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Por que Satanás ataca?

Eu acho muito útil entender que o inimigo nos ataca por vários motivos. Às vezes ele nos ataca porque fizemos algo errado. Quando fazemos isso, abrimos uma porta para o inimigo trazer confusão e estragos em nossa vida. Em Efésios 4:27 Paulo descreve esta situação como dando lugar ao diabo. A forma de lidar com isso é simplesmente voltando pra Deus e falando: “Pai, se eu fiz algo de errado, por favor, me mostre. Não quero dar lugar ao inimigo para operar em minha vida”. Se Deus lhe mostrar alguma coisa, arrependa-se, receba seu perdão, e continue. Se ele não lhe mostrar nada, não comece a escavar, entrando numa expedição para descobrir pecados secretos. Descanse em saber que se você fez alguma coisa errada, ele será fiel para lhe mostrar o que é.

 

“Seja vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes, porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. Hebreus 13:5

 

Outra razão que leva o inimigo a nos atacar algumas vezes é por termos feito alguma coisa correta – nossa escolha e nossas ações que demonstram obediência a Deus, prejudicam o reino das trevas e isso deixa o inimigo louco. Algumas vezes ele vai nos atacar somente porque estamos progredindo.

 

Lembre-se, o objetivo do inimigo é roubar, matar, e destruir tudo o que ele puder. Ele vem para retirar nossos bons relacionamentos, fazer o que for possível para roubar a verdade existente na Palavra, nossa paz e alegria. A boa nova é que Jesus veio para destruir os trabalhos do inimigo, e para nos dar vida abundante e transbordante. Se nós concordarmos com o Senhor, ele nos dará vitória sobre Satanás em todos os momentos.

 

Uma coisa que realmente me ajudou a lidar com os ataques do inimigo, foi entender que todos os cristãos estão sofrendo estes ataques, e não somente eu. Esta era uma das mentiras que o inimigo sussurrava em meus ouvidos. Mas aprendi através da Palavra que os crentes ao redor do mundo sofrem os mesmos tipos de ataques o tempo todo. Por mais que tentemos evitar as tentações e tribulações, não conseguimos – Jesus disse que passaríamos por isso. Mas ele também disse: “… tende bom ânimo (coragem, seja confiante, certo, sem dúvidas)! Porque eu venci o mundo. (eu passei por isso e tudo o que conquistei foi por você e pra você)”.

Joyce Mayer

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faxina

O perdão é a cura das memórias, a assepsia do coração, a faxina da alma. O perdão é uma necessidade vital e uma condição indispensável para termos uma vida em paz com Deus, com nós mesmos e com o próximo. Uma vez que somos falhos e pecadores, estamos sujeitos a erros. Por essa razão, temos motivos de queixas uns contra os outros. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas.

É impossível termos uma vida cristã saudável sem o exercício do perdão. Quem não perdoa não pode adorar a Deus nem mesmo trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa tem suas orações interrompidas e nem mesmo pode receber o perdão de Deus. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos da consciência. O perdão, portanto, não é uma opção para o crente, mas uma necessidade imperativa.

O perdão é uma questão de bom senso. Quando nutrimos mágoa no coração, tornamo-nos escravos do ressentimento. A amargura alastra em nós suas raízes e produz dois frutos malditos: a perturbação e a contaminação. Uma pessoa magoada vive perturbada e ainda contamina as pessoas à sua volta. Quando guardamos algum ranço no coração e nutrimos mágoa por alguém, acabamos convivendo com essa pessoa de forma ininterrupta. Se vamos descansar, essa pessoa torna-se o nosso pesadelo. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se nosso propósito é sair de férias com a família, essa pessoa pega carona conosco e estraga as nossas férias. Por essa razão, perdoar não é apenas uma questão imperativa, mas, também, uma atitude de bom senso. O perdão alivia a bagagem, tira o fardo das costas e terapeutiza a alma.

Mas, o que é perdão? Perdão é alforriar o ofensor. Perdoar é não cobrar nem revidar a ofensa recebida. O perdão não exige justiça; exerce misericórdia. O perdão não faz registro das mágoas. Perdoar é lembrar sem sentir dor.

