Armando CIDACO – Igreja Batista em Barra do Imbuí – Teresópolis (RJ)

* Palavra de Deus ministrada no retiro de carnaval da Igreja Missionária Evangélica Maranata

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Em que nos interessa a vida de Abraão?

 

Abraão é conhecido como pai da fé. Em Gl 3:6-9 lemos que ele creu em Deus, e isso lhe foi dado como justiça. Abrão viveu antes da lei, e é um protótipo da salvação pela fé que temos em Jesus.

Apesar disso podemos, ao examinar fatos de sua vida, perceber no próprio exemplo de Abraão o que pode atrapalhar a fé.

 

Lendo Gn 12 a 14 podemos conhecer os detalhes de suas experiências. Em Gn 12 está o chamado de Deus para ele. Deus mandou-o sair de sua terra e tomar posse de uma nova terra, e lhe fez uma promessa extraordinária: Ele seria pai de muitas nações.

 

Seu nome era Abrão (pai exaltado) e vai ser mudado para Abraão (pai de muitas nações).

Depois de já estar na terra, diz o texto (Gn 12:10) que houve fome ali, e ele desceu para viver no Egito. Ali, apesar de ter mentido sobre sua mulher, sai com acréscimo de bens, presente de faraó.

Em Gn 13:1-10 vemos que, após voltar, divide a terra com seu sobrinho Ló. Apesar de Ló ter escolhido a melhor região, Deus abençoou os rebanhos de Abrão e ele continuou a crescer. No capítulo 14, para salvar seu sobrinho, Abrão envolve-se numa luta contra os reis das circunvizinhanças, e sai vitorioso. Após essa vitória (Gn 14:17-10) ele tem um encontro com Melquisedeque, sacerdote, que o abençoa.

 

Todos esses fatos nos impressionam e diríamos: quem não gostaria de ser como Abraão, um homem vitorioso e cheio de fé?

No que a vida de Abraão nos interessa? Desejamos ser como ele e ter a fé que ele teve, mas julgamos isso impossível?

 

Mas Abrão era como nós!

 

Em Gn 15:1-7 (A aliança de Deus com Abraão) Deus começa se dirigindo a Abrão com as seguintes palavras: “Não tenha medo, Abrão!”

 

Por quê Abrão teria medo?

 

Onde há medo não há fé. O medo desqualifica a fé.

Deus fizera diversas coisas por Abrão: ele o defendera, multiplicara seus rebanhos, mostrara a ele a terra que prometera. Mas… a promessa de Deus ainda não se cumprira, Abrão ainda não tinha descendência… E tinha medo.

 

De onde viria esse medo?

 

Podemos observar que as mesmas experiências de vitória de Abrão foram as que demonstraram também suas fraquezas.

 

Quando houve fome, aparentemente Abrão não procurou socorro de Deus, mas foi para o Egito.

No Egito, escondeu que Sarai era sua esposa, para proteger sua vida, em vez de confiar que Deus o guardaria.

 

Abrão teve medo, pois lembrava de suas fraquezas, e talvez pensasse que não merecesse a promessa de Deus por causa delas. Quanto à sua descendência, talvez Deus não vá cumprir a promessa… “Só tenho um servo, Eliezer…” O Senhor ainda não me concedeu descendência, talvez por causa de meus fracassos.

 

Não temos nós também sentido esse mesmo tipo de medo que teve Abrão? Será que foi por causa de minhas fraquezas que Deus não fez? Será que minhas decisões erradas, pouca oração, infantilidade espiritual, enfim, minha humanidade não fez Deus mudar de idéia quanto a cumprir sua promessa?

 

As coisas do passado Deus já perdoou. Ele é fiel. Se tão somente nos arrependermos sinceramente e confiarmos em seu poder para mudar nossa vida, temos pleno perdão!

 

Nossa mente permanece ocupada pensando nas promessas que ainda não foram cumpridas. Deus demora a realizar. Talvez eu deva me contentar com menos do que isso… Talvez eu deva oferecer a Deus o meu Eliezer. Será que mereço o que Deus prometeu?

 

Abrão buscou respostas em sua própria sabedoria, mas a mão do homem não pode criar o que Deus quer fazer. Suas promessas são grandiosas e merecem apenas e tão somente a criatividade divina para realizá-las, talvez de maneira miraculosa, para que a glória seja dele e não nossa.

 

Abrão teme não merecer, e começa a diminuir sua expectativa sobre o que Deus prometeu.

 

No que nos parecemos com Abrão?

Buscamos respostas em nossa própria sabedoria para realizar as coisas que Deus quer fazer por nós. Ele demora, talvez tenha mudado de opinião em relação a mim. Mas a mão do homem não pode criar o que Deus quer fazer!

 

Achamos que perdemos a promessa (medo) por causa de nossas fraquezas e decidimos aceitar menos de Deus.

 

Não perguntamos a Deus, não queremos orar sobre as coisas. Achamos mais fácil pedir perdão depois do que pedir sua permissão antes.

 

Diminuimos nossa expectativa, pois a promessa de Deus parece ser demais, pensamos não merecer.

 

Mas nosso Deus não quer que aceitemos um plano menor que o dele, ainda que pensemos que não merecemos. Ele não mede por nossos merecimentos. Não devemos diminuir nossa expectativa sobre o que Deus fará. Não temos porque duvidar de seu amor e seu poder: Ele é fiel e certamente cumprirá sua promessa.

 

Reflita:

Você tem medo?

Algo que Deus prometeu parece demorar?

Você tem procurado alternativas para as promessas de Deus?

Você tem pensado que não vê a operação de Deus porque não merece?

 

Faça deste momento de reflexão um novo ponto de partida para sua vida com Deus e seu ministério. Aprenda a receber de Deus, esperar e continuar a confiando no que Ele prometeu.

 

Sueli Cajeron, baseada em palestra do Pr. Jack Hayford