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Jó 22.27

Jó viveu o auge do sofrimento. Ele saiu de uma situação próspera e tranqüila, para um terrível sofrimento num único momento. Ele era admirado e possuía uma grande família, riquezas e gados, mas da noite para o dia, perdeu tudo. E ele não sofreu somente abalos na sua riqueza, mas também teve forte abalo emocional pela perda dos filhos. E como se não bastasse, também foi atingido na sua saúde. Ele foi tocado por uma chaga maligna.

No seu sofrimento, Jó é visitado por três amigos. Eles choraram por sete dias e sete noites, sem proferir qualquer palavra. Mas estes homens começam a falar, e cada um tem o seu discurso. E Elifaz é um destes. Ele traz a sua visão, ensino e conselho para Jó. Elifaz   teve uma leitura parcial do quadro de Jó. Ele buscou pecado em Jó, pois para ele, isto seria a causa de todo o seu sofrimento. Mas Elifaz também traz uma possível solução. E embora que Jó fosse a pessoa errada para escutar aquele conselho, o conteúdo é bom e correto.

Ele sugere arrependimento e conversão a Deus para Jó. Mas ele também sugere uma oração. Ele diz: “Orarás a ele, e ele te ouvirá; e pagarás os teus votos.”

Elifaz nos ensina uma grande verdade. Eu não preciso esperar alguém orar por mim, eu posso orar ao Senhor. Isto fala da pessoalidade da oração. A oração era parte da solução do sofrimento. Mas parece que enxergamos a oração como um rito litúrgico, ou desencargo de consciência. Poucos vêem a oração como um instrumento que pode mudar a nossa história. A oração é pessoal e não podemos transferi-la. Existem pessoas que estão encarando quadros graves e sérios e que precisam orar. Jesus deu importância à oração, e nós também precisamos dar.

Neste texto encontramos três fases da oração. Isto diz que oração é um processo, ela tem o antes, durante e depois. Às vezes, até sabemos da importância da oração, mas pecamos em alguma destas fases. Vejamos elas:

1º – Antes da oração, precisamos ter a certeza que estamos sendo ouvidos. Parece simples, mas muita gente falha nisto. Existem pessoas que buscam a certeza se estão sendo ouvidas, durante a oração e não antes. Acham que só quando há alguma sensação ou arrepios, é que Deus está ouvindo a oração. Mas não é o que sinto, e sim o que creio, que faz com que a nossa oração seja ouvida. 

– Durante a oração, preciso ter a convicção de que falo diretamente com Deus. A oração não tem intermediários. Somente Jesus é o nosso mediador. Existem pessoas que estão se acostumando a pedir que outros orem por ela. Nós temos acesso direto ao Pai. Não podemos ter reservas ou vergonha. Podemos falar diretamente, do nosso jeito, sem protocolos. Não preciso esperar uma campanha de oração para que Deus faça um milagre em minha vida.

3º – Depois da oração, precisamos cumprir o que prometemos. Tem muita gente que descarta esta fase. Pessoas que se comprometem com coisas, mas não cumprem. Pessoas que embutem um propósito na oração, para dar um peso maior, e que quando são ouvidas, e são abençoadas, não cumprem os seus votos. Deus não apenas considera a oração, mas Ele também considera o voto. Deus espera que cumpramos os nossos votos. Deus vê a nossa aflição antes da oração, contempla a angústia durante, mas precisa ver também a nossa fidelidade depois da oração. 

Jodson Gomes – Assembléia de Deus em Bonsucesso (RJ)

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Se há algo que me consola é saber que os homens e mulheres de Deus, através de toda história, eram, exatamente, como você e eu.

Talvez, porque ao observar o que eles realizaram, em nome do Senhor, fiquemos iludidos, pensando, que, de alguma forma, eles eram diferentes de nós. Talvez, fossem construídos de um material mais resistente, quem sabe à prova de choque ou à prova de tribulação.

Mas, quando eu leio os Salmos, eu mergulho na alma desses personagens e os encontro questionando os mesmos questionamentos que eu me questiono; chorando as mesmas lágrimas que eu choro; se angustiando com as mesmas angústias com as quais eu me angustio. Por motivos diferentes, em circunstâncias diferentes, em tempos diferentes; mas, ao mesmo tempo, extremamente, semelhantes.

Não foi à toa que Tiago, escrevendo sua carta, fez questão de frisar que Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos; mas orou e Deus respondeu o seu clamor.

Não é lindo que Deus escolheu usar gente fraca e pequena como você e eu? Não é fantástico que Ele escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, e as que não são para confundir as que se julgam ser alguma coisa?

Fico pensando em Asafe, quando no Salmo 77, diz: “Quando estou angustiado, busco o Senhor”. Você já experimentou fazer isso? De verdade?