Até quando devemos perdoar? A Bíblia nos diz que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. Devemos perdoar de forma ilimitada e incondicional. Devemos perdoar não apenas até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Por que devemos perdoar? Porque fomos perdoados por Deus. Os perdoados precisam ser perdoadores. No céu só entra aqueles que foram perdoados; e se não perdoarmos, não poderemos ser perdoados. Logo, todo crente em Cristo precisa praticar o perdão.

Quem deve tomar iniciativa no ato do perdão? Jesus disse que se nos lembrarmos que nosso irmão tem alguma coisa contra nós, devemos ir a ele. Não importa se somos o ofensor ou o ofendido. Sempre devemos tomar a iniciativa, e isso com humildade e espírito de mansidão. Precisamos entender que o tempo nem o silêncio são evidências de perdão. É preciso o confronto em amor. Há muitas pessoas doentes emocionalmente porque não liberam perdão. Há muitas pessoas fracas espiritualmente porque não têm a humildade de pedir e conceder perdão. Precisamos quebrar esses grilhões, a fim de vivermos a plenitude da liberdade cristã.

O perdão é a manifestação da graça de Deus em nós. Se nos afastarmos de Deus, nosso coração torna-se insensível. Porém, se nos aproximarmos de Deus, ele mesmo nos move e nos capacita a perdoar assim como ele em Cristo nos perdoou.

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

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Mateus 18:23-35 

 
Tem horas que pergunto: como é que Deus me agüenta? Há momentos em que só Deus mesmo.
 
Parece que viver nesta nossa carcaça é muito difícil e complicado devido às lutas da carne. Eu poderia viver como os anjos, que não têm essa história de luta.
Viemos de uma natureza pecaminosa e vivemos como Paulo, que deixou registrado em Romanos 7:19: que o mal que não queria fazer, este fazia.
 
É o velho homem que tenta aparecer para frustrar, decepcionar, e sempre que acho que estou fazendo alguma coisa certa, tudo dá errado; pior — é sempre na mesma área.
 
É neste momento que muitas pessoas param no meio do caminho. Acreditam que o cristianismo parece algo além daquilo que estão dispostos a fazer para Deus. Não por não amá-lo, mas por falhar muitas vezes e acharem melhor abrir mão de andar com Ele.
Por maior que seja o esforço, muitas vezes essa desistência de Deus é fatal. Pior do que isso é tentar dar um jeitinho – errar, não reconhecer o erro e não tentar consertar.
 
Para viver em paz tenho de aprender algo sobre graça, misericórdia e Reino.
 
Mateus 18:23-35
Este texto fala muito sobre perdão; veremos outros ensinamentos de Jesus por outro aspecto, através desta parábola.
 
Parábola é uma narrativa, ficção com intuito de trazer algo novo.
 
Havia um reino com um rei. Este rei queria fazer um balanço das finanças do reino. Neste balanço, o rei descobre que muitas pessoas deviam certos valores ao reino. Entre elas, um homem que deveria ser o “número 1” da lista dos devedores pelo valor da dívida. Era um valor muito alto que, se comparado e trazido para os valores de hoje seria mais ou menos o valor de 1 bilhão e oitocentos milhões de reais.
 
O que fica claro é que este homem não tinha condições de saldar esta dívida. Ele devia ser alguém de muita importância, que apresentou um projeto onde esta fortuna foi investida. Não sabemos, mas talvez este homem, por não saber administrar, perdeu este dinheiro e faliu. Sem ter com o que pagar a dívida, o rei dá uma ordem para que ele homem fosse vendido com toda a família e tudo o que tinha.
 
Esta parábola não vem falar sobre finanças, mas sobre Jesus querendo nos mostrar algo que estava relacionado com Ele e sua Igreja.
O rei tipifica Jesus Cristo e os servos simbolizam os cristãos, homens e mulheres que querem andar com Deus.
 
Versículo 26 – O homem se prostra e começa a reverenciar este rei.
 
Reverente (usado no texto no grego) = quer dizer bajulador; situação típica de um cão lambendo a mão do dono.
 
Ou seja, ele não estava se arrependendo verdadeiramente na forma que Deus espera de nós, com temor e tremor. Ele dizia: tenha paciência, me dá uma chance que eu vou dar um jeito; e que poderia compensar e cumprir todas as exigências que o rei tinha para ele.
 