A alma dele estava inconsolável, diz o texto, ou em outras palavras; a alma dele recusava ser consolada. Ele diz que estava tão inquieto, tão agitado, tão angustiado que nem mesmo conseguia falar. Tudo que ele conseguia pensar era em quem ele já tinha sido, mas não conseguia ser mais; em tudo que ele já havia feito, mas não conseguia fazer mais. Ou seja, ele estava vivendo da nostalgia; vivendo de folhear e refolhear o álbum de recordações.

Só que ele estava recordando as coisas partindo do pensamento errado. Ele pensava: Será que Deus nunca mais vai falar comigo como já falou um dia? Será que eu nunca mais vou sentir prazer em Deus como um dia já senti? Será que Deus nunca mais vai me mostrar Seu favor e bondade?

Ele achava que Deus não agia mais. Mas, a questão é que todas aquelas recordações já eram mais que uma prova que Deus agia em sua vida.

Quando a angústia chega, quando a depressão tenta se instalar na alma, quando a inquietação começa a se assenhorar do coração, a melhor coisa a fazer é trazer à memória os feitos do Senhor.

Tire os olhos de si mesmo e coloque a mente em Deus. Pense em quem Ele é. Pense em como Ele é grande. Lembre de como Ele já te ajudou tantas e tantas outras vezes. Lembre que você já caminhou por muitos outros vales, antes, e Ele te conduziu como um Pastor às suas ovelhas. Pense em como Ele te ama. Lembre que você não está sozinho nisso.

Há momentos na nossa caminhada com Deus que marcam a nossa vida. Talvez, a nossa conversão. Quem sabe, uma direção que recebemos de Deus, num momento crítico. Ou, talvez, um livramento. De algum modo, eu preciso trazer à minha mente os feitos do Senhor. Porque é assim que eu me encorajo nEle.

Já percebeu que toda vez que os salmistas sentiam-se abandonados por Deus, a cena do Mar Vermelho sendo aberto, volta à tona? Isso porque aquele foi um momento que marcou para sempre a vida daquele povo.

Gerações se passaram, mas eles tinham uma história. Nossos pais confiaram em Ti e Tu os livraste. O nosso Deus fez a Sua vereda pelo meio do mar; o Seu caminho pelas águas poderosas, e ninguém viu as Suas pegadas.

É um Deus que não precisa assinar Suas obras. Ele age por pura graça; por pura misericórdia e compaixão. É o Deus que nos socorre na hora da angústia.

Talvez, o problema continue aí, mas Deus tem um caminho para você atravessá-lo. Tem um jeito. Você pode não estar enxergando, mas Ele vai atravessar isso junto com você.

Quando nada parece estar acontecendo e os céus parecem mudos, não se desespere. É só impressão nossa. É a nossa alma nos pregando uma peça. Usando as palavras daquele hino antigo: Deus está aqui, tão certo quanto o ar que eu respiro; tão certo quanto o amanhã que se levanta; tão certo como eu te escrevo e podes me ler.

Eu sei que, às vezes, nós mergulhamos na nostalgia. Fazemos, exatamente, como Asafe, que disse: “fico a pensar nos dias que se foram, nos anos há muito passados; de noite recordo minhas canções. O meu coração medita e o meu espírito pergunta”. É normal. Faz parte do ser gente. Acontece com todo mundo.

Mas, o importante é lembrar que nada mudou. Deus ainda é o mesmo. E Ele está cuidando de você e de mim. Mesmo quando tudo parece parado e nada parece estar acontecendo. São as pequenas pausas da vida. Mas, a sinfonia não acabou aí. A pausa faz parte dela. É para embelezá-la. Só quer dizer que vai começar algo novo.

Lembre-se que quem está regendo a sinfonia da sua vida é o Maestro por excelência. E essa vai ser uma linda sinfonia, porque é Deus quem a está compondo.

Que essas palavras confortem o seu coração.

Pr. Paulo Cardoso – Igreja Encontro com a Vida – Tijuca (RJ)

 Ezequiel 2

 

Às vezes a vida nos leva por caminhos terríveis e há momentos que nós perdemos totalmente o controle. É quando temos que fazer força para sorrir. Como aqueles que olham para o céu e pergunta: Pai porque o Senhor deixou acontecer isso?

São momentos que pedimos força para continuar e temos que lidar com o cheiro de morte no ar. Ficamos na espera que venha alguém e dê uma fórmula super poderosa.

São períodos que você corre atrás de vários conselhos, mas parece que tudo o que dizem não te leva a uma nova condição.

Há momentos que você acredita estar nas mãos de pessoas que vão resolver o seu problema.

Tem hora que só nos resta dizer: agora, só um milagre!

Tem cristão que passa por tantas lutas e chega a este ponto.

O que temos que fazer quando nada parece dar certo?

Ezequiel 2

Numa época em que nada dava certo, Deus nomeou Ezequiel para ser profeta para seu povo.

Testemunhou os babilônicos invadindo a sua nação e devastando Judá. As coisas iam de mal a pior.

A angústia de Israel era alimentada pelas tristes injustiças de Jerusalém.

Salmos 137:6-9

Aquele canto estava atravessado na garganta, sem vontade nenhuma para louvar.

Ele levanta Ezequiel e dá uma nova canção, uma nova esperança. Há como minha situação mudar.

Isto se fundamenta em três pontos:

Ezequiel 2:1-8

Versículo 1 – Põe-te em pé, e falarei contigo.

É como se Deus estivesse dizendo: Ezequiel esteja pronto, esteja de pé. É como um atalaia, um guerreiro ou um soldado.

Firme os seus pés!

Versículo 7 – Mas tu lhes dirás as minhas palavras

Você será uma corneta minha.

Versículo 8 – Abre a boca e come o que eu te dou.

Siga a minha palavra, não se entregue, levanta e não murmure mais.

É o momento de Deus, Ele exige dependência Dele, para o nosso sustento.

A ressurreição que a Bíblia nos apresenta não é só a de Cristo, mas que nós ressuscitamos em Cristo.

Deus pode tomar pessoas mortas, obreiros mortos, amizades mortas, casamentos mortos e ressuscitar todos eles.

Ezequiel foi o profeta da glória de Deus. Sua mensagem se baseava na presença Dele para ressurreição. E onde havia pensamento de derrota e de morte, haveria vitória e vida.

Ezequiel 36:26-28

“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. E habitareis na terra que eu dei a vossos pais e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.”

Nossa aliança já não será a mesma, vocês serão abençoados, mas passarão por um processo de humilhação e morte.

Ezequiel 37:1-2

“Veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me fez sair no Espírito do SENHOR, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos. E me fez passar em volta deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e eis que estavam sequíssimos.”

Os ossos estavam sequíssimos. É um monte de ossos secos. Duvido que a tua situação seja pior que essa.

Ezequiel 37:3

“E me disse: Filho do homem, porventura viverão estes ossos? E eu disse: Senhor DEUS, tu o sabes.”

Imagine você no lugar deste profeta, e Deus te levando para as áreas de sua vida que estão como esses ossos secos.

Este vale de ossos secos pode ressuscitar? Ele te mostra todos os seus motivos de tristeza e todas as suas decepções.

Nesta pergunta do versículo 3, Deus mexe com Ezequiel, e ele começa a se lembrar das primeiras palavras que Deus deu a ele.

A lembrança de quem nós somos para Deus, gera energia espiritual.

Você é um agente de transformação, então comece a fazer a diferença. Se o Senhor quiser, este vale vai ressuscitar.

Ezequiel 37:4-6

“Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR. Assim diz o Senhor DEUS a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis. E porei nervos sobre vós e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR.”

Para profetizar que há cura, você tem que crer que Deus cura.

Porque quando você crê, começa a liberar este poder de ressurreição.

Ezequiel 37:7-8

“Então profetizei como se me deu ordem. E houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se achegaram, cada osso ao seu osso. E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.”

Há uma interação completa entre o profeta e o Espírito de Deus.

A minha palavra tem poder, a minha palavra é profética.

Tudo começou através da palavra, quando Deus disse: “Haja luz e houve luz”.

Temos que falar coisas boas, abençoar e dar matéria-prima para Deus. Mas se eu continuar murmurando e amaldiçoar, vou alimentar coisas ruins na minha vida.

A glória da segunda casa será maior que a primeira.

Ezequiel 37:9

“E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor DEUS: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.”

Vai profetizando na sua vida, que você vai ouvir um ruído, vai ouvir um barulho. Ainda não havia vida até o versículo 9.

Haverá vida quando você se levantar como um profeta e começar a profetizar.

Ezequiel 37:10-14

“E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram, e se puseram em pé, um exército grande em extremo. Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. E sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.”

Duas coisas fundamentais para que haja ressurreição:

1º. Reconheça os ossos

“Esses ossos são a casa de Israel”

Reconheça as áreas da sua vida que estão mortas. Reconheça o orgulho.

A casa de Israel hoje é a Igreja, quando a esperança acaba e a fé nada produz. Quando a fé vira um dever monótono.

Sem alegria, sem motivação, nós podemos estar mortos.

Se você tem saudades do passado, se prega verdades espirituais, mas sem piedade, você pode estar morto.

Você pode estar vazio, seco, morto, mas o Espírito Santo vai soprar vida. Há ciclos de morte e ressurreição na própria Igreja, na vida do cristão.

Se você admitir qual é o seu monte de ossos secos, a ressurreição virá.

2º. Admitir e repudiar

Você além de admiti-los, tem que repudiá-los.

Deus vai mostrar o quanto estou morto.

É necessário repudiar porque tem gente que se acomoda e acaba gostando da condição dos ossos secos.

Ezequiel 36:26-28

“E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. E habitareis na terra que eu dei a vossos pais e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.”

E isso vai acontecer com você, se admitir e repudiar.

Esse novo espírito é uma nova atitude, uma nova percepção para que você profetize. O Espírito de Deus vai te ensinar a profetizar. Ele te dá poder para que viva em liberdade.

Deus Abençoe,

Ap. Rina – Igreja Evangélica Bola de Neve