É exatamente o que acontece com o cristão quando é pego em pecado, quando Deus mostra através do púlpito, através de profeta,…
A primeira reação é tentar bajular a Deus, o Rei. Pede outra chance, uma outra oportunidade, diz que vai mudar, que fará diferente, faz promessas e apresenta a Deus uma falsa dor. Fere o coração do Pai.
O coração ainda está duro e não houve arrependimento genuíno. Mas está falando pra Deus: me livra da derrota, não fere minha família, não acaba com a minha carreira. E fala como se pudesse compensar a Deus pelos erros que comete. Mas tudo é pela misericórdia.
Não há nada que possa compensar Deus pelos erros que cometemos. O coração de Deus foi ferido.
 
Versículo 27 – Houve um perdão movido por compaixão.
 
O rei é um homem bom; como ele poderia estar sendo enganado?
 
Se o rei tipifica Jesus, não poderia ser enganado.
 
O rei perdoa um homem que não se arrependeu de verdade e que só estava ali bajulando. Uma pessoa que não tinha noção de quão sério eram os seus pecados.
Este homem é como um ator representando uma cena sem a menor intenção de mudar e acredita estar passando uma “lábia” no rei.
O rei sabia que o servo não queria mudar, era pura emoção e tentava dar um jeito; mas não pensava em mudanças.
 
Mas, ele se compadece dele por pena? Ou por dó?
Por nada disso e, sim, porque o rei observa  que este homem estava doente. Ele começa a delirar porque achava que era algo insignificante.
 
É a mesma doença que o cristão que peca e pensa que se acerta com Deus quando chora, sempre com promessas de que irá compensar a Deus do que fez; mas esta é uma dívida impagável.
Nada do que eu fizer irá compensar o meu pecado. Ler mais a Bíblia, jejuar tudo na próxima vez que isso acontecer.
 
Por que ele foi perdoado então?
Porque Deus sabia que este homem iria passar por uma situação lá na frente que iria mostrar quem ele era e que nada havia mudado. Mas Jesus não quer perder ninguém, mesmo com este homem tentando manipular tanto.
 
Muita gente faz um voto com Deus de que irá mudar e lá fora nada acontece.
Deus tem falado repetidas vezes sobre pecados não arrependidos e nada de mudanças, o que é preocupante. Os corações devem estar duros para receber o efeito da palavra que está sendo pregada.
 
Aquele que é perdoado pela graça e acha que as suas atitudes no reino podem compensar o que fez, irá acabar se convencendo de uma mentira e de uma falsa paz. Aos seus moldes está bom viver com Deus assim; mas vive caindo e levantando e sai dos projetos de Deus, quando poderia estar ajudando a levantar àqueles que estão em dificuldade.
 
Algo novo com relação ao arrependimento é revelado:
Quando se aproximar do altar do Senhor para dizer: “Deus eu estou arrependido”, não diga só que é pela maneira equivocada de pensar, agir, falar, mas também, para se arrepender e abandonar a idéia de que poderia restituí-Lo pelos erros cometidos.
Nada, além da graça e misericórdia do Senhor, pode nos libertar.
Eu tenho de aceitar a misericórdia de Deus, pois é o único caminho onde serei liberto.
 
Nenhum mérito, acerto, o que fiz de bom pelas almas alcançadas, caridade; nada do que eu faça, nenhum esforço, santidade produzida por mim, nenhuma retidão que nasça dentro da minha alma, dentro dos meus padrões, pode equilibrar a minha conta com Ele; mesmo depois de descer às águas, ainda cometo pecado.
 
“Eu recebo a misericórdia, eu recebo a graça”.
 
Este homem perdoado recebe uma grande responsabilidade. O Ap. Paulo em Colossenses 3:12,13 diz que é ter mudança do estilo de vida, é estender a misericórdia aos que nos devem (Mateus 18:28–31).
A diferença entre o cristianismo e os outros “ismos”, é que não basta cumprir a adoração a Deus, o que é fácil, pois Deus é perfeito e maravilhoso; mas, também, amar ao próximo, pois as pessoas são diferentes umas das outras e do que nós acreditávamos que seriam. E se Deus nos aceita cheio de defeitos e tem misericórdia de nós, porque não sermos iguais a Ele?
 
Suportar é ter de tolerar as diferenças das pessoas e as coisas que nos irritam, mesmo que não gostemos.
 
Saber superar cada situação e perdoar para que o velho homem não venha se agarrar em nós de novo.
 
Versículo 32-35 – Tem horas que eu tenho vontade de voar no pescoço e esganar quem está me contrariando, mas… se eu não perdoar, Deus também não me perdoa. Se eu só ficar irritado e não amar como Deus amou….
 
Cometemos esses erros diariamente e nos achegamos a Deus com tanta facilidade como se não houvesse o peso destes pecados. Que seria de nós sem a misericórdia de Deus?
 
Quer ter paz verdadeira? Quer dar certo?
Então compreenda a dimensão do Reino e tenha uma imensidão da misericórdia e amor.
Este é um princípio para dar outros passos e conseguir cumprir os mandamentos. A palavra precisa produzir mudanças e não argumentos.
 
Deus nos espera de braços abertos.
 
Deus abençoe!
Ap. Rina – Igreja Evangéica Bola de Neve (SP)

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A Bíblia diz que Deus perdoa os nossos pecados e deles não mais se lembra. Diz ainda, que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O que significa perdoar e não mais se lembrar? Significa, porventura, amnésia? Absolutamente não! Deus não tem amnésia. Deus sabe tudo e jamais fato algum é apagado da sua memória. Mas, então, o que a Bíblia quer dizer que Deus perdoa e esquece? Significa que Deus nunca mais cobra outra vez aquilo que ele perdoou. Deus nunca mais lança em nosso rosto aquilo que confessamos e abandonamos. Assim, também, quando a Bíblia diz que devemos perdoar como Deus e esquecer, não significa que os fatos que nos machucaram serão apagados da nossa memória. Isso é impossível e nem mesmo depende de nós. As coisas vêm à nossa memória querendo nós ou não. Perdoar e esquecer significa lembrar sem sentir dor; significa nunca mais cobrar da pessoa perdoada a mesma dívida.

O perdão é uma necessidade fundamental da vida. É impossível ter uma vida saudável emocional, física e espiritualmente sem o exercício do perdão. Quem não  perdoa não pode orar. Quem não perdoa não pode trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa não pode ser perdoado. Quem não perdoa adoece fisicamente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos e flageladores da consciência. O perdão é até  mesmo uma questão de bom senso. Quando guardamos mágoa de alguém, acabamos  nos tornando prisioneiros dessa pessoa. Ela nos escraviza e nos mantém em cativeiro. Quando nutrimos mágoa de alguém, esse alguém nos perturba continuamente. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se vamos sair de férias, essa pessoa pega carona conosco. Perdoar é a única maneira de quebrar essas correntes e ficarmos livres.
Rev. Hernandes Dias Lopes – 1º Igreja Presbiteriana de Vitória (ES)

O perdão deve ser ilimitado. Jesus nos ensina a perdoar até setenta vezes sete. Essa cifra não é literal. Ela aponta setenta vezes o número sete, o número da perfeição. O perdão é ilimitado, pois é dessa forma que Deus nos perdoa. Jesus deixou esse fato claro na sua parábola do credor incompassivo. Aquele servo que recebeu um perdão de dez mil talentos não perdoou seu conservo de uma pequena dívida de cem denários. Dez mil talentos é seiscentas mil vezes mais que cem denários. Aquele que havia recebido um perdão seiscentas mil vezes maior negou-se a perdoar alguém que lhe devia uma dívida seiscentas mil vezes menor. O rei, então, lhe entregou aos verdugos até que ele “pagasse” a dívida impagável. Um homem precisaria trabalhar cento e cinqüenta mil anos para adquirir dez mil talentos recebendo o salário de um denário por dia. A nossa dívida com Deus é impagável. Por isso, o perdão de Deus é ilimitado. E Jesus foi enfático em afirmar que se não perdoarmos, não seremos perdoados: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mt 18.35).

O perdão é o caminho da cura das feridas. É a ponte de reconciliação das relações quebradas. O perdão é o remédio divino para os relacionamentos enfermos. O perdão é o bálsamo do céu para aqueles que andam machucados e feridos pela mágoa. Hoje é tempo de perdoar. Hoje é tempo de pedir perdão. Hoje é tempo de restaurar relacionamentos dentro da nossa casa e da igreja, a fim de vivermos uma vida plena, maiúscula e abundante.

 

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Somos construtores de pontes, não cavadores de abismos. Somos ministros da reconciliação, não promotores de contendas. Somos pacificadores, não geradores de intrigas. O ministério da igreja é de aproximação das pessoas e não de afastamento delas. Somos um só corpo e membros uns dos outros. Quando um membro do corpo sofre, todos sofrem com ele; quando um membro é promovido, todos se regozijam com ele. Para isso, precisamos tomar algumas medidas.

Em primeiro lugar, reconhecer que somos falhos e erramos uns com os outros. Não somos uma comunidade de pessoas perfeitas. Nós ainda estamos sujeitos a falhas e tropeçamos em muitas coisas. Isso obviamente não nos dá o direito de errarmos intencionalmente. A vida cristã não nos dá uma imunidade para pecar. Precisamos ser vigilantes para não sermos pedra de tropeço para os nossos irmãos. Porém, o fato de errarmos uns com os outros não anula o fato de que somos uma só família e um só rebanho. O apóstolo Paulo admite que na igreja há momentos em que temos queixa uns dos outros.

Em segundo lugar, reconhecer que o caminho do arrependimento e do perdão é a única forma de construir pontes em vez de cavar abismos. Um cristão demonstra sua maturidade espiritual quando reconhece seu erro e tem disposição de pedir perdão. Não há comunidade saudável sem o exercício do perdão. Somos a comunidade dos perdoados e dos perdoadores. Quem não perdoa não pode orar, não pode ofertar, não pode ser perdoado. Quem não perdoa adoece emocional e fisicamente. A Bíblia diz que precisamos perdoar uns aos outros como Deus em Cristo nos perdoou. Esse perdão deve ser imediato, pleno e definitivo. O perdão sara as feridas, restaura os relacionamentos, produz comunhão e glorifica a relacionamentos, produz comunhão e glorifica a Deus. Ferir uns aos outros ou guardar mágoas produz doença emocional e desavença relacional. É tempo de construirmos pontes em vez de cavarmos abismos em nossos relacionamentos dentro da nossa família e da igreja.

Em terceiro lugar, reconhecer que Deus nos chamou para sermos ministros da reconciliação. Nós fomos chamados para pregarmos a reconciliação do homem com Deus e do homem com o próximo. Nós fomos vocacionados para construirmos pontes em vez de cavarmos abismos. Os filhos do Reino são pacificadores e os pacificadores são chamados filhos de Deus. A Bíblia diz que o amor cobre multidão de pecados. Quem ama busca a reconciliação.

Em quarto lugar, reconhecer que nenhuma vitória tem gosto de vitória se a comunhão fraternal é quebrada. A única vitória que glorifica o nome de Cristo é a decisão de restaurar o que foi quebrado, de aproximar o que foi afastado. Paulo diz: “no que depender de vós, tende paz com todos os homens”. Ainda diz que se preciso for, devemos sofrer o dano para construir as pontes da reconciliação. A Palavra de Deus diz que devemos ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo. Ele não revidou ultraje com ultraje. Ele rogou ao Pai que perdoasse seus algozes e até mesmo atenuou-lhes a culpa, dizendo que eles não sabiam o que estavam fazendo. A Bíblia inteira é um apelo à reconciliação com Deus e a reconciliação fraternal. O apóstolo Paulo chega a afirmar que se não houver perdão dentro da igreja, Satanás leva vantagem sobre nós. Que Deus nos ajude a amar uns aos outros, a dar a nossa vida uns pelos outros, a perdoar uns aos outros como Deus em Cristo nos perdoou e a construirmos pontes em vez de cavarmos abismos.

Rev. Hernandes Dias Lopes – 1ª Igreja Prespiteriana de Vtória (ES)

            “Sede imitadores de Deus, como filhos amados”. (Efésios 5.1)

Deus é nosso Pai, e como seus filhos temos de imitá-lo.
Eis algumas coisas importantes que, como filhos dEle, devemos imitar:

1-DEUS É UM DEUS DE PROJETOS (Ap 13.8). Ele nunca realizou nada de improviso. O plano da salvação já estava traçado antes mesmo de o homem nascer (Ap 13.8). Portanto, se somos filhos de Deus, devemos imitá-lo traçando projetos para nossa vida, nossa família, para o Reino de Deus.

2-DEUS É UM DEUS DE ORGANIZAÇÃO (1Co 14.33)

PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS DE DEUS
2.1- Deus trabalha com prioridades
Ele demonstrou isto na seqüência da Criação, criando, em primeiro lugar, os elementos que iam ser necessários aos elementos que Ele criaria a seguir. PORTANTO, devemos estabelecer prioridades em nossa vida, realizando aquilo que é fundamental antes daquilo que é secundário.

2.2- Deus trabalha com preparação
Em Gênesis 3.15 já está registrada a primeira profecia anunciando o nascimento do Salvador da humanidade. Deus usou 45 capítulos de sua Palavra só para preparar o povo para a peregrinação no deserto (Ex 33 até Nm 10).
PORTANTO, jamais devemos fazer nada de improviso, de qualquer maneira.

2.3. Deus trabalha com ordem
Deus é inimigo da desordem, da bagunça (1 Co 14.40).
PORTANTO, tudo o que fizermos devemos fazer de maneira organizada, ordenada, seqüencial.

2.4. Deus trabalha com estruturas
Ou seja, Deus respeita hierarquias, estabelece estruturas por essas serem elementos de sustentação. PORTANTO, devemos estabelecer estruturas que possam sustentar nossos empreendimentos, nossas ações. Devemos reconhecê-las e respeitá-las.

2.5: Deus trabalha com execução
Tudo o que ele projetou, executou. Não deixou nada pela metade, no meio do caminho.

PORTANTO, devemos planejar e executar o que planejarmos.

3-DEUS É UM DEUS QUE EXIGE PADRÃO DE QUALIDADE (Mt 5.48)
Tudo na criação de Deus reflete um alto grau de perfeição, de exigência.
PORTANTO, tudo o que fizermos, devemos fazer da melhor maneira possível, pois se somos filhos de Deus, temos que imitá-lo.

4-DEUS TRABALHA EM ORDEM CRESCENTE
Ele começa com uma pequena quantidade, para alcançar uma grande quantidade. Um casal transformou-se nos bilhões de seres humanos de hoje, Abraão deu início aos milhões de judeus existentes atualmente no mundo.
PORTANTO, também devemos começar com paciência e perseverança, nas desprezando as coisas pequenas (Zc 4.10).

5-DEUS É ESPECIALISTA EM TRANSFORMAR CAOS EM BÊNÇÃO.
Do caos Ele tira a ordem, a perfeição, a bênção.
PORTANTO, como filhos de Deus, devemos transformar em bênção o caos que pode estar existindo em torno da nossa família, em nosso ambiente de trabalho, etc.

6-DEUS, O NOSSO PAI, É UM DEUS DE CARÁTER.
QUATRO MARCAS DO CARÁTER DE DEUS

DEUS É:
a- AMOR (1 Jo 4.8)
Debaixo do guarda-chuva do amor de Deus estão mais três marcas do Seu caráter:

b-PERDÃO (perdoar é cancelar a dívida)
c-MISERICÓRDIA (é lançar os méritos do perdoador sobre o perdoado)
d-COMPAIXÃO (compadecer-se é ficar no lugar do outro)

DEUS É JUSTO.
Ser justo é ser íntegro, honesto. Devemos seguir essa marca do caráter de Deus.
DEUS É VERDADEIRO.
A única paternidade que a Bíblia dá ao diabo é a da mentira (Jo 8.44).
Portanto, se somos filhos de Deus, jamais incluiremos a filha de Satanás em nossas ações.
DEUS É SANTO.
Ser santo não é só deixar de pecar, mas sim fazer oposição ao pecado.

RECEITA PARA SER SANTO
1-Quem quer ser santo deve:

a)Orar (1Tm 4.5)
b) Mergulhar na leitura da Palavra (João 1.17)
c)Segundo 3.1-10: Buscar as coisas que são de cima, pensar em Deus, mortificar a carne, despojar-se do velho homem, e revestir-se segundo a imagem daquele que nos criou.

(Resumo da mensagem: Se Você é Filho de Deus, Trate de Imitá-lo, do Pastor Silas Malafaia)

